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A Guerra dos Mascates, de José de Alencar


José de Alencar buscou no passado histórico brasileiro inspiração para escrever seus romances, criando quase sempre uma nova interpretação literária a fatos marcantes da colonização, como o busca por ouro no interior do Brasil e as lutas pelo aumento das terras nas fronteiras brasileiras. Seus enredos denotam em vários momentos um nacionalismo exaltado e o orgulho pela construção da pátria.

Em A Guerra dos Mascates, romance homônimo de 1873, personagens ficcionais escondem alguns políticos da época e até o próprio imperador, que aparece sob a pele do personagem Castro Caldas.

Romance histórico de gênero narrativo, reporta-se um episódio da História do Brasil: a luta travada entre as cidades de Olinda e Recife, nos anos de 1710 e 1711.

A luta opôs as famílias proprietárias de engenhos do interior, que viam com desconfiança a prosperidade de Recife, aos habitantes de Recife, onde residiam os "mascates", como eram designados os comerciantes portugueses,  resultando forte animosidade. Para fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania, os recifenses solicitaram e obtiveram do reino a jurisdição própria da sua vila. Rebelaram-se os de Olinda, que, armados, se apoderaram de Recife, depondo o governador e nomeando para o cargo o bispo de Olinda. A disputa era uma mistura de poder econômico e poder político, pois que os comerciantes do Recife pretendiam fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania.

Depois de várias lutas, os ânimos serão serenados, conservado Recife, sua autonomia. Os recifenses solicitaram e obtiveram da Coroa liberdade de jurisdição para sua cidade, então uma simples vila portuária.

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