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Cantigas de Santa Maria, de D. Afonso X


A Cantiga de Santa Maria é a maior coleção de poemas musicados marianos da Idade Média. Idealizada pelo Rei Afonso, O Sábio, no século XIII, teve a finalidade de devoção e louvor. Escritas em notação métrica, com abundante invenção melódica e representam a mais importante contribuição da Espanha à música medieval. Um dos manuscritos da Cantiga de Santa Maria mostra lado a lado, um músico mouro e um músico cristão tocando alaúdes.

São inspiradas nos Miracles de Notre Dame (Milagres de Nossa Senhora) do troveiro Gauthier de Coincy. Sua estrutura reproduz a dos villancicos, por sua vez herdeiros de nosso virelai, ou seja: um estribilho, seguido da primeira parte da estrofe, depois a Segunda que retoma a melodia e as rimas do estribilho e por fim novamente o estribilho.

Saborosos de cantar, foi o comentário que ficou sobre os villancicos que nos foram legados por toda a lírica da época. Afonso X compôs mais de quatrocentas canções de grande significado, em cujos manuscritos, ricamente ilustrados, são retratados os instrumentos da época.

As quase quatrocentas cantigas do Rei Afonso são devocionais, escritos em galaico-português, nossa língua materna, contam milagres ou homenageiam Nossa Senhora, muitos deles versões de relatos ancestrais conhecidos e ambientados na Europa medieval ou mesmo fora dos limites da Cristandade. Eram separadas em números de acordo com o motivo de sua composição, e pertencem à tradição ibérica com fortes traços de influência moura, uma das raízes importantes da colonização no Brasil.

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