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Cantos e encantos da floresta 1, de Laélia Rodrigues


O livro Cantos e encantos da floresta I, organizado pela professora Laélia Rodrigues, é uma coletânea de poemas de autores já publicados e inéditos.

Segundo a organizadora, a coletânea mostra que o poeta das terras acreanas não verte seus textos apenas à exuberância da natureza, como pressupúnhamos, mas também se volta a questionamentos íntimos, como o sentimento amoroso e as relações sociais, o que confere aos textos um valor que ultrapassa o tempo de sua produção.

É evidente que a relação do homem acreano com a natureza é extremamente fecunda. E o que faz a presente coletânea de textos é resgatar os outros valores que passam despercebidos não só pela crítica, como também pelos leitores, que buscam, quase inconscientemente, a referência da mata.

Assim Laélia define Cantos e encantos da floresta I: ... significa, portanto, um conjunto de poemas que falam da vida. Da vida das pessoas que habitam um ambiente urbano mas que, para ser compreendido na sua totalidade, não se deslinda pela existência da grande floresta que tem a mesma 'escureza...' imaginada pelo poeta do sul e cujo pensamento '(numa indiferença enorme...) ronda sob as seringueiras'. É justamente esse aspecto que oriente a organização desta coletânea: os poetas fazem uso criativo das palavras, expressando a subjetividade. E essa subjetividade traduz o coletivo, de onde a poesia é produto e força mobilizadora. Assim, assegura-se nossa alteridade.

A presente coletânea é um apanhado geral da produção poética literária do acre, numa reunião de textos que rompem o fio cronológico e temático. São vários momentos e diversos pensamentos que não possibilitam caracterizar com precisão o conjunto da obra. São textos que vão desde a década de 50 aos dias atuais, o que implica dizer que várias são as concepções que norteiam as temáticas dos poemas.

É evidente que dentre as temáticas, a exuberância da mata é o que mais se evidencia nas maiorias dos poetas, devido à própria relação íntima entre o poeta e o objeto de contemplação. Contudo, é necessário observar o olhar do poeta diante do elemento natureza. O que se vê nos textos é um admirar constante do elemento mais presente na vida do homem acreano, principalmente em décadas passadas.

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