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O cavalo que bebia cerveja (Conto de Primeiras estórias), de Guimarães Rosa


Narrado em primeira pessoa Reivalino, um homem do meio rural e tem como tema o mistério, a não aceitação daquilo que é diferente.

Com esse conto, Guimarães Rosa enfoca os horrores e a desagregação trazidos pela guerra, mostrando que o sertão se torna também lugar de homens refugiados, perseguidos e sós.

Reivalino Belarmino conta a história do esquisito italiano Giovânio, ex-combatente de guerra, que vivia isolado numa chácara com seus cães, entre os quais se destaca Mussolino.

O narrador, seu empregado, sente aversão por este homem de estranhos hábitos. Além de não tomar banho, vive fungando e sempre pede cerveja "para o cavalo". Mesmo quando a mãe adoece, e o patrão lhe dá dinheiro para as despesas, inclusive para o funeral, Reivalino, o narrador, não supera a repugnância que sente.

Um dia, uns estrangeiros chegam à cidade buscando informações sobre o homem. O narrador é chamado pelo subdelegado, Seu Priscílio, para contar o que sabe sobre ele. Nesse ínterim, o patrão chama-o para conhecer sua casa: não há móveis, cheira a local fechado; Reivalino pressente "bafo de presença". Em seguida surgem comentários de um "cavaleiro saído da porteira de uma chácara".

De novo interrogado pelos estrangeiros, inclusive um do Consulado, Reivalino, sentindo-se enganado, conta-lhes tudo. O subdelegado vai até a chácara investigar. Quer saber que histórias seriam aquelas de um cavalo beber cerveja? Giovânio enche a gamela com a bebida. O animal bebe tudo. Seu Priscilo retira-se. Informado por nova suspeita de Reivelino, que assegura-lhe: Alguma outra razão devia de haver, nos quartos da casa, seu Priscilio retorna à chácara. Lá, não encontra nada fora do normal, apenas um cavalo empalhado dentro de um quarto trancado.

Reivelino deixa de ser informante e começa a se sensibilizar com a condição do patrão. Giovânio chama o rapaz para comunicar-lhe a morte do irmão, mutilado de guerra. Após o enterro, Reivalino, comovido e envergonhado, despede-se do patrão, pois partirá da cidade. Giovânio convida-o para beberem cerveja juntos. Bebem na companhia de Mussolino e do cavalo.

Ao morrer, Giovânio deixa a chácara para Reivalino, que ajeita a propriedade a e vende. Antes, bebe todas as cervejas que restam, em memória do amigo.

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