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O Tronco do Ipê, de José de Alencar


No romance regionalista O Tronco do Ipê, José de Alencar narra a história de um amor envolvido em mistérios, à sombra de um crime. A obra retrata também a decadência da região do café no Rio de Janeiro do século XIX. Traz como cenário o interior fluminense e trata da ascensão social de um rapaz pobre.

Na obra, caracteristicamente de casa-grande aristocrática, com sinhás e mucamas, com ioiôs e negros velhos do tempo da escravidão, com barão, padre e até compadre - o romancista contrasta duas figuras brasileiras de meninas moças; Alice e Adélia com alguma coisa de "flor agreste, cheia de seiva, e habituada a se embalar ao sopro da brisa ou a beber a luz esplêndida do sol". Adélia com "certo ar de languidez, que se nota nas flores dos jardins, assim como nas moças criadas sob a atmosfera enervadora da cidade".

José de Alencar incluiu nesse romance um conto sobre a mãe-d'água, em que figura um palácio de ouro e de brilhantes no fundo do mar.

Enredo

A história tem como cenário a Fazenda Nossa Senhora do boqueirão, na zona da mata fluminense.

Um velho tronco de ipê, outrora frondoso, representa a decadência da fazenda. Bem próximo, numa cabana, mora o negro Benedito, espécie de feiticeiro, que guarda o segredo da família.

Mário, o personagem central, que viveu desde criança na fazenda, juntamente com a prima Alice, descobre que o pai da moça, Joaquim, é o assassino de seu pai. Desesperado, Mário tenta suicídio, pois não pode se casar com a filha de um assassino. Mas o negro Benedito o impede, contando-lhe o segredo: Joaquim não matou o pai de Mário. Ele foi tragado pelas águas do Boqueirão e está enterrado junto ao tronco do ipê.

Mário reconcilia-se com a vida e casa-se com Alice.

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