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Os Timbiras, de Gonçalves Dias


Epopéia indianista inacabada de Gonçalves Dias, é uma narração dividida em uma introdução e quatro cantos. É o ponto exato em que o mito do bom selvagem, constante desde os árcades, acabou por fazer-se verdade artística, e o poemeto épico I-Juca Pirama - a mais acabada realização do indianismo na poesia brasileira.

Nos poemas são narrados os feitos de guerreiros timbiras, principalmente do chefe Itajuba e do jovem guerreiro Jatir. Altamente idealizados, estes índios falam apenas em valor, coragem, guerra e honra, num mundo habitados por inimigos vis, piagas (pajés) sábios e guerreiros valorosos. O autor usa e abusa de termos em tupi e do verso branco (sem rima). A obra Cantos era composta dos primeiros quatro cantos de Os Timbiras. Gonçalves Dias não pôde concluir o poema, pois antes disso faleceu num desastre.

Em Os Timbiras, a civilização luso-brasileira é apresentada como usurpadora de uma terra que tinha outros senhores, uma “nação que tem por base / Os frios ossos da nação senhora, / E por cimento a cinza profanada / Dos mortos, amassada aos pés de escravos”. E em poemas como O Canto do Piaga e Deprecação os pajés pressagiam os horrores da colonização: “Não sabeis o que o monstro procura? / Não sabeis a que vem, o que quer? / Vem matar vossos bravos guerreiros, / Vem roubar-vos a filha, a mulher!”

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