dcsimg

Atonalidade


Atonalidade significa a ausência total de tonalidade. A música atonal evita qualquer tonalidade ou modo, fazendo livre uso de todas as 12 notas da escala cromática. Uma vez que se dá igual importância a todas as notas, deixa de haver qualquer força de atração convergindo para um centro tônico. A atonalidade foi a conseqüência lógica de uma tendência iniciada no período romântico. Certos compositores (Wagner em particular) já haviam usado livremente acordes dissonantes cromáticos - introduzindo notas estranhas à tonalidade para "colorir" suas harmonias. Com o decorrer dos anos, tantos foram os cromatismos introduzidos, ao lado de ousadas e repentinas modulações, que em certos momentos o ouvinte já não tinha certeza da tonalidade em que a música fora construída. Gradualmente, a tonalidade - o sistema tonal maior-menor que por 300 anos dominou a música ocidental - se enfraqueceu, e começou a ruir por terra.

Algumas técnicas adotadas por Debussy - principalmente o uso de acordes dissonantes em movimento paralelo e da escala de tom inteiro - contribuíram muito para esse enfraquecimento. Se você observar com atenção, verá que é impossível formar qualquer acorde comum, como dó-mi-sol, com as notas dessa escala.

Todos esses procedimentos acabaram por levar à atonalidade, que se tornou a própria essência do estilo dos compositores expressionistas.



>> Confira também em

Comentários

Siga-nos:

Instituições em Destaque

 
 

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e receba as últimas notícias do Vestibular além de dicas de estudo: