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A fase Gótica


A música transcendente e severa de Leonim e Perotin fora criada para soar na majestosa catedral gótica de Notre-Dame, em Paris, cuja construção se iniciou em 1163. A partir do século XII, o mensuralismo musical se desenvolveu, sob a influência da música trovadoresca, infiltrando-se inclusive nos organa a duas, três e quatro vozes de Leonin e Perotin. Assim abalou o primado do canto gregoriano, sempre plano e com ritmo amétrico.

Outra forma importante de canção erudita, polifônica e latina, dos séculos XII e XIII, foi o conductus - palavra ligada ao sentido de "conduzir" no contexto de procissão. O conductus apresenta texto único para todas as vozes; é geralmente estrófico e, de preferência, silábico (uma sílaba para cada nota), embora haja também melismas. A forma musical espelha a estrutura poética. Assim, a música pretende seguir a métrica dos versos: para cada estrofe permanece a mesma música e, por isto, o conductus se divide em partes ou seções de divisão idêntica para todas as vozes.

A partir do século XIV, afirmaram-se os valores menores (semínima, crome e fuza), completando os maiores já usados no século anterior (longas, breves, semibreves e mínima).

Na música, multiplicaram-se então as descobertas e conquistas técnicas. O enfraquecimento do espírito teocêntrico da Idade Média se revelou na música e, de modo especial, no chamado Moteto Gótico de século XIII. No Moteto Gótico, o cantus firmus apresentava-se no tenor, com texto religioso a ser cantado em latim ou executado instrumentalmente, e as outras vozes eram construídas acima dele, geralmente em francês, com letra profana e específica para cada uma. Ocorria, portanto, a síntese do religioso com o profano e a politextualidade em idiomas diversos.



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