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Fase Medieval (Século VIII a XIII)


A música, como também a arte figurativa, representava a pura expressão do Teocentrismo reinante na Idade Média. Até o ano 1000, predominara religiosa e monódica (isto é, a uma voz) dentro da atmosfera dos "modos" eclesiásticos, herdados indiretamente da música grega.

Os modos eram escalas ascendentes, em que se baseava a música litúrgica, cada qual com uma seqüência própria de tons e semi-tons, partindo de uma determinada nota denominada finalis ou final. Cada modo apresentava duas formas: a autêntica e a plagal.

Os modos autênticos eram: o dórico (protus), de ré a ré; o frígio (deuterus), de mi a mi; o lídio (tritus), de fá a fá, e o mixolídio (tetrardus), de sol a sol. Cada modo plagal se iniciava uma quarta abaixo da finalis do respectivo modo autêntico e tinha o mesmo nome, acrescentado do prefixo hipo, isto é: hipodórico (lá a lá), hipofrígio (si a si), hipolídio (dó a dó), e hipomixolídio (ré a ré).

A notação musical, por volta do ano 1000, permanecia alfabética e neumática. Os neumas eram sinais escritos, com freqüência, no sentido de uma linha horizontal, acima do texto religioso e indicavam, de forma muito vaga, o movimento ascendente ou descendente das melodias do cantochão. Os músicos, por vezes, usavam "pauta" de uma linhas coloridas, cujas alturas eram indicadas por letras, logo no seu início, que constituíram ente a origem das claves.

A escrita da música tomou novo impulso a partir do momento em que o Monge Guido d'Arezzo (995 - 1050) aumentou para quatro as linhas da pauta; deu nome aos sons musicais, usando a primeira sílaba de cada verso do Hino a São João Batista (ut, ré, mi, fá, sol, lá) e passou a representar cada som, na pauta, por um neuma quadrado, tornando a leitura mais clara.



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