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O violão brasileiro é uma arte


Um dos aspectos mais interessantes da música brasileira no século XX, é a evolução de um violão despretensioso e marginalizado, para o instrumento mais utilizado na música erudita ou popular, em qualquer classe social, como acompanhador ou solista. Esse fenômeno ocorreu com uma rapidez tão grande, que os movimentos anteriores foram sendo esquecidos, à medida que se alcançava uma nova etapa. Hoje, o maior desafio que se apresenta ao violão brasileiro é a pesquisa e organização do seu repertório, o levantamento dos principais violonistas e a recuperação de sua história. 1916 é o ano da primeira grande conquista do instrumento. O nome em destaque é o de Américo Jacomino. Instrumento vulgar e sem valor no início do século, quando começava a se desenvolver, no Brasil, a música para violão, o instrumento ainda era considerado "próprio somente para modinhas e serenatas ao luar", ou "vulgar e, por isso, sem valor". Em maio de 1916, o Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, ainda se referia ao violão desta maneira: "Debalde os cultivadores desse instrumento procuram fazê-lo ascender aos círculos onde a arte paira. Tem sido um esforço vão o que se desenvolve nesse sentido. O violão não tem ido além de simples acompanhador de modinhas. E quando algum virtuoso quer tirar efeitos mais elevados na arte dos sons, jamais consegue o objetivo desejado ou mesmo resultado apreciável. "A arte, no violão, não passa por isso, até agora, do seu aspecto puramente pitoresco".

Poucas semanas depois, o periódico continuava a insistir na "precariedade artística" do violão, assim como da guitarra portuguesa: "A guitarra nasceu para o fado e o violão para a modinha. Violão e guitarra são instrumentos populares, através cujas cordas palpitam tristezas, lágrimas e risos de dois povos intimamente ligados pela afinidade de raça, de coração e de língua. Acompanhando uma canção sentimental ou dedilhando um fado corrido, a guitarra e o violão falam não só à alma de popular, mas à alma de toda a gente. Uma e outro jamais lograrão alcançar a perfeição sonhada pelos seus cultores apaixonados. As regiões da música clássica não lhe são propícias, as suas cordas não se dão muito bem nos ambientes de arte propriamente dita."

Embora atacado por ser instrumento ligado à música popular, o violão já era utilizado entre nós, nas duas primeiras décadas do século XX, também como instrumento solista. No Rio de Janeiro, os precursores mais importantes dessa inovação foram Ernani Figueiredo e Alfredo de Sousa Imenez, falecidos, respectivamente, em 1917 e 1918. O movimento violonístico, na cidade, cresceu com a atuação de Sátiro Bilhar, Brant Horta, Joaquim Francisco dos Santos (Quincas Laranjeiras), Mozart Bicalho, Melchior Cortez e Heitor Villa-Lobos, entre outros. A produção desses músicos, que inaugurou a arte brasileira do violão, era fracamente aceita fora das classes populares, no início do século e, com raras exceções, impedida de participar dos meios de difusão musical reservados às elites. À exceção de Villa-Lobos, os demais nomes citados foram praticamente esquecidos e a maior parte de sua obra irremediavelmente perdida.

Papel importantíssimo na reversão dessa tendência, desempenharam Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) e João Teixeira Guimarães (1883-1947), o "João Pernambuco", sobretudo na difusão de canções regionalistas com acompanhamento de violão, este último com apresentações bastante concorridas em 1916. Catulo chegou a reivindicar para si a emancipação do instrumento:

[...] Digamos mais que fui eu o introdutor do violão na alta sociedade. Os cantadores de festas e de rádios sabem disto, mas fingem ignorar. [...]

A aceitação do violão como instrumento de concerto, no país, resultou não só da atuação desse grupo pioneiro de músicos. Uma nova técnica de execução e um novo repertório, transformaram completamente a receptividade do violão no meio musical brasileiro. O marco é o ano de 1916 e os personagens principais são Agustin Barrios, Josefina Robledo e Américo Jacomino.

Nos círculos onde a arte paira transcorria, na Europa, a I Guerra Mundial. As apresentações do paraguaio Agustin Barrios (1885-1944) e da espanhola Josefina Robledo, em várias cidades brasileiras, respectivamente a partir de 1916 e 1917, provocaram um enorme impacto no público, nos músicos e na imprensa, derrubando o antigo argumento da "incapacidade artística" do violão. Após o primeiro concerto de Barrios no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1916, o mesmo Jornal do Comércio que, semanas atrás, publicava fortes censuras ao violão, passa a reconhecê-lo, então, como instrumento digno das salas de concerto, dirigindo sua crítica, agora, a uma suposta falta de qualidade da produção violonística brasileira: "Sem querer dar ao violão a hierarquia aristocrática do violino, do violoncelo e de outros instrumentos que, como ele, tiveram no alaúde o seu remoto ancestral, em todo caso acreditamos que não se faz ainda ao violão a justiça que lhe é devida - o que, até certo ponto, se explica pela dificuldade da técnica do instrumento que ninguém, quase, tenta vencer e dominar, desanimados todos pela igualdade do timbre que lhe dá uma feição de monotonia.

"Não compreendemos, porém, que se cultive o bandolim em prejuízo do violão, quando a superioridade deste é imensa como elemento de expressão, como variedade de efeitos, como exemplar de harmonização interessante na formação dos acordes, como recurso de modulações estranhas pela sua novidade. "De ordinário, os cultores do violão limitam-se a fazer dele um instrumento de acompanhamento de modinhas chorosas, ou o monótono repetidor de desenhos rítmicos de dança, ou o intérprete dos rasgados sonorosos que convidam ao sapateado languoroso e lascivo!" Quanta injustiça! Essa mediocridade, a que condenaram o violão, tem a sua explicação na ignorância dos que lhe ponteiam as cordas sem o conhecimento da riqueza de efeitos que se podem obter do precioso instrumento, que mereceu particular atenção de Berlioz no seu tratado de instrumentação. "Que o violão tenha um repertório limitadíssimo não admira, porque, com exceção do piano e do órgão, isso acontece a todos os instrumentos, até mesmo ao violino, cujos foros de nobreza ninguém contesta. E, quando nos referimos à pobreza de repertório, deve ser entendido que aludimos à raridade das composições de valor e não à quantidade, pois é sabido que, para o violino principalmente, muito se tem escrito e pouco se tem mantido no repertório. "Como já fizemos sentir, o violão sofre principalmente pelas dificuldades que ele oferece e que poucos ousam afrontar pelo estudo. Só nestes últimos tempos é que por aqui tem aparecido alguns cultores como os Srs. Ernani de Figueiredo, Brant Horta e alguns raros mais."

A falta de contato com o repertório violonístico, brasileiro e internacional, não foi característica exclusiva daquela década. Manuel Bandeira, em 1924, apesar de elogiar a sonoridade do instrumento, desconhece totalmente as composições para violão, daquele período ou de épocas anteriores e o eruditíssimo Domingo Prat, em 1934, ainda afirmava que "Brasil, em guitarra, vive um tanto atrasado". Mesmo a produção de Américo Jacomino, sobre a qual pouca coisa de valor tem sido escrita, não despertou o interesse de José Ramos Tinhorão e Ary Vasconcelos, por exemplo, dois dos mais importantes historiadores da música popular brasileira.

As apresentações de Agustin Barrios, contudo, provocararam, por todo o país, uma repercussão impressionante, que somente poderá ser avaliada em um trabalho de tese. Após os concertos do violonista paraguaio no Teatro Municipal de São Paulo, em 1917, a imprensa já consegue se referir ao violão de forma mais racional, procurando compreender melhor as características do instrumento e sua relação com o gosto musical vigente: "O violão é um instrumento nobre. Pena é que a sua sonoridade não corresponda às exigências do público dos concertos, que ansia sempre pelas grandes sonoridades. Em todo o caso, num salão, todos poderão apreciar a voz poética do violão, intensamente expressiva, a doçura e suavidade de suas inflexões sonoras, principalmente quando esse instrumento tem ao seu serviço um concertista da envergadura de Artur de Barrios. "Ele sabe elevar o violão à altura prestigiosa em que se manteve no período áureo do século XVI, e que chegou a destronar a viola. "Dos seus magníficos dedos brotam caudais de sons divinos. É que o seu mecanismo é irrepreensível, brilhante o seu estilo, profundo o sentimento que agita a sua fina alma de artista." Se Agustin Barrios trouxe ao Brasil um virtuosismo violonístico sem precedentes e Josefina Robledo a técnica refinada do concertista e didata espanhol Francisco Tárrega, cabe a Américo Jacomino a criação do primeiro gênero brasileiro de música solística para violão que obteve aceitação do público tradicional. Popular ou erudito? Talvez, um pouco de cada.

O aplaudido violonista da Casa Édison Américo Jacomino, filho de imigrantes napolitanos, nasceu presumivelmente em São Paulo, em 1887. Sua atividade, até 1915, é quase totalmente desconhecida, sabendo-se, apenas, que viveu certo tempo como pintor e jornaleiro, enquanto se iniciava no instrumento, cremos, de maneira autodidata. Por volta de 1904, já se apresentava como solista de violão, utilizando a estranha posição que originou a alcunha pela qual é mais conhecido: "Canhoto". Não é sem razão que, do período anterior a 1915, pouco se sabe a respeito de Jacomino. O movimento violonístico em São Paulo, até essa data, foi quase inexistente e os registros históricos são hoje raríssimos. Isaías Sávio afirma que "o primeiro recital de importância nesta capital" foi o do violonista cubano Gil Práxedes Orozco, em 1903, no Teatro Santana e Ronoel Simões informa que Orozco lecionou o instrumento na cidade entre 1903 e 1908, assim como o violonista italiano Eugene Pingitore, entre 1912 e 1915. Do primeiro, foi aluno Dante Rausse, outro italiano, que atuou na capital nas décadas seguintes. O Estado de S. Paulo noticia alguns recitais de violão no período, como os de Gil Orozco, no Salão Carlos Gomes, em 1904, no Salão Steinway, em 1906, com o violonista português Alberto Baltar e nos salões da Casa Livro Azul e do Clube Campineiro daquela cidade, em 1906.

O espanhol Manuel Gomes apareceu em recitais de violão, nos salões da Casa Bevilacqua e do Centro Espanhol de Campinas, no ano de 1911 e o português Francisco Pistoresi em duas apresentações de 1914, no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, executando um exótico instrumento de nome "diamenofone", ao qual adaptava ora um violoncelo, ora um violão. Se essas foram, na época, as principais participações do violão em São Paulo, é possível afirmar que Américo Jacomino desenvolveu a arte solística do seu instrumento, praticamente isolado de qualquer influência significativa, criando uma maneira própria de executar valsas, polcas, mazurcas, dobrados e outros gêneros que, naquele período, utilizavam o violão como mero acompanhador. Entre 1912 e 1913, Jacomino gravou 12 discos pela Odeon do Rio de Janeiro, a maioria como violonista do "Grupo do Canhoto", conjunto formado por clarineta, trombone, cavaquinho e violão. Dessas "chapas", todas de uma única face, já constavam 4 peças em solo de violão, provavelmente de sua autoria: a valsa Belo Horizonte (nº 120.595), a polca Pisando na mola (nº 120.596), o dobrado Campos Sales (nº 120.597) e a mazurca Devaneio (nº 120.598). Por essa época, Américo Jacomino tambem se apresentava em cinemas da capital, nos chamados "espetáculos de variedade", bastante comuns na década de 10. Os autores que já se ocuparam do "Canhoto", citam os cinemas Bresser, Brás-Bijou e o Éden Teatro. Em dezembro de 1915, O Estado de S. Paulo destacou suas apresentações no cinema High-Life e, em 1916, nos teatros Minerva e Colombo, além de concertos em Descalvado e Amparo, interior do Estado de São Paulo. Nesse ano, já era chamado "o Rei do violão" e "o aplaudido violonista da Casa Édison", tornando-se bastante conhecido entre os apreciadores de música "popular". "Canhoto" continuou a gravar. Em datas desconhecidas, entre 1913 e 1918, sairam, pela Phoenix, 15 "chapas" incluindo seu nome, dentre estas, 10 com o "Grupo do Canhoto" e 5 com Jacomino ao violão, interpretanto, de sua autoria, as valsas Saudades de minha aurora (nº 70.786) e Belo Horizonte (nº 70.803, provável regravação), a polca Uiara (nº 70.804), a mazurca Devaneio (nº 70.805) e o xote Sempre teu (nº 70.806). Pela Odeon, entre 1915 e 1921, foram lançados 30 discos com sua participação. Em 20 deles toca no "Grupo do Canhoto", enquanto 4 outros sairam com obras suas, na execução de grupos diversos. Jacomino acompanhou o popularíssimo "Baiano" (Manuel Pedro dos Santos) em 2 discos e apareceu, em 4 títulos, tocando composições próprias no seu instrumento: as valsas Beijo e lágrimas (nº 121.248) e Acordes do violão (nº 121.249), além dos tangos Madrugando (nº 121.478) e Recordações de Cotinha (nº 121.479). Em fins do primeiro semestre de 1916, iniciou-se a ascenção do violonista aos palcos importantes da cidade. Apresentou-se, em datas incertas, nos salões do jornal O Estado de S. Paulo, do Automóvel Clube, do Trianon, do Conservatório Dramático e da revista A Cigarra. Mas foi em setembro desse ano que o "Canhoto" participou do evento que comparamos, em importância e repercussão, aos concertos de Agustin Barrios e Josefina Robledo no Brasil: seu primeiro recital para um grande público, acompanhado de conferências sobre a carreira de Jacomino e sobre o violão, no Salão Nobre do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, um dos principais palcos da música erudita paulistana. É bem provável que esse concerto tenha sido organizado e promovido pelo "Canhoto" e pelo escritor português Manuel Leiroz, um admirador do violão e do conhecido violonista. Em junho de 1916, antes mesmo da chegada de Barrios ao Brasil (a 19 de julho, no Rio de Janeiro), Leiroz publicava, na revista A Cigarra, um artigo sobre Américo Jacomino, onde anunciava a apresentação no Conservatório, elogiava sua arte e, surpreendentemente, referia-se ao violão de forma bem diversa daquela encontrada nos periódicos da época: "O que encanta neste concertista de violão não é propriamente a riqueza de técnica, em verdade colossal, nem o senhorio legítimo do seu instrumento, mais indomável que uma fera. O que em Américo Jacomino encanta é a sua ciência dos tons, que ele transforma numa doce harmonia e transmite ao ouvinte, extasiando-o".

Na semana anterior ao concerto do conservatório, Jacomino apresentou-se em uma audição especial à imprensa, na Sala de Recepções do jornal A Capital, no Palacete Guinle, da Rua Direita. O sucesso foi maior que o esperado: "Desde os primeiros acordes, conseguiu o sr. Américo Jacomino prender a atenção do auditório, entusiasmando-o e comovendo-o seguir. Quando terminado o primeiro número, não foi o aplauso convencional e inexpressivo com que se costuma lisonjear a vaidade de alguns artistas de exportação estranjeira, que na maioria dos casos não correspondem à fama de que vêm precedidos, que alí se ouvia. Não. Era o aplauso sincero de uma assistência admirada e conquistada pelo som do mágico instrumento." [...] "Quanto ao valor de Canhoto, desnecessárias se tornam quaisquer referências. É mais do que um artista: é um verdadeiro talento musical."

O concerto no Conservatório Dramático e Musical, no dia 5 de setembro de 1916, foi motivo de ansiedade e, mesmo competindo com a última apresentação da dançarina Isadora Duncan, no Teatro Municipal, esteve "a regurgitar de ouvintes". O Diário Popular foi claro ao apontar Jacomino como um grande inovador na execução do violão: "[...] Para encher o salão bastaria decerto o mérito excepcional do artista, que soube evidenciar-se tanto na arte difícil do fazer falar, gemer e sentir um instrumento rebelde às inspirações musicais. [...]"

Além de frizar a diferença entre a arte de Jacomino e a dos violonistas acompanhadores, A Gazeta reforçou os elogios ao "Canhoto", destacando algumas de suas técnicas então mais apreciadas: "É hoje que se realiza, no Conservatório Dramático e Musical, o concerto do simpático e habilíssimo violonista, Sr. Américo Jacomino. É preciso advertir aos que o não conhecem ainda, que este artista não se pode confundir com muitos outros que se apontam nesta cidade e que não passam de talentosos 'dilettanti'. Trata-se, na verdade, de um perfeito artista, possuidor de uma técnica admirável e que sabe arrancar ao seu instrumento uma porção de efeitos surpreendentes. Ninguém, antes de ouvi-lo, poderá supor de que recursos é capaz o violão. "Dentre os seus segredos de técnica há um que, consoante a opinião dos entendidos, é inimitável: é a maneira de fazer vibrar a corda por meio da pressão lenta dos dedos. O efeito que ele tira, dessa pressão, que é, dizem, de sua criação exclusiva, tem uma doçura encantadora."

O concerto de 5 de setembro teve a participação de outro violonista, Álvaro Gaudêncio, que acompanhou Jacomino em todas as peças, como de costume, além do cantor Trajano Vaz, que apresentou três números com acompanhamento de violão.

Das peças interpretadas por Jacomino, existem gravações da valsa Suplicando amor, com o "Grupo do Canhoto" (Odeon, nº 121.246, lançada entre 1915 e 1921), de uma fantasia de O Guarani, com Américo Jacomino (Odeon, nº 123.210, lançada entre 1925 e 1927) e do dobrado Campos Sales (Odeon, nº 120.597, lançado entre 1912 e 1913). A valsa Suplicando amor também foi publicada, em vida do autor, por A. di Franco (São Paulo), em uma versão para piano e outra para canto e pequena orquestra. À exceção da Serenata árabe, de Frontini, popular na versão original para piano, as demais são completamente desconhecidas. O próprio Juvenal Fernandes, em seu catálogo das obras de Jacomino, cita apenas Campos Sales, dentre as peças executadas no Conservatório. Esse programa do "Canhoto" é, de fato, o primeiro que chegou até nós. Na maior parte do seu repertório, transparece uma inegável herança romântica, característica até de suas últimas composições. E é provável que tenha sido com esse espírito romântico que o violonista fez penetrar sua arte nos círculos conservadores de então. Das ruas, para os palcos e salões o violonista teve, nesse concerto, um aliado sem precedentes.

O poeta Danton Vampré, após fazer "a apresentação de Jacomino, traçando-lhe a biografia e acentuando o seu merecimento artístico", leu a conferência de Manuel Leiroz, sobre o violão, enquanto as obras da primeira parte eram executadas: "[...] Manuel Leiroz é um erudito e um artista que na intimidade gosta de dedilhar os bordões do violão e da guitarra [portuguesa]. Foi-se pois aos livros, compulsou monografias e esgotou o assunto, na palestra com que hoje concorre para o festival de um modesto mas digno artista, palestra que não pode deixar de ser um mimo literário e uma revelação de fatos e anedotas curiosíssimas sobre o papel e a importância dos instrumentos de corda na vida emotiva e sentimental dos povos latinos da Europa, especialmente Portugal, Espanha, Itália e França. "Essa conferência, que não é, como tantas, uma ressonância de palavras desmioladas de idéia, mas um estudo de arte e uma reconstituição histórica, será, só por si, motivo bastante para que a culta 'elite' de S. Paulo não falhe ao Conservatório. [...]"

Fonte: Manuel Leiroz e o violão do Canhoto: duas crônicas de 1916

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