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A China pode ser tema nos vestibulares


Atualmente a China é um dos países que mais cresce no mundo, no contexto econômico, industrial, financeiro.

Um destaque em relação aos outros países está no contingente de pessoas que habitam a China, atualmente a população chinesa é a maior do mundo, são aproximadamente 1,4 bilhões de pessoas, alguns analistas estimam que esse número seja ainda superior, isso devido a muitos pais que não fazem os registros do segundo filho temendo repressões por parte do Estado que estabeleceu uma política de controle de natalidade, dessa forma esse número pode saltar para cerca de 1,7 bilhões de pessoas.

Em recursos minerais a China ocupa um lugar de destaque no cenário mundial, esse fator é importante para o abastecimento das indústrias e contribui para o crescimento econômico do país.

O principal minério chinês é o carvão mineral, sendo o maior produtor mundial, além de ocupar o ranking de sétimo lugar em produção de petróleo, essa corresponde a 4,6% de todo minério fóssil do mundo. Outros minérios importantes e encontrados com abundância são estanho, ferro e alumínio.

Em tempos de jogos olímpicos, a China está com tudo: na televisão todos os dias, sem trégua, estão os templos, os arranha-céus e os relatos dos repórteres sobre o país milenar e as restrições do regime comunista, em vigor desde a revolução socialista de 1949.

No vestibular é muito provável que a China também esteja em voga, por dois motivos: sua importância histórica, com papel de destaque durante a Guerra Fria, e seu momento atual, que alia o regime socialista com forte expansão econômica nos moldes capitalistas, uma mistura que rendeu um crescimento médio de quase 10% ao ano nesta década.

A China procura mostrar, com uma Olimpíada impecável, que está pronta para se integrar ao Ocidente como uma potência. É importante para o vestibulando discernir as duas Chinas, o país de Mao, que vivenciou grandes problemas econômicos, e a atual, com controle político comunista mas existência de capitalismo em zonas especiais, como Hong Kong.

A primeira China é a de 1949 a 1976, quando foi governada por Mao Tsé-Tung e passou por dificuldades com o "Grande Salto Para a Frente", que tentou realizar uma expansão econômica forçada ao mesmo tempo em que reprimia dissidentes políticos. No final dos anos 1960, a chamada Revolução Cultural aprofundou a repressão, glorificando a figura de Mao como o Grande Timoneiro.

Após a morte do líder, o Partido Comunista chinês, que sempre manteve uma posição independente da União Soviética, mudou o rumo das coisas com a liderança de um antigo perseguido, Deng Xiaoping. A ênfase era o crescimento econômico, para deixar para trás os tempos de fome e sofrimento. Investimentos pesados em educação e indústria e abertura comercial ao Ocidente tornaram a China a principal força econômica desta década, influenciando decisivamente os mercados ocidentais: com sua imensa população, o poder sobre preços agrícolas, por exemplo, é enorme.

A abertura nos negócios, no entanto, não tem correspondente na política: o regime ainda reprime o fluxo livre de informações. O vestibulando deve lembrar do massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, quando tanques avançaram contra manifestantes que pediam uma abertura parecida como a que ocorria, na mesma época, na União Soviética de Mikhail Gorbachev. Esse episódio deixou claro que o governo chinês não pretendia fazer reformas como a russa.

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