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Rússia suspende participação em tratado antiarmas



O presidente russo, Vladimir Putin, suspendeu a participação do país em um dos mais importantes tratados antiarmas dos período posterior à Guerra Fria.

O Kremlin disse que a decisão foi tomada devido a "condições extraordinárias" afetando a segurança nacional e afirmou que a Rússia não pode seguir as regras do tratado - que limita o número de armamentos pesados na Europa - enquanto outros países não o fazem.

O governo russo se opõe aos planos dos Estados Unidos de construir um sistema de defesa antimísseis na Polônia e na República Checa.

A Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, descreveu a decisão do presidente Putin como "um passo na direção errada".

"Os aliados consideram este tratado uma das bases da segurança européia", disse um porta-voz da organização.

A Casa Branca também lamentou a medida, mas prometeu dar continuidade às conversas com Moscou sobre segurança na Europa.


A suspensão da participação no tratado pela Rússia não é uma retirada total do acordo, mas significa que o país não vai mais permitir inspeções em seu território ou informar outros países sobre a movimentação de tropas ou armamentos.

O vice-ministro do Exterior russo, Sergei Kislyak, disse, no entanto, que Moscou não está "fechando as portas para o diálogo".

"Nós enviamos a nossos parceiros propostas que poderiam resolver a situação. E continuamos a esperar por uma reação construtiva", disse Kislyak.


O Tratado de Armas Convencionais foi assinado entre a Otan e o Pacto de Varsóvia – a aliança militar da chamada Cortina de Ferro, durante a Guerra Fria – em 1990, antes do fim da União Soviética, e impõe limites ao número de armamentos utilizados entre o Oceano Atlântico e os Montes Urais.

O tratado passou por uma reforma em 1999, depois do fim do Pacto de Varsóvia, mas a Otan ainda não o ratificou, exigindo, em troca disso, que a Rússia retire tropas que mantém na Geórgia e na Moldávia.

Agora, o governo russo alega que o acordo é ultrapassado e que ele restringe a movimentação de tropas e armamentos dentro de seu próprio território.

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