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Saiba como o mundo está reagindo à crise econômica mundial


A economia mundial "está entrando em uma severa recessão", afirmou a agência de classificação Fitch, que prevê uma forte contração das economias avançadas, uma desaceleração brutal das economias emergentes e um crescimento mundial de apenas 1% em 2009.

A recuperação só deve acontecer em 2010, e mesmo assim "em um ritmo muito menos intenso que o dos cinco últimos anos, quando o acesso ao crédito era bem mais fácil", antecipou a Fitch em nota. "A produção está caindo nos Estados Unidos, no Japão, na Alemanha, na França e na Grã-Bretanha, e as perspectivas são de intensificação da contração da atividade nos 12 próximos meses", acrescentou.

Para as economias avançadas, a Fitch previu o maior declínio do Produto Interno Bruto (PIB) desde a Segunda Guerra Mundial, com um crescimento de -0,8% em 2009.

A agência também antecipou um crescimento de "somente 1% para todo o planeta no próximo ano", o que seria "o pior resultado desde o início dos anos 90".

Segundo a Fitch, as economias emergentes deverão lidar com "uma desaceleração brutal do crescimento", mas serão poupadas da recessão. A agência previu um crescimento de 7% na China em 2009, "o mais fraco em quase 20 anos".

> Entenda a evolução da crise que atingiu a economia dos EUA
> Emprego deve ter pior primeiro trimestre desde 2003

Conheça as medidas adotadas pelos países atingidos pela turbulência econômica

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  MEDIDAS CONTRA A CRISE
CANADÁ
O Banco Central canadense, em ação conjunta com outros BCs, anunciou um corte emergencial na taxa de juros no país, para 2,5%. Depois disso, reduziu a taxa por mais duas vezes, fazendo com que ela atingisse o nível mais baixo desde 31 de julho de 1958, em 1,5%. EFEITOS NA ECONOMIA
A inflação subiu 3,4% em setembro, pressionada pela alta nos produtores energéticos e alimentícios.
ESTADOS UNIDOS
- O Congresso aprovou um pacote de resgate às instituições financeiras, que foi sancionado pelo presidente George W. Bush. O plano prevê US$ 700 bilhões para comprar ativos podres vinculados a hipotecas de bancos.
- Fundos de curto prazo: o Tesouro vai garantir o pagamento de títulos de curto prazo que compõem os chamados fundos mútuos de mercados monetários - formados por papéis da dívida pública norte-americana, títulos de empresas e outros instrumentos financeiro negociáveis. Estes títulos são ativos historicamente seguros, mas, com o crescimento da aversão ao risco, muitos investidores deixaram de negociar estes papéis. O resultado foi um aumento da demanda por papéis de prazo mais longo, o que provocou escassez de liquidez (volume de recursos) no curto prazo. Para participar do programa, os fundos deverão pagar uma tarifa. O programa de garantia do Tesouro será financiado por até US$ 50 bilhões do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro.
- Commercial paper: O Fed anunciou que irá estender os empréstimos sem obrigação de pagamento (empréstimos cujo pagamento vem com o lucro proveniente da aplicação dos recursos) aos bancos norte-americanos para financiar suas compras de ativos de alta qualidade. A medida vai valer para a compra de commercial paper, que são títulos emitidos por empresas com uma taxa de juros negociada entre investidor e empresa.
- A taxa de juros norte-americana já caiu duas vezes desde o agravamento da crise e está atualmente em 1% ao ano.
- O Federal Reserve anunciou um programa de US$ 600 bilhões para comprar dívidas relacionadas a hipotecas e ativos e US$ 200 bilhões para ajudar o crédito aos consumidores.
- A Casa Branca dará às montadoras US$ 17,4 bilhões em empréstimos de emergência do Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp), do Tesouro.
EFEITOS NA ECONOMIA
- As vendas da Chrysler já caíram 25% no ano e a empresa vai cortar 25% de seus funcionários administrativos.
- O preço médio da habitação caiu 9% em setembro, o que aumentou em 5,5% as vendas de casas usadas.
- Os gastos com consumo pessoal caíram 0,3% em setembro na comparação com agosto.
- As encomendas à indústria recuaram 2,5% em setembro, depois de uma queda revisada de 4,3% em agosto.
- Os cortes de emprego nas empresas dos EUA aumentaram 19% em outubro e atingiram o maior nível desde janeiro de 2004.
- O mercado de trabalho norte-americano eliminou 240 mil vagas em outubro. É o 10º mês seguido de cortes, que, no acumulado do ano, já somam 1,2 milhão de postos.
- Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 58 mil na semana encerrada em 6 de dezembro, para 573 mil, o maior nível em 26 anos.
- As vendas no varejo caíram 1,8% em novembro - a quinta desaceleração seguida -, pressionadas pela demanda fraca por automóveis e pela queda nos preços da gasolina
- A produção industrial caiu 0,6% em novembro.
MÉXICO
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai emprestar ao México até US$ 2,8 bilhões para dar apoio a um crescimento continuado no mercado de moradia de baixa renda do país.
BRASIL
- Determinou a ampliação do desconto usado no cálculo do compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e de poupança e adiou a implementação do recolhimento. sobre depósitos de empresas de leasing. As medidas permitiram a liberação de R$ 13,2 bilhões.
- Liberou R$ 7 bilhões do FGTS para capitalizar o BNDES e garantir a manutenção do crédito.
- Autorizou bancos que comprarem carteiras de crédito de instituições menores a terem redução do compulsório. A medida libera R$ 23,5 bilhões.
- Deu autorização a bancos que operam no exterior a emprestar dólares das reservas internacionais para financiar exportações.
- Liberou R$ 5 bilhões para linhas de pré-embarque de mercadorias ao exterior.
- Antecipou o vencimento de R$ 1,5 bilhão em contratos de swap cambial, para injetar dólares no mercado.
- Elevou o abatimento usado no cálculo do compulsório sobre depósitos a prazo, liberando ao mercado R$ 23,2 bilhões.
- Novas regras do BC prevêem a liberação de compulsórios num total de até R$ 100 bilhões. No curto prazo, devem ser injetados no mercado R$ 47 bilhões.
- Mudança de regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) injetou mais R$ 5,5 bilhões no crédito rural para garantir o plantio. O Banco do Brasil já havia decidido antecipar a liberação de R$ 5 bilhões para a agricultura previstos para esta safra.
- Governo anunciou um programa de financiamento de capital de giro para as construtoras que pode chegar a R$ 11 bilhões.
- Manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano pela primeira vez desde abril
- Banco do Brasil vai fornecer empréstimos de R$ 4 bilhões aos bancos das montadoras e outros R$ 5 bilhões para capital de giro de médias e pequenas empresas.
- BNDES terá linha de financiamentos de R$ 10 bilhões para capital de giro de médias e grandes empresas, empréstimos de pré-embarque e empréstimos-pontes.
- O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou a liberação de R$ 5,25 bilhões do FAT para crédito a micro e pequenos empresários e agricultura familiar.
- Ampliou o prazo de pagamento de alguns impostos federais, o que deve significar um alívio de R$ 21 bilhões para as empresas.
- Fechou, por meio da Caixa Econômica Federal, parceria com redes varejistas para financiar R$ 2 bilhões em bens de consumo para a população.
- Vai oferecer, por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, R$ 8 bilhões em financiamento imobiliário para servidores públicos.
- Autorizou os bancos a direcionar parte do compulsório sobre depósitos a prazo para certificados de depósitos interfinanceiros do BNDES. A medida permitirá a liberação de cerca de R$ 6,2 bilhões.
- O governo anunciou mudanças na alíquota do Imposto de Renda para a Pessoa Física e do IOF para estimular o consumo. Além disso, reduziu o IPI para automóveis, para diminuir os preços ao consumidor.
EFEITOS NA ECONOMIA
- A venda de veículos novos caiu 6,63% no Brasil na primeira quinzena de outubro e montadoras deram férias coletivas a seus funcionários.
A projeção de crescimento do consumo de energia no País em 2009 foi revista para 54.995 MW, com redução de 1,6% ante a estimativa anterior.
- A Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior reduziu as projeções para o superávit comercial neste ano em R$ 1 bilhão.
- A Confiança da indústria (FGV) caiu 11,7% em outubro ante setembro, puxado pelo pessimismo dos empresários em relação ao nível da demanda no País. Entre julho e este mês, alcançou o pior índice desde janeiro de 2006 - 105,3 pontos.
- O fluxo cambial - entrada e saída de dólares do País - ficou negativo em R$ 4,639 bilhões em outubro.
- O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,30% em outubro, ante 0,26% em setembro.
- O superávit comercial de outubro ficou em US$ 1,207 bilhão, o pior resultado em sete meses, registrado em meio a uma disparada do dólar.
- A conta corrente do balanço de pagamentos do País teve saldo negativo de US$ 2,769 bilhões em setembro.
COLÔMBIA
A diretoria do Banco Central da Colômbia votou, por unanimidade, reduzir sua taxa de juro básica de 10% para 9,5%, citando uma desaceleração na economia do país e na de seus principais parceiros comerciais.
CHILE
- A presidente, Michelle Bachelet, uma injeção de US$ 500 milhões na instituição financeira estatal BancoEstado, para aumentar a concessão de hipotecas para famílias de renda baixa ou média. O governo também contribuirá com cerca de US$ 800 milhões para diversos de seus programas, a maior parte dos quais por meio de sua agência de desenvolvimento Corfo, com o objetivo de facilitar o crédito para empresas pequenas e médias.
- O Ministério de Finanças do Chile anunciou que vai oferecer US$ 700 milhões em certificados de depósito bancário em outubro. Em setembro, foi colocado US$ 1 bilhão em certificados de depósito nos quatro maiores bancos do Chile.
ARGENTINA
- O Banco Central da Argentina baixou norma para evitar a saída de capitais e limitar operações especulativas. Ao comprar ativos, sejam eles ações ou bônus, os compradores deverão mantê-los em suas carteiras por um prazo mínimo de três dias antes de revendê-los. Caso contrário, a norma baixada diz que a operação terá que ser autorizada pelo BC.
- Além disso, o BC limitou o volume de remessas diárias de dólares para as corretoras argentinas. Para evitar fugas de divisas, o BC emitiu uma norma que baixa de US$ 600 mil para US$ 100 mil o volume permitido de remessas por parte das corretoras. O limite mensal não mudou e as empresas e as pessoas físicas poderão retirar até US$ 2 milhões do país por mês. Volumes acima deste limite terão que ser autorizados pelo BC.
- O BC também liberou 10,5 bilhões de pesos (R$ 7,3 bilhões) em depósitos compulsórios, com o objetivo de desenvolver mecanismos que aumentem a disponibilidade de recursos para o sistema financeiro e reduzir gradualmente as taxas de juros cobradas nos empréstimos.
- Com o objetivo de repatriar os fundos que estão no exterior e estimular o investimento e a produção, Cristina anunciou uma reforma tributária. Aqueles que declararem seus capitais sem trazê-los para o país pagarão (uma taxa de) 8% de imposto; os que trouxerem, pagarão 6%; quem investir em títulos da dívida vai pagar 3% e quem investir em infra-estrutura, imóveis e atividade agropecuária, pagará 1%.
- Além disso, Cristina divulgou que os empregadores terão certas dívidas tributárias do passado perdoadas se eles formalizarem os trabalhadores que atualmente recebem fora da folha de pagamento.
- O governo também liberou um plano de estímulo para as montadoras, que envolve US$ 911 milhões. A intenção é estimular a venda de 100 mil carros em 2009. As montadoras escolherão dois modelos, os mais baratos de cada marca, para serem vendidos com benefícios.
EFEITOS NA ECONOMIA
A General Motors anunciou que vai demitir 500 empregados de sua unidade da província de Santa Fé, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Argentina.
ISLÂNDIA
- O banco central anunciou que a Rússia iria conceder-lhe um empréstimo de 4 bilhões de euros (US$ 5,4 bilhões) para elevar as reservas em moeda estrangeira do país, num momento em que a Islândia luta por sua sobrevivência econômica. - Além disso, o Fundo Monetário Internacional aprovou um pacote de resgate de US$ 2,1 bilhões para a Islândia, que assegurou mais US$ 3 bilhões em ajuda adicional vinda da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Rússia, Polônia, Ilhas Faroe e Holanda. O pacote de ajuda para a Islândia deve contar ainda com contribuições do Reino Unido e da Alemanha, podendo chegar a US$ 10,2 bilhões no total.
- O governo islandês assumiu o controle do primeiro e segundo maiores bancos do país e afirmou que vai atrelar a moeda local a uma cesta de moedas. O órgão regulador do setor financeiro da Islândia criou um novo banco que ficará com todos os ativos domésticos e a carteira de crédito do Landsbanki Island.
- Na política monetária, o Banco Central da Islândia tomou duas decisões contraditórias: primeiro, cortou a taxa básica de juros de 15,5% para 12% - a primeira redução desde 2003. Depois, anunciou uma elevação de 12% para 18%, como parte do acordo com o FMI.

IRLANDA
- A Irlanda foi o primeiro país a garantir todas os depósitos, papéis e dívidas dos bancos do país, numa tentativa de amenizar os efeitos da crise econômica global sobre o sistema financeiro local. De acordo com o Departamento de Finanças irlandês, a garantia valerá por dois anos e beneficia seis bancos da Irlanda: Allied Irish, Bank of Ireland, Anglo Irish Bank, Irish Life and Permanent, Irish Nationwide Building Society e Educational Building Society.
- O governo anunciou um plano de 10 bilhões de euros (US$ 13,54 bilhões) para recapitalizar suas instituições financeiras por meio de medidas como a compra de ações dos bancos do país. A maior parte dos recursos, de acordo com um comunicado do governo, deve vir de um fundo de pensão estatal, mas o programa também prevê a participação de investidores privados.
- O Ministério das Finanças da Irlanda irá injetar 5,5 bilhões de euros (US$ 7,66 bilhões) nos três maiores bancos do país e assumirá participações neles.
PORTUGAL
- A economia estagnou no terceiro trimestre, com o PIB estável em relação ao segundo trimestre.
- O governo aprovou a criação de um fundo de até 20 bilhões de euros (US$ 27 bilhões) para garantir a liquidez aos bancos do país. Em comunicado, o governo disse que a linha de financiamento temporário, que poderá ser utilizada por todas as instituições de crédito sediadas em Portugal, estará disponível apenas até 31 de dezembro de 2009.
- O governo anunciou também que vai garantir todos os depósitos bancários do país.
REINO UNIDO
- O governo anunciou um plano de resgate de 50 bilhões de libras (€ 62 bilhões) para estabilizar o sistema financeiro, o que supõe uma nacionalização parcial. O dinheiro servirá para comprar ações dos principais bancos do país. Confirmaram participação no programa de recapitalização até o momento as instituições Abbey, Barclays, HBOS, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide, RBS e Standard Chartered. Segundo o governo, outros bancos também podem optar pelo plano.
- Estas instituições se comprometeram a aumentar seu capital antes do fim do ano por um total de 25 bilhões de libras (cerca de 32,34 bilhões de euros), embora este crescimento varie de acordo com cada caso.
- O governo ainda pode fornecer um mínimo de 25 bilhões de libras adicionais às entidades que reúnam os requisitos necessários para a aquisição de ações preferenciais ou nos casos nos quais os bancos o solicitem expressamente também para a compra de títulos ordinários.
- O Banco da Inglaterra fornecerá outros 200 bilhões de libras (aproximadamente 258,864 bilhões de euros) em forma de créditos a curto prazo a fim de fornecer liquidez aos bancos e entidades hipotecárias.
- O governo anunciou também a nacionalização dos ativos de mais alto risco do Banco Bradford e Bingley, uma operação de 51,45 bilhões. A carteira de depósitos e 200 agências do grupo serão absorvidas pelo banco espanhol Santander, que pagará 773 milhões.
- O governo está estabelecendo um novo painel para monitorar os empréstimos dos bancos as pequenas empresas. Funcionários seniores do Departamento de Negócios, Empresas e Reforma Regulatória, o Tesouro e o Banco da Inglaterra vão integrar o painel.
- Além disso, o Banco Central inglês cortou sua taxa de juros para 3% ao ano.
- Em novembro, mais um pacote: desta vez, de 20 bilhões de libras (US$ 30,24 bilhões), na tentativa de amenizar a severa desaceleração econômica. Ao anunciar o pacote, o ministro das Finanças, Alistair Darling, disse que irá cortar o imposto sobre valor agregado de 17,5% para 15% a partir de 1 de dezembro, até o final de 2009.
- O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE) reduziu a taxa de juro em 1 ponto porcentual, para 2%. O corte colocou a taxa no menor nível desde outubro de 1939.
EFEITOS NA ECONOMIA
- O PIB do Reino Unido caiu 0,5% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, quando já havia ficado estagnado, com variação zero.
- O número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou 36.500 em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992.
- As vendas no varejo em lojas abertas há mais de um ano caíram 2,2% em outubro, a maior queda desde maio de 2005.
- A produção industrial despencou pata -42 em novembro, de -31 em outubro, o nível mais baixo em 28 anos.
- O volume de vendas entre os varejistas registrou o maior recuo 25 anos durante novembro.
- Os preços de moradias caíram 1,1% em novembro ante outubro e recuaram 8,1% frente a novembro do ano passado, o maior recuo em base anual já registrado.
- A produção de manufaturas no Reino Unido caiu 1,4% em outubro ante setembro, pelo oitavo mês consecutivo, a mais longa contração seguida desde 1980.
ESPANHA
- O governo criará um novo fundo de 30 bilhões de euros (US$ 41 bilhões) para dar suporte aos empréstimos bancários.
- O país também que irá elevar o nível de garantia dos depósitos bancários no país para 100 mil euros por correntista. Atualmente, a garantia é de 20 mil euros.
- O governo espanhol aprovou ainda a criação de linhas para garantir até 100 bilhões de euros (US$ 135,2 bilhões) em emissão de bônus bancários em 2008 e para comprar ações de bancos. A linha é uma medida 'preventiva' que o governo não tem intenção de usar neste momento.
EFEITOS NA ECONOMIA
- O índice de desemprego chegou a 11,3% no terceiro trimestre, ante 10,4% no segundo. A população desempregada no país soma 2.598.800 pessoas, a maior desde 2000.
- O Banco Central informou que o PIB do país sofreu uma contração de 0,2% no terceiro trimestre, em relação ao segundo. É a primeira contração desde a recessão de 1992/93.
FRANÇA
- O governo destinará no máximo 320 bilhões de euros para garantir os empréstimos entre entidades e fomentar o mercado creditício.
- Outros 40 bilhões de euros serão usados para impedir a quebra dos bancos mais afetados pela crise financeira. Com a verba, o Estado francês poderia entrar no capital das entidades à beira da falência.
- O presidente, Nicolas Sarkozy, anunciou medidas no valor de 175 bilhões de euros (US$ 223,4 bilhões) entre descontos fiscais e a criação, até o final do ano, de um fundo de investimento soberano para injetar capital em companhias francesas em dificuldade.
- A França vai investir 20 bilhões de euros (US$ 25 bilhões) em um fundo destinado a ajudar pequenas e médias empresas debilitadas pela crise econômica e protegê-las de aquisições por parte de grupos estrangeiros.
- Sarkozy anunciou um plano de estímulo econômico de 26 bilhões de euros (US$ 32,77 bilhões). O pacote, que equivale a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), irá se concentrar em ajuda ao setor de construção e o automotivo, mas irá afetar o restante da economia. O plano terá um orçamento específico e um ministro responsável.
EFEITOS NA ECONOMIA
- À beira da recessão, o país enfrenta problemas no setor automobilístico. As montadoras Peugeot-Citroën e Renault estão reduzindo sua produção em 30% e 20%, respectivamente.
- A Air France-KLM disse que dificilmente vai alcançar a meta de lucro operacional de € 1 bilhão.
- O índice de preços ao produtor (PPI) caiu 1,9% em novembro ante outubro, na maior queda mensal já registrada.
- O número de desempregados no país cresceu 0,4% em setembro, em relação a agosto.
- O índice de sentimento empresarial caiu para 80 em novembro, o menor nível desde setembro de 1993.
- O PIB registrou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre. A expansão confirma que a segunda maior economia da zona do euro escapou por pouco de entrar em recessão em 2008.
HOLANDA
- O governo holandês irá garantir até 200 bilhões de euros (US$ 270 bilhões) em empréstimos interbancários.
- O governo da Holanda anunciou também que vai adquirir as operações do grupo financeiro belgo-holandês Fortis no país por 16,8 bilhões de euros.
- O governo injetará ainda 10 bilhões de euros (US$ 13,47 bilhões) no ING Groep NV. Em troca, o governo holandês terá dois assentos no corpo de dirigentes do ING e receberá juros anuais de 8,5% do grupo. O ING também foi obrigado a reduzir o pagamento de dividendos neste ano e seus diretores e executivos não receberão bônus em 2008.
BÉLGICA
- O governo decidiu elevar o nível de garantia mínima para depósitos bancários no país de 20 mil euros para 100 mil euros.
- Os governos da Bélgica, da França e de Luxemburgo mobilizaram-se para amparar o banco belgo-francês Dexia. Junto com os atuais acionistas, eles vão investir 6,4 bilhões de euros (US$ 9,194 bilhões) no banco. Além disso, o governo da Bélgica decidiu alocar 1,5 bilhão de euros (US$ 2 bilhões) na companhia de seguro mútuo Ethias, um dos principais acionistas do Dexia.
EFEITOS NA ECONOMIA
A ArcelorMittal vai fechar usinas na Bélgica, na França e na Alemanha, segundo sindicato de funcionários belgas.
ALEMANHA
- O governo alemão aprovou um pacote de resgate de 500 bilhões de euros (cerca de US$ 671 bilhões) para ajudar as instituições financeiras. A ajuda, porém, será limitada a no máximo 10 bilhões de euros (cerca de US$ 13,4 bilhões) para fins de recapitalização e o governo alemão assumirá até 5 bilhões de euros (US$ 6,7 bilhões) em passivos de cada instituição.
- O governo poderá vender participações e quaisquer outros ativos adquiridos como parte da recapitalização, levando em consideração as condições de mercado.
- A lei também estabelece um teto de 500 mil euros por ano (US$ 670,7 mil) para os salários de executivos e pede uma remuneração "adequada" para gerentes. As companhias que aceitarem os recursos do governo não terão permissão para pagar bônus ou dividendos.
- As garantias oferecidas pelo pacote devem durar no máximo até 31 de dezembro de 2012, enquanto o prazo de vencimento dos passivos amparados pelo governo será limitado a 36 meses.
EFEITOS NA ECONOMIA
- O governo projeta que a economia do país vai ficar estagnada em 2009 - o crescimento não deve passar de 0,2%.
- A taxa de desemprego em setembro caiu para 7,1%, de 7,2% em agosto.
- A produção industrial caiu 3,6% em setembro, a maior queda desde janeiro de 1995, e 2,1% em outubro.
- As encomendas à indústria caíram 8,0% em setembro, na maior queda desde que os registros começaram, em 1991.
- O governo confirmou a entrada em recessão técnica - dois trimestres consecutivos de estagnação ou crescimento negativo. Conforme o Ofício Federal de Estatísticas, a contração no terceiro trimestre foi de 0,5%, depois de um recuo de 0,4% no segundo.
- O índice de clima empresarial do Instituto Ifo caiu pelo sexto mês consecutivo em novembro para 85,8, de 90,2 no mês anterior, atingindo o menor nível desde fevereiro de 1993.
- As vendas no varejo alemão caíram inesperadamente em outubro, em 1,6% na comparação com setembro. Em relação a outubro do ano passado, as vendas caíram 1,5%, contrariando estimativa de alta de 0,7%.
- As encomendas à indústria caíram 6,1% em outubro ante setembro, em dados sazonalmente ajustados, bem pior do que a expectativa de economistas de aumento de 0,4%.
NORUEGA
- O governo anunciou que irá oferecer a seus bancos comerciais até US$ 55,4 bilhões em bônus.
- Além disso, o banco central cortou a taxa básica de juros da economia do país pela primeira vez desde março de 2004, em 0,50 ponto porcentual, para 5,25%. Um segundo corte levou a taxa a 3%.
SUIÇA
- O Banco Central suíço, em ação conjunta com outros BCs, anunciou um corte emergencial na taxa de juros no país, para a margem de 2,5%. A taxa foi cortada mais uma vez, desta para 2,5%.
- O governo anunciou novas e mais rígidas medidas para o setor bancário, incluindo exigências de capital mais rígidas aos dois maiores bancos do país, o UBS e o Credit Suisse, durante novembro. Entre as medidas está também o aumento no teto da garantia aos depósitos bancários.
ITÁLIA
- O governo da Itália aprovou um pacote de estímulo econômico que transferirá cerca de 80 bilhões de euros (US$ 103,20 bilhões) do setor público para o privado. Entre as medidas do plano, estão o auxílio financeiro a famílias de baixa renda, isenção de impostos a empresas e uma ajuda de até 12 bilhões de euros para os bancos italianos, que será distribuída por meio da compra de dívidas híbridas das instituições financeiras pelo governo.
- Além disso, o governo da Itália aprovou uma lei de emergência que cria um fundo de estabilização e dará garantias a depósitos de até 103 mil euros, medida que tem como objetivo restaurar a confiança no sistema financeiro em meio à crescente crise financeira global.
- O governo italiano e o Banco da Itália aprovaram ainda novas medidas para aumentar a confiança no sistema financeiro, em linha com outros países integrantes da zona do euro. As medidas incluem a garantia estatal de novas dívidas bancárias de até cinco anos emitidas até o final de 2009; um swap do banco central da Itália para ajudar os bancos a se refinanciarem; e o apoio estatal aos financiamentos de bancos para companhias privadas.
EFEITOS NA ECONOMIA
- O PIB diminuiu 0,5% no terceiro trimestre em comparação com o segundo trimestre, o maior declínio desde 1998, depois de contrair-se 0,4% no segundo trimestre. Dessa forma, o país entra em recessão pela primeira vez desde o início de 2005.
- O índice de confiança do empresariado da Itália caiu de 71,6 em novembro para 66,6 em dezembro, o menor nível desde o início da série, em 1991.
HUNGRIA
- O Banco Nacional da Hungria surpreendeu o mercado elevando a taxa básica de juro em 300 pontos-base para 11,5%, de 8,5%. A inesperada elevação pretendia defender a moeda húngara das massivas vendas que vem sofrendo, em conseqüência do forte movimento de desalavancagem de ativos de risco e que tem atingido as moedas emergentes. Nos meses seguintes, porém, a taxa voltou a cair, para 10%.
- O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Européia (UE) e o Banco Mundial vão conceder ao país um pacote financeiro em conjunto de cerca de US$ 25,1 bilhões. O fundo vai oferecer uma "linha de crédito stand-by de 17 meses" de US$ 15,7 bilhões à Hungria, enquanto a UE ajudaria o país com US$ 8,1 bilhões.
EFEITOS NA ECONOMIA
- O PIB registrou contração de 0,1% no terceiro trimestre, em comparação a um crescimento de 0,4% no segundo trimestre.
- O governo anunciou que irá oferecer a seus bancos comerciais até US$ 55,4 bilhões em bônus.
- Além disso, o banco central cortou a taxa básica de juros da economia do país pela primeira vez desde março de 2004, em 0,50 ponto porcentual, para 5,25%. No mesmo mês, um segundo corte foi anunciado. A taxa está, atualmente, em 4,75%.
DINAMARCA
- Governo garantiu todos os depósitos no país, como parte de um acordo com os bancos para criar um fundo de liquidação de 35 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 6,50 bilhões).
- Além disso, o Banco de Roskilde foi absorvido pelo sueco Nordea AB e pelos dinamarqueses Spar Nord e Arbejdernes Landsbank, após intervenção do Banco Central local.
UNIÃO EUROPEIA
- Os líderes da União Europeia concordaram com um pacote de estímulo econômico calculado em cerca de 200 bilhões de euros (US$ 266,5 bilhões) para desviar da ameaça de uma "espiral recessionária". Os países-membros do bloco concordaram em injetar nas suas economias o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco.
- O bloco elevou as garantias aos correntistas em todos os 27 países. A garantia, que era de 20 mil euros, passa a pelo menos 50 mil dos depósitos nos bancos do bloco. O objetivo é evitar uma corrida para saques, por temor da piora da crise, e afetar a saúde dos bancos.
- O Banco Central Europeu realizou dois cortes na taxa de juros da zona do euro desde o agravamento da crise. Os cortes colocaram a taxa de juro em 3,25%.
EFEITOS NA ECONOMIA
- A taxa de desemprego na zona do euro em setembro ficou estável em 7,5% em setembro.
- O índice de confiança do consumidor nos 15 países da zona do euro caiu para -24 em outubro, nível mais baixo em 15 anos.

- O PIB da zona do euro encolheu 0,2% no terceiro trimestre deste ano em comparação com o segundo, depois de ter contraído também 0,2% no segundo trimestre frente ao primeiro. Com isso, a região de moeda comum entra em recessão pela primeira desde que foi formada, em 1999.
- As encomendas à indústria caíram 3,9% em setembro ante agosto e recuaram 1,1% frente ao mesmo mês do ano passado.
- O índice de sentimento econômico na zona do euro caiu para 74,9 em novembro, de 80,0 em outubro, no menor nível desde agosto de 1993.

REP. CHECA
O Banco Nacional reduziu sua taxa básica de juros em 75 pontos-base, para 2,75%.
ÁUSTRIA
- O governo apresentou um pacote de medidas no valor de 100 bilhões de euros (US$ 136 bilhões), que inclui garantias do governo para transações de refinanciamento e possíveis injeções de recursos para os bancos por meio da participação estatal em aumentos de capital.
- As medidas incluem também garantia completa para os depósitos nos bancos austríacos para pessoas físicas e a suspensão de vendas a descoberto.
- O governo concordou também em aumentar as garantias para os depósitos bancários para 100%, portanto, abrangendo o total de 187 bilhões de euros que estão nos bancos. A medida visa minimizar a insegurança causada pela crise financeira global e evitar que os depositantes migrem para os bancos alemães.
POLÔNIA
O Comitê de Política Monetária do Banco Nacional da Polônia (NBP) reduziu sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 5,75%. A taxa de redesconto foi reduzida de 6,25% para 6,00%, a Lombarda de 7,50% para 7,25% e a de depósitos de 4,50% para 4,25%.
LETÔNIA
O governo decidiu estatizar a segunda maior instituição financeira do país depois de o banco entrar em crise de liquidez.
GRÉCIA
- O governo anunciou um pacote de 28 bilhões de euros (US$ 38 bilhões) para ajudar os bancos do país. O plano consiste de três medidas específicas e de curto prazo que se estenderão apenas até 2009: o compromisso de garantir até 15 bilhões de euros em emissões de bônus novos de três a cinco anos por parte dos bancos locais; a injeção de até 8 bilhões de euros nos bancos por meio de bônus do governo para ajudar a aumentar a base de capital do setor bancário; e a disponibilidade do governo para comprar até 5 bilhões de euros em títulos híbridos de bancos.
SUÉCIA
- O governo sueco propôs um plano de estabilidade financeira, que inclui 1,5 trilhão de coroas suecas (US$ 206 bilhões) em garantias bancárias. O plano prevê ainda a criação de um fundo para administrar problemas futuros de solvência, no qual o governo irá colocar 15 bilhões de coroas suecas (US$ 2,06 bilhões) e com o qual todas as instituições financeiras serão obrigados a contribuir.
- O governo dobrou também a garantia para os depósitos bancários para 500 mil coroas suecas (US$ 70 mil), das atuais 250 mil coroas suecas.
- Além disso, o Banco Central sueco, em ação conjunta com outros BCs, anunciou um corte emergencial na taxa de juros no país, para 4,25%.
- O Banco Central cortou sua principal taxa de juro em 1,75 ponto percentual, para 2%, numa drástica tentativa de conter os efeitos da severa crise econômica.
EFEITOS NA ECONOMIA
A fábrica de caminhões Volvo informou que o lucro da companhia no terceiro trimestre caiu 37% e rebaixou sua previsão de vendas na Europa, América do Norte e Japão.
UCRÂNIA
O país receberá um empréstimo de US$ 16,4 bilhões do FMI, com o objetivo de manter a confiança e a estabilidade econômica e financeira.
RÚSSIA
- O governo russo aprovou uma lei para dar assistência financeira ao governo russo, que prevê até US$ 200 bilhões ao mercado. A lei autoriza o governo a refinanciar até US$ 50 bilhões em dívida estrangeira, com alguns bancos podendo assumir empréstimos durante seis meses sem garantias.
- O governo irá adquirir papéis de empresas russas e pretende utilizar recursos das reservas estrangeiras para dar suporte ao mercado acionário, que já perdeu 70% de seu valor desde a máxima atingida em maio.
- O Banco Central aumentou uma série de taxas de juros, incluindo a taxa básica, numa tentativa de evitar a fuga de capitais do país e reduzir a pressão inflacionária. A maioria das taxas foi aumentada em 1 ponto percentual. O aumento inclui um incremento na taxa da principal linha de refinanciamento de curto prazo usada pelos bancos: a taxa repo de um dia, que agora está em 9%.
EFEITOS NA ECONOMIA
- As reservas externas já perderam US$ 81,8 bilhões desde agosto com as intervenções para tentar conter a queda da moeda local. O governo injetou US$ 200 bilhões no mercado.
- A economia da Rússia cresceu 6,2% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, abaixo da expansão de 7,5% no segundo trimestre.
- A produção industrial caiu 8,7% em novembro em relação a novembro de 2007.
TURQUIA
O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa de juros para concessão de crédito no overnight em 0,5 ponto porcentual, para 19,75%.
ÁFRICA DO SUL
O banco central reduziu sua taxa básica de juros em 50 pontos-base, para 11,50%. É a primeira redução em mais de três anos, depois de o SARB elevar a taxa básica em 5 pontos porcentuais no período entre junho de 2006 e junho deste ano.
ISRAEL
O Banco Central de Israel já promoveu quatro cortes na taxa de juros do país, dos quais dois inesperados. Atualmente, a taxa está em 2,5%.
IRAQUE
O Banco Central do Iraque reduziu sua taxa básica de juros em 1 ponto porcentual, para 15%.
KUWAIT
O Kuwait lançou uma força-tarefa para conter os efeitos da crise financeira mundial e estuda garantir os depósitos bancários em bancos locais após a divulgação de problemas com o Gulf Bank, segundo maior banco do país. O Gulf Bank teve prejuízo após alguns clientes que negociavam derivativos sofrerem perdas e se recusarem a honrar compromissos junto ao banco. O CBK informou que vai auxiliar o Gulf Bank e garantir os depósitos do banco.
CATAR
O governo lançou um plano de US$ 5,3 bilhões para comprar ações de bancos listados na bolsa de valores local.
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
- Vão garantir os depósitos e a poupança nos bancos nacionais.
- O governo também deu garantias de que nenhum banco local irá ficar exposto aos riscos de crédito e informou que dará garantias às operações no mercado interbancário de qualquer banco situado no país.

ARÁBIA SAUDITA
- O governo colocou US$ 40 bilhões à disposição dos bancos do país, que poderão requisitar os recursos, mas que nenhum banco acessou a linha.
- A Agência Monetária da Arábia Saudita, o banco central do país, cortou a taxa de juro de recompra (repo) duas vezes, para 2,5%, e reduziu o compulsório de 10% para 7%.
PAQUISTÃO
- O Banco do Estado do Paquistão cortou o compulsório em quatro pontos porcentuais para 5% desde 11 de outubro. As reservas estrangeiras do Paquistão caíram com força desde novembro de 2007, com estrangeiros retirando recursos diante do aumento da incerteza política e do enfraquecimento da economia.
- O país deverá receber US$ 7,6 bilhões em recursos do Fundo Monetário Internacional por meio de um pacote de estabilização financeira.
- O Banco do Estado do Paquistão cortou o compulsório em quatro pontos porcentuais para 5% desde 11 de outubro. As reservas estrangeiras do Paquistão caíram com força desde novembro de 2007, com estrangeiros retirando recursos diante do aumento da incerteza política e do enfraquecimento da economia.
ÍNDIA
- O governo dobrou o limite para investimento estrangeiro em bônus corporativos do país, para US$ 6 bilhões, e também pediu que o banco central libere imediatamente 250 bilhões de rupias (US$ 5 bilhões) para instituições de crédito sob um plano de incentivo agrícola, com o objetivo de ampliar a liquidez no país. Os bancos comerciais ficarão com 75 bilhões de rupias e o Banco Nacional para Agricultura e Desenvolvimento Rural receberão os 175 bilhões de rupias restantes.
- O Banco da Reserva da Índia (RBI) cortou a taxa básica de juros do país por três vezes desde outubro, para 6,5%. A taxa de tomada de empréstimos pelo banco central indiano, ou taxa de recompra reversa, também foi reduzida pela primeira vez em mais de cinco anos, em 1 ponto porcentual, para 5,0%.
EFEITOS NA ECONOMIA
- A siderúrgica Ispat Industries cortou sua produção em 30%. A Essar Steel antecipou a manutenção e fechou parcialmente sua usina.
- A produção industrial da Índia caiu 0,4% em outubro, a primeira queda em 14 anos, em conseqüência do declínio da atividade manufatureira.


TAILÂNDIA
O Comitê de Política Monetária do Banco da Tailândia reduziu em 1 ponto porcentual a taxa básica de juros do país, para 2,75%, num corte muito maior do que o previsto pelo mercado.
CHINA
- Desde o início do agravamento da crise, a China já anunciou cinco cortes na taxa de juros do país, com o objetivo de aumentar a quantidade de dinheiro que os bancos têm à disposição para emprestar a seus clientes. A taxa está, atualmente, em 5,31%.
- O governo anunciou a criação de um fundo de 1 trilhão de yuans (US$ 146 milhões) para oferecer recursos às pequenas e médias empresas.
- O banco central da China anunciou que não mais limitará o montante de empréstimos que os bancos comerciais podem conceder, com o objetivo de ampliar a oferta de crédito em meio à crise financeira mundial.
- O governo decidiu aumentar os empréstimos concedidos pelos chamados bancos de desenvolvimento em 100 bilhões de yuans (US$ 14,52 bilhões) este ano, como parte de medidas anunciadas com o intuito de encorajar o crédito e estimular o consumo.
- O órgão regulador bancário da China liberou os bancos comerciais para conceder empréstimos para operações de fusão e aquisição, dando suporte às empresas domésticas durante a crise econômica global.
EFEITOS NA ECONOMIA
- O crescimento do PIB desacelerou de 11% para 9% no terceiro trimestre.
- O CEO da Vale, Roger Agneli, informou que a demanda chinesa por ferro caiu significativamente e só deve se recuperar no primeiro semestre de 2009. A companhia já reduziu a produção de níquel na China e na Indonésia.
- Os dois principais índices de atividade da indústria chinesa caíram para mínimas recorde em novembro, sinalizando que o crescimento do país deve desacelerar-se mais nos próximos meses.
HONG KONG
- O governo anunciou que vai garantir o total dos depósitos em bancos e que irá formular uma nova linha de crédito para oferecer capital às instituições financeiras. As reservas de um fundo da autoridade monetária local (HKMA), que somavam 1,4 trilhão de dólares de Hong Kong em 31 de agosto, poderiam ser utilizadas para garantir os depósitos caso fosse necessário. As novas medidas devem vigorar até 2010.
- A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, em inglês) reduziu a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 1,50%.
VIETNÃ
O Banco do Estado do Vietnã anunciou dois cortes em sua taxa básica de juros, para 12%. A taxa para empréstimos interbancários foi reduzida de 14% para 12% e a de redesconto de 12% para 11%.
MALÁSIA
Em decisão surpreendente, o banco central da Malásia cortou a taxa básica de juro em 0,25 ponto porcentual, para 3,25%, e reduziu o compulsório de 4% para 3,5%. É o primeiro corte de juro desde abril de 2006 e a primeira redução no compulsório desde setembro de 1998.
TAIWAN
O Banco Central de Taiwan pôs fim a um período de quatro anos de aperto monetário e reduziu, no período de um mês e meio, sua taxa de juros por quatro vezes. Atualmente, a taxa de redesconto está em 2,75%, o menor nível desde março de 2007. EFEITOS NA ECONOMIA
O PIB encolheu 1,02% no terceiro trimestre, o primeiro declínio nessa base de comparação desde o registrado no segundo trimestre de 2003.

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