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Adoniran Barbosa


Desde Valinhos, onde nasce em 1910, como João Rubinato, até à São Paulo que canta em seus sambas, Adoniran Barbosa conhece as misérias da vida e a rejeição dos que têm de lutar até à última fibra dos ossos para ter seu talento reconhecido. Não foi fácil a vida para o sambista.

Abandona a escola cedo, pois não gosta de estudar; nascido de uma família de imigrantes italianos, que busca acertar-se na vida, necessita trabalhar, para ajudar a família numerosa - Adoniran tem sete irmãos. Procurando resolver seus problemas financeiros, os Rubinato vivem mudando de cidade. Moram primeiro em Valinhos, depois Jundiaí, Santo André e finalmente São Paulo.

Em Jundiaí, conhece seu primeiro ofício: entregador de marmitas. Aos quatorze anos, ainda criança, o encontramos rodando pelas ruas da cidade e, legitimamente, surrupiando alguns bolinhos pelo caminho. A matemática da vida lhe dá o que a escola deixou de ensinar: uma lógica irrefutável. Se havia fome e, na marmita, oito bolinhos, dois lhe saciariam a fome e seis a dos clientes; se quatro, um a três; se dois, um a um. O aprendizado se completa, nas diversas atividades exercidas por João. Foi pedreiro, garagista, mascate, encanador, garçom, metalúrgico...

Mais tarde faria Vide verso meu endereço, samba gravado em 1974, já no final da vida – Adoniran morre em 1982 - no qual fala de situação decerto observada em suas andanças pelas ruas das cidades em que viveu. Em forma de carta, o samba diz:

Venho por meio dessas mal traçadas linhas
comunicar-lhe que fiz um samba pra você,
no qual quero expressar
toda minha gratidão
e agradecer de coração
tudo o que você me fez.

O dinheiro que você me deu
comprei uma cadeira lá
na Praça da Bandeira.
Ali vou me defendendo,
pegando firme dá pra tirar
mais de mil por mês.

Casei, comprei uma casinha linda
lá no Ermelindo.
Tenho três filhos lindos,
dois são meus, um de criação...

Não é necessariamente um samba de reconhecimento, mas de formação, passa-nos a experiência de quem viveu e aprendeu a observar o que, em torno de si, é a vida.

Adoniran Barbosa nasceu em 06 de agosto de 1910, em Valinhos, SP. foi um colecionador nato de apelidos. Seu verdadeiro nome era João Rubinato - mas cada situação por ele vivida o transformava num novo personagem numa nova história. Ele nos conta a vida de um típico paulistano, filho de imigrantes italianos, a sobrevivência do paulistano comum numa metrópole que corre, range e solta fumaça por suas ventas. Através de suas músicas, canta passagens dessa vida sofrida, miserável, juntando o paradoxo bom humor / realidade - para quê lamúrias? O compositor e cantor tem um longo aprendizado, num arco que vai do marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. Quer ser artista – escolhe a carreira de ator. Procura de várias maneiras fazer seu sonho acontecer. Tenta, antes do advento do rádio, o palco, mas é sempre rejeitado. Sem padrinhos e sem instrução adequada, o ingresso, nos teatros, como ator, lhe é para sempre abortada O samba, no início da carreira, tem para ele caráter acidental. Escolado pela vida, sabe que o estrelato e o bom sucesso econômico só são alcançados na veiculação de seu nome na caixa de ressonância popular que é o rádio.

O magistral período das rádios, também no Brasil, cria diversas modas, mexe com os costumes, inventa a participação popular – no mais das vezes, dirigida e didática. Têm elas um poder e extensão pouco comuns para um país rural como o nosso. Inventam a cidade, popularizam o emprego industrial e acendem os desejos de migração interna e de fama. Enfim, no país dos bacharéis, médicos e párocos de aldeia, a ascensão social busca outros caminhos e pode-se já sonhar com a meteórica carreira de sucesso que as rádios produzem. Três caminhos podem ser trilhados: o de ator, o de cantor ou o de locutor.

Adoniran, aprendiz das ruas, percebe as possibilidades que se abrem a seu talento. Quer ser ator, popularizar seu nome e ganhar algum dinheiro, mas a não aceitação anterior o leva para outros caminhos. Sua inclinação natural no mundo da música é a composição mas, neste momento, o compositor é um mero instrumento de trabalho para os cantores, que compram a parceria e, com ela, fazem nome e dinheiro. Daí sua escolha recair não sobre a composição, mas sobre a interpretação. Entrega-se ao mundo da música. Busca conquistar seu espaço como cantor – tem boa voz, poderia tentar os diversos programas de calouro. Já com o nome de Adoniran Barbosa – tomado emprestado a um companheiro de boêmia e de Luiz Barbosa, cantor de sambas, que admira – João Rubinato estréia cantando um samba brejeiro de Ismael Silva e Nilton Bastos, o Se você jurar. É gongado, mas insiste e volta novamente ao mesmo programa; agora cantando o belo samba de Noel Rosa, Filosofia, que lhe abre as portas das rádios e ao mesmo tempo serve como mote para suas composições futuras:

O mundo me condena
e ninguém tem pena
falando sempre mal
do meu nome
deixando de saber
se eu vou morrer de sede
ou se eu vou morrer de fome.

Mas a filosofia
hoje me auxilia
a viver indiferente assim
nessa prontidão sem fim.
Vou fingindo que sou rico
pra ninguém zombar
de mim.

Não me incomodo
que você me diga
que a sociedade é minha inimiga,
pois cantando nesse mundo
vivo escravo do meu samba
muito embora vagabundo.
Quanto a você da aristocracia
que tem dinheiro
mas não compra alegria
há de viver eternamente
sendo escrava dessa gente
que cultiva a hipocrisia.

A vida profissional de Adoniran Barbosa se desenvolve a partir das interpretações de outros compositores. Embora a composição não o atraia muito, a primeira a ser gravada é Dona Boa, na voz de Raul Torres. Depois grava em disco Agora pode chorar, que não faz sucesso algum. Aos poucos se entrega ao papel de ator radiofônico; a criação de diversos tipos populares e a interpretação que deles faz, em programas escritos por Osvaldo Moles, fazem do sambista um homem de relativo sucesso. Embora impagáveis, esses programas não conseguem segurar por muito tempo ainda o compositor que teima em aparecer em Adoniran. Entretanto, é a partir desses programas que o grande sambista encontra a medida exata de seu talento, em que a soma das experiências vividas e da observação acurada dá ao país um dos seus maiores e mais sensíveis intérpretes.

O mergulho que o sambista fará na linguagem, suas construções lingüísticas, pontuadas pela escolha exata do ritmo da fala paulistana, irão na contramão da própria história do samba. Os sambistas sempre procuraram dignificar sua arte com um tom sublime, o emprego da segunda pessoa, o tom elevado das letras, que sublimavam a origem miserável da maioria, e funcionavam como a busca da inserção social. Tudo era uma necessidade urgente, pois as oportunidades de ascensão social eram nenhumas e o conceito da malandragem vigia de modo coercitivo. Assim, movidos pelos mesmos desejos que tinha Adoniran de se tornar intérprete e não compositor, e a partir daí conhecido, os compositores de samba, entre uma parceria vendida aqui e outra ali, davam o testemunho da importância que a linguagem assumia como veículo social.

Mas a escolha de Adoniran é outra, seu mergulho também outro. Aproveitando-se da linguagem popular paulistana – de resto do próprio país – as músicas dele são o retrato exato desta linguagem e, como a linguagem determina o próprio discurso, os tipos humanos que surgem deste discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira. Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa que se revolta e abandona a casa, o homem solitário, social e existencialmente solitário, estão intactos nas criações de Adoniran, no humor com que descreve as cenas do cotidiano. A tragédia da exclusão social dos sambistas se revela como a tragicômica cena de um país que subtrai de seus cidadãos a dignidade.

O sucesso de Saudosa Maloca, o primeiro do compositor, traz já inscritas suas marcas:

Se o sinhô não tá lembrado
dá licença de contá
que aqui onde agora está
esse edirfiço arto
era uma casa véia
um palacete assobradado.
Foi aqui seu moço,
que eu Mato Grosso e o Joca
construímos nossa maloca,
mas um dia nós nem pode se alembrar
veio os home co’as ferramenta
o dono mandou derrubá.
Peguemos todas nossas coisas
e fumos pro meio da rua
preciá a demolição.
Que tristeza que nós sentia
cada táuba que caía
duía no coração...
Mato Grosso quis gritá,
mas em cima eu falei:
“os home tá co’a razão nós arranja outro lugá.”
Só se conformemos quando Joça falô:
“Deus dá o frio conforme o cubertô.”
E hoje nóis pega páia nas gramas do jardim
e pra esquecê nóis cantemos anssim:

Saudosa maloca, maloca querida
donde nós passemos
os dias feliz de nossas vidas.

O seu primeiro sucesso como compositor vira canção obrigatória das rodas de samba, das casas de show; é bem possível que todo brasileiro conheça, senão a música inteira, ao menos o estribilho, que se torna intemporal. Adoniran alcança, então, o almejado sucesso que, entretanto, dura pouco e não lhe rende mais que uns minguados trocados de direitos autorais. A música, que já havia sido gravada pelo autor em 1951 e não fizera sucesso ainda, é regravada novamente pelos “Demônios da Garoa”, conjunto musical de São Paulo (esta cidade é conhecida como a terra da garoa, da neblina, daí o nome do grupo). Embora o conjunto seja paulista, a música acontece primeiramente no Rio de Janeiro. E aí sim, o sucesso é retumbante.

Como acontecera com os programas escritos por Osvaldo Moles, que deram a Adoniran a medida exata da estética a ser seguida, o samba inspira Osvaldo a criar um quadro para a rádio, que se chamava História das Malocas, com um personagem, que faz sucesso, o Charutinho. De novo ator, Adoniran, tendo provado o sucesso como compositor, não mais se afasta da composição.

Arguto observador das atividades humanas, sabe também que o público não se contenta apenas com o drama das pessoas desvalidas e solitárias; é necessário que se dê a este público uma dose de humor, mesmo que amargo. Compõe para esse público um dos seus sambas mais notáveis, um dos primeiros em que trabalhou a nova estética do samba.

Iracema, eu nunca mais eu te vi.
Iracema, meu grande amor, foi embora...
Chorei, eu chorei de dor porque
Iracema, meu grande amô foi você.
Iracema, eu sempre dizia
cuidado ao atravessar essas rua...
Eu falava, mas você não me escuitava não
Iracema você travessô contramão.

E hoje ela vive lá no céu,
e ela vive bem juntinho de Nosso Sinhô...
De lembrança guardo somente suas meias
e seus sapatos...
Iracema, eu perdi o seu retrato...

(Declamando) Iracema, fartava vinte dias pro nosso casamento, que nóis ia se casá... Você travessô a rua São João, veio um carro te pega e te pincha no chão... Você foi pra assistença. O chofé não teve curpa, Iracema, paciença... paciença...

Entre a tentativa de carreira nas rádios paulistas e o primeiro sucesso, Adoniran trabalha duro, casa-se duas vezes e freqüenta, como boêmio, a noite. Nas idas e vindas de sua carreira tem de vencer várias dificuldades. O trabalho nas rádios brasileiras é pouco reconhecido e financeiramente instável, muitos passaram anos nos seus corredores e tiveram um fim de vida melancólico e miserável. O veículo que encanta multidões, que faz de várias pessoas ídolos é também cruel como a vida; passado o sucesso que, para muitos, é apenas nominal, o ostracismo e a ausência de amparo legal levam cantores, compositores e atores a uma situação de impensável penúria.

Adoniran sabe disto, mas mesmo assim seu desejo cala mais fundo. O primeiro casamento não dura um ano; o segundo, a vida toda: Matilde. De grande importância na vida do sambista, Matilde sabe com quem convive e não só prestigia sua carreira como o incentiva a ser quem é e como é, boêmio, incerto e em constante dificuldade. Trabalha também fora e ajuda o sambista nos momentos difíceis, que são constantes. Adoniran vive para o rádio, para a boêmia e para Matilde.

Numa de suas noitadas, de fogo, perde a chave de casa e não há outro jeito senão acordar Matilde, que se aborrece. O dia seguinte foi repleto de discussão. Mas Adoniran é compositor e dando por encerrado o episódio, compõe:

Joga a chave meu bem
aqui fora tá ruim demais.
Cheguei tarde, perturbei teu sono
amanhã eu não perturbo mais...

Faça um furo na porta
amarre um cordão no trinco
pra abrir do lado de fora.
Não perturbo mais teu sono
chego a meia-noite e cinco
ou então a qualquer hora...

Dono de um repertório variado de histórias, o sambista não perdia a vez de uma boa piada. Certa vez, quando trabalhava na rádio Record, onde ficou por mais de trinta anos, resolveu, após muito tempo ali, pedir um aumento. O responsável pela gravadora disse-lhe que iria estudar o aumento e que Adoniran voltasse em uma semana para saber dos resultados do estudo... quando voltou, obteve a resposta de que seu caso estava sendo estudado. As interpelações e respostas, sempre as mesmas, duraram algumas semanas... Adoniran começava se irritar e, na última entrevista, saiu-se com esta:

“Tá certo, o senhor continue estudando e quando chegar a época da sua formatura me avise..”

O sucesso de Adoniran, a divulgação de suas músicas, se deve muito à atuação perfeita dos “Demônios da Garoa”. No mesmo ano em que gravaram Saudosa Maloca, também gravaram o Samba do Arnesto, cuja melodia e letra demonstram todo o cuidado das composições de Adoniran. A estética fundada pela música anterior se demonstra e plena, completa e acabada. O sambista descobre a si mesmo, sua melhor expressão e seus melhores interpretes. Aos quarenta e cinco anos é um artista perfeito... De sua boca ouvimos, em depoimentos tardios, algumas das definições mais precisas sobre o ofício de compor e reconhecemos nele a certeza e a convicção de que cria, com sua persistência, uma arte maior. Em um de seus depoimentos sai-se com esta pequena jóia, verdadeira arte poética: “Falar errado é uma arte, senão vira deboche” ou com esta: “Eu sempre gostei de samba. Sou um sambista nato. Gosto de samba e pouco me importa se custaram a me aceitar assim. Implicavam com as minhas letras, com os nóis fumo, nóis vamu, nóis semu etc. etc... O que eu escrevo está lá direitinho no Bexiga. Lá é engraçado... o crioulo e o italiano falam igualzinho... o crioulo fala cantando...”

Essa arte pode se reconhecida no Samba do Arnesto. Toda roda de samba, todo show ou cantoria em que o samba se acompanha do violão e seus instrumentos de percussão emendam a Saudosa maloca com o Samba do Arnesto...

O Arnesto nus convidô prum samba
ele mora no Brás,
nóis fumo não encontremos ninguém.
Nóis vortemos cuma bruta duma réiva,
da outra veis
nóis num vai mais!

No ortro dia
encontremo co Arnesto
que pediu descurpa, mas nós num aceitemos.
Isso num se faz Arnesto,
nóis num se importa,
mais você devia
ter ponhado um recado na porta.

(Breque falado:) Anssim: Oia turma, não deu pra esperá. Aduvido que isso num faz mar, e num tem importança. De otra veis nóis te carça a cara!

A vida em família transcorre tranqüila. O sucesso espoca ora aqui ora ali. Mora Adoniran em São Paulo, perto do aeroporto – bairro afastado dos da burguesia paulista. Continua com sua vida no rádio, mas nada é permanente e ele reconhece isto com a própria vida. A voz a cada ano fica mais roufenha, produto dos cigarros e da bebida, para uns, e das imitações que faz como ator, para outros. A voz que fica na memória dos brasileiros é esta.

Aposenta-se em 1972, com 62 anos de idade e, como a pensão que recebe é pequena, procura engordar a renda familiar em shows que faz nos circos e nos palcos. Canta nos circos às quintas, sábados e domingos. Certa feita, quando se preparava para entrar no picadeiro, diz para seu sobrinho, Sérgio Rubinato, que o acompanha nos últimos anos: “Está me cheirando a um certo fedor de ausência de público...” Ganha pouco e para ele a necessidade da afluência do público é importante.

Nem seu último sucesso, gravado e regravado diversas vezes, o Trem das onze, traz-lhe a devida recompensa. Trem das onze é gravado originalmente pelos Demônios, em 1965. Lançado no meio do ano, se torna o maior sucesso no carnaval do Rio de Janeiro e depois é novamente repatriado para São Paulo. É curioso que este samba apareça num momento importante para a música popular brasileira.

A música brasileira, após o advento da bossa-nova e da tropicália, mesmo mantendo o samba como pano de fundo, se integra a um processo de troca cultural com o resto do mundo, principalmente a música americana, que é importante para a sua remodelação e para o questionamento do fazer cultural, mas que retira dos meios midiáticos a expressão de certa parcela da população, que fizera da música base para quebrar com o preconceito e a não aceitação das elites culturais e econômicas. O samba é banido das rádios, da televisão...

Alguns movimentos de resistência e de troca cultural, como o Zicartola, que recoloca o samba em discussão aparecem e são importantes. O foco de resistência é o Rio de Janeiro. O samba de maior penetração popular, o de Adoniran, sambista paulista.

Nos últimos anos de vida, com o enfisema avançando, e a impossibilidade de sair de casa pela noite, o sambista dedica-se a recriar alguns dos espaços mágicos que percorreu na vida. Grava algumas músicas ainda, mas com dificuldade – a respiração e o cansaço não lhe permitem muita coisa mais – dá depoimentos importantes, reavaliando sua trajetória artística. Compõe pouco.

Mas inventa para si uma pequena arte, com pedaços velhos de lata, de madeira, movidos a eletricidade. São rodas-gigante, trens de ferro, carrosséis. Vários e pequenos objetos da ourivesaria popular – enfeites, cigarreiras, bibelôs... Fiel até o fim à sua escolha, às observações que colhe do cotidiano, cria um mundo mágico. Quando recebe alguma visita em casa, que se admira com os objetos criados pelo sambista, ouve dele que “alguns chamavam aquilo de higiene mental, mas que não passava de higiene de débil mental...” Como se vê, cultiva o humor como marca registrada. Marca aliás, que aliada à observação da linguagem e dos fatos trágicos do cotidiano, faz dele um sambista tradicional e inovador.

Adoniran Barbosa morre em 1982, aos 72 anos de idade.

NOTAS SOBRE O LINGUAJAR DO BEXIGA

(1) Prontidão - sem dinheiro
(2) Maloca - abrigo de vagabundos
(3) Edirfiço arto - edifício alto
(4) Casa véia - casa velha
(5) Preciá - apreciar
(6) Páia - palha
(7) Fartava vinte dias - faltavam vinte dias
(8) Bexiga - bairro da cidade de São Paulo
(9) Réiva - raiva
(10) Brás - bairro da cidade de São Paulo
(11) Ter ponhado - ter posto
(12) Breque falado - fala sincopada
(13) Num faz mar - não faz mal
(14) Carça a cara - calça a cara, esbofeteia

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