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Almada Negreiros


José Sobral de Almada Negreiros nasceu em São Tomé e Príncipe, Portugal, no ano de 1893.

Em 1905 já redigia e ilustrava jornais manuscritos (A República e O Mundo). Publicou seu primeiro desenho em A Sátira e faz sua primeira exposição individual de 90 desenhos, em 1913.

Escreveu o Manifesto Anti-Dantas e por extenso e foi publicado o primeiro número da revista Orpheu. Pela polêmica que detonou, é talvez o texto doutrinário mais conhecido de Almada. Foi escrito em 1912, mas impresso sobre papel de embrulho em abril de 1913. O Manifesto é um texto que maldiz uma das figuras da literatura portuguesa que, durante algumas décadas, representou a cultura acadêmica e conformista, influenciando todo um conjunto de escritores, jornalistas, políticos e atores. Tratava-se de Júlio Dantas, cuja peça de teatro Mariana Alcoforado foi satirizada em jeito de caricatura social, por Almada. Numa passagem de O Manifesto, o futurista critica Dantas deste modo: Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrizinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!

Retornou de sua estada em Paris, em 1920.

No ano de 1925 pintou dois painéis para A Brasileira, um café do Chiado, em Lisboa. De 1927 a 1932 morou em Madrid. Em 1938, concluiu os vitrais da Igreja de Nossa Sra. de Fátima. Pintou o famoso retrato de Fernando Pessoa (Lendo Orpheu), para o restaurante “Irmãos Unidos”, em 1954.

Em 1951, o SNI lhe conferiu o “Prêmio Nacional das Artes”. Em 1966 foi eleito membro honorário da Academia Nacional de Belas Artes. No ano seguinte recebeu o Grande Oficialato da Ordem de Santiago Espada. No ano de 1970, o pintor e escritor morreu em Lisboa, no mesmo quarto em que morrera o poeta Fernando Pessoa.

Companheiro de geração de Pessoa, é considerado um dos maiores pintores lusos, além de escritor e agitador cultural. Sua importância na cultura portuguesa é sentida mesmo após sua morte. Deixou contos espalhados por revistas de vanguarda de curta duração.

Conheça as obras do artista

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