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Cipriano Barata


Cipriano José Barata de Almeida, nascido na Bahia em 1764, de família abastada, estudou em Coimbra, onde recebeu as influências liberais que norteavam então os revolucionários da França. No Brasil, ligou-se à Conjuração Baiana de 1798 e à revolução de 1817; foi deputado nas Cortes de Lisboa e na Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro, o que lhe valeu o apelido de "o homem de todas as revoluções”.

Notabilizou-se, todavia, como jornalista combativo, defendendo com intransigência os valores liberais da época. Embora nascido na camada superior, dedicou sua vida à luta revolucionária e esteve ligado às camadas populares.

As idéias liberais ganharam ímpeto a partir da presença e da atuação, no Recife, do político e jornalista baiano Cipriano José Barata de Almeida que retornava da Europa. Apesar de formado em medicina, pela Universidade de Coimbra, passou a maior parte de sua vida dedicado às atividades políticas.

Cipriano Barata era, segundo o historiador Amaro Quintas, (...) "irriquieto e combativo". Constava inclusive que por repudiar traços de qualquer outra Metrópole, usava roupas feitas apenas com tecidos do Brasil. Esteve na Conjuração Baiana de 1798 e na Revolução Pernambucana de 1817.

A partir de 1823 começara a publicar um periódico chamado Sentinela da Liberdade. Por meio da nascente imprensa - que veiculava críticas e propostas políticas incentivando e envaidecendo uns, preocupando e descontentando outros - Cipriano Barata hostilizava o Governo imperial. Ele, que passou a maior parte da vida em prisões, propunha uma ruptura radical com Portugal. Como deputados à Corte de Lisboa, ele e outros brasileiros — como Diogo Antônio Feijó e Antônio Carlos de Andrada e Silva, irmão de Bonifácio — perceberam que Portugal não queria a eqüidade entre os deputados do mundo português e os do Brasil, mas sim a recolonização.Utilizando um texto combativo e agressivo, posicionava-se a favor das idéias republicanas e da autonomia das províncias. Por essa razão foi detido na fortaleza de Brum, em Pernambuco, em 17 de novembro de 1823.

Preso, desagradando e inquietando a muitos, continuou opondo-se ao Governo escrevendo outro jornal, dando-lhe o nome de: "Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, atacada e presa na fortaleza de Brum por ordem da força armada reunida". Transferido, posteriormente, para o Rio de Janeiro acabaria passando por inúmeras fortalezas permanecendo detido até 1830.

Fontes: Prefeitura do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal da Educação | Jornal da USP

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