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Cláudio Manuel da Costa


Cláudio Manuel da Costa, filho de portugueses ligados à mineração, nasceu em Mariana, em 1729. Depois dos estudos iniciais em Ouro Preto, foi educado no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro. Em 1754, ao regressar de Portugal, onde estudou Direito, exerceu, em Vila Rica, a advocacia e gerenciou bens fundiários que herdou. Exerceu, também, cargos públicos, chegando a secretário do Governo da Capitania, entre 1762 e 1765.

Foi o membro mais velho do grupo mineiro. Pode ser que, durante as reuniões, além das idéias francesas e assuntos poéticos, tenha tramado a libertação do Brasil. É implicado na Inconfidência Mineira e preso, o que foi um duro golpe para o seu temperamento brando e para a sua idade: sessenta anos. No único interrogatório, acovardou-se, comprometendo os amigos. No dia 4 de julho de 1789, foi encontrado morto em sua cela. Oficialmente, dizem que, numa crise de desespero, teria se suicidado.

Glauceste Saturnino, pseudônimo pastoril de Cláudio Manuel da Costa, é o poeta mais representativo do Arcadismo brasileiro. De acordo com a estética árcade, cultiva a simplicidade, a poesia bucólica e pastoril, que exalta a natureza, a inquietação amorosa platônica e Nize, sua musa mais freqüente. O cenário rochoso de Minas é uma constante em seus versos que expressam mortificação interior causada pelo contraste entre o rústico mineiro e a experiência cultural européia. Seus sonetos, de cadência camoniana, se destacam pela perfeição formal, lingüística, pelo verso decassílabo e pela contemplação da vida.

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