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D. Dinis


Dom Diniz, o Rei Trovador, foi um rei importante para Portugal, sua lírica foi de 139 cantigas, a maioria de amor, apresentando alto domínio técnico e lirismo, tendo renovado a cultura numa época em que ela estava em decadência em terras ibéricas.

D. Dinis ou D. Dinis I (também existe a grafia arcaica Diniz) nasceu em 9 de Outubro 1261. Rei de Portugal, foi filho de D. Afonso III e da infanta Beatriz de Castela, neto de Afonso X de Castela. Foi aclamado rei em Lisboa em 1279. Cognominado O Lavrador ou O Rei-Agricultor (pelo impulso que deu no reino àquela atividade) e ainda, O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador (pelas Cantigas de Amigo que compôs e pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca a que se assistiu no seu reinado), foi o sexto Rei de Portugal. Foi o primeiro rei português a assinar os seus documentos com o nome completo. Presume-se que tenha sido o primeiro rei português não analfabeto.

Como herdeiro da coroa, D. Dinis desde cedo foi envolvido nos aspectos de governo pelo seu pai. À data da sua subida ao trono, Portugal encontrava-se em conflito com a Igreja Católica. D. Dinis procurou normalizar a situação assinando um tratado com o Papa Nicolau III, onde jurava proteger os interesses de Roma em Portugal. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal através da criação da Ordem de Cristo, que lhe herdou os bens em Portugal depois da sua extinção.

D. Dinis foi essencialmente um rei administrador e não guerreiro: envolvendo-se em guerra com Castela em 1295, desistiu dela em troca das vilas de Serpa e Moura. Pelo Tratado de Alcanises (1297) firmou a Paz com Castela, definindo-se nesse tratado as fronteiras atuais entre os dois países ibéricos.

A sua prioridade governativa foi essencialmente a organização do reino: continuando as políticas de legislação iniciadas pelo seu pai, D. Dinis publicou o núcleo dum Código focando a proteção das classes menos favorecidas de abusos de poder.

Durante o seu reinado, fez várias viagens em pelo reino, visitando vilas e resolvendo problemas. Com sua mulher, a Rainha Santa Isabel, D. Dinis procurou melhorar a vida dos pobres e fundou várias instituições de caridade. Preocupado com as infra-estruturas do País, D. Dinis ordenou a exploração de minas de cobre, prata, estanho e ferro e fomentou as trocas com outros países, assinou o primeiro tratado comercial com Inglaterra em 1308 e fundou a marinha mercante portuguesa.

O rei D. Dinis fomentou uma 'reforma agrária' em Portugal, redistribuiu terras, promoveu a agricultura e fundou várias comunidades rurais, assim como mercados e feiras. Um dos seus maiores legados foi a ordem de plantar o Pinhal de Leiria, que ainda se mantém, de forma a proteger as terras agrícolas do avanço das areias costeiras.

A cultura foi um dos seus interesses pessoais. D. Dinis apreciava literatura e escreveu vários livros pelo seu próprio punho, com temas como administração ou caça, e vários volumes de poesia. Durante o seu reinado, Lisboa foi um dos centros Europeus de cultura. A Universidade de Coimbra foi fundada pelo seu decreto Magna Charta Priveligiorum.

Os últimos anos do seu reinado foram, marcados por conflitos internos. O herdeiro, futuro D. Afonso IV, receoso que o favorecimento de D. Dinis ao seu filho bastardo, Afonso Sanches o espoliasse do trono, exigiu o Poder e combateu o pai. Nesta luta teve intervenção apaziguadora a Rainha Santa Isabel que, em Alvalade se interpôs entre as hostes inimigas já postas em ordem de batalha.

D. Dinis faleceu em 7 de Janeiro 1325, em Santarém, e está sepultado no Convento de São Dinis, em Odivelas.

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