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Eça de Queirós


José Maria Eça de Queirós nasceu em 1845, em Póvoa do Varzim. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e participou ativamente do processo de criação do Realismo português.

Além de suas obras programáticas sobre o novo estilo, como Prosas Bárbaras, fez parte do grupo Cenáculo (1869) e foi um dos membros responsáveis pelas Conferências do Cassino Lisbonense (1871).

Enquanto em Leiria preparava-se para a carreira diplomática, escreveu O Crime do Padre Amaro, obra que inaugurou oficialmente o Realismo-Naturalista em Portugal do qual é o representante maior e foi ele também, quem criou a prosa realista portuguesa com a publicação desse romance.

Em 1873, tornou-se cônsul em Havana. Do ano seguinte até 1878 viveu em Bristol, lnglaterra, e mais tarde mudou-se para Paris, onde se casou, dedicando-se com grande intensidade à literatura, e onde morreu em 11 de agosto de 1900.

A crítica literária divide a obra de Eça de Queirós em três fases:

- 1ª fase: dedicou-se a cartas, artigos e folhetins, onde sua literatura foi impregnada de romantismo social, fortemente influenciada por Victor Hugo, pertencem as obras O Mistério da Estrada de Sintra, As Farpas e Prosas Bárbaras.

- 2ª fase: inicia-se em 1875, a partir da obra O Crime do Padre Amaro. Essa fase foi caracterizada pela adesão ao Naturalismo, que conta com O Primo Basílio e Os Maias, os três “romances de tese” do escritor.

- 3ª fase: abrange romances como A Ilustre Casa de Ramires, A Correspondência de Fradique Mendes e A Cidade e as Serras. É nessa fase que a crítica cáustica do Realismo naturalista deixa espaço para a meditação filosófica e esperançosa em valores humanos e espirituais. Eça é menos agressivo com a sociedade portuguesa nesta fase.

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