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Eva Perón


Eva Perón, conhecida como Evita Perón, com nome original de Eva Duarte, foi uma atriz e líder política argentina, nasceu no dia 7 de maio de 1919 e faleceu 26 de Julho de 1952.

Nasce em Los Toldos, próximo a Buenos Aires, em uma família pobre. Com 16 anos, decide seguir a carreira artística e muda-se sozinha para a capital argentina. Em 1937 estréia no cinema no filme Segundos Afuera e, em seguida, é contratada para fazer rádio-novela.

Em 1944 conhece Juan Domingo Perón, então vice-presidente da Argentina e ministro do Trabalho e da Guerra. No ano seguinte, Perón é preso por militares descontentes com sua política, voltada para a obtenção de benefícios para os trabalhadores. Evita, então apenas a atriz Eva Duarte, organiza comícios populares que forçam as autoridades a libertá-lo. Pouco depois se casa com Perón, que se elege presidente em 1946.

Famosa por sua elegância e seu carisma, Evita conquista para o peronismo o apoio da população pobre, na maioria migrantes de origem rural a quem ela chamava de "descamisados". Morre aos 33 anos, de leucemia. Embalsamado, seu corpo fica exposto à visitação pública até que, durante o golpe de Estado que derruba Perón em 1955, seus inimigos políticos seqüestram o cadáver e o ocultam durante 16 anos. Em 1971, o corpo é devolvido por um oficial argentino ao ex-presidente em Madri, onde ele vive exilado.

Perón volta à Argentina em 1973 e é reeleito presidente, tendo a terceira mulher, Isabelita, como vice. Após sua morte, em 1974, Isabelita traz os despojos de Evita para a Argentina e os sepulta em Buenos Aires. O mais impressionante na história da vida de Eva Perón ou Eva Maria (ou Maria Eva, não se sabe bem...) Ibarguren Duarte foi o caminho meteórico que ela percorreu na sua vida pública. Entre a praticamente obscuridade e o mais absoluto resplendor pessoal e político de sua vida, tudo ocorreu em apenas 7 anos. Nesse curto período ela saiu do mais humilhante anonimato para se tornar uma das mulheres mais importantes e poderosas do mundo. Na sua rápida existência (morreu aos 33 anos de idade) há muitos mistérios, muitos fatos obscuros mas há principalmente a marca de uma personalidade tragicamente marcante. Sua infância em Los Toldos e depois em Junin de Los Andes foi pobre, mas digna. Sua mãe, Juana Ibarguren, era uma costureira obsessiva e amante do estancieiro Juan Duarte, que tinha outra família, legítima, em Los Toldos, com outros filhos. Depois da morte de Juan em um acidente de automóvel, Juana muda-se com os filhos, todos dele, para Junin para fugir das humilhações de sua condição de amante. O estancieiro registrou como seus todos os filhos bastardos que teve com a costureira. Curiosamente não registrou Eva e muitos historiadores relacionam esse fato, tido como uma frustração para Evita, aos condicionantes psicológicos que a levariam a buscar afirmação e sucesso na vida.

Além disso, já no poder, era muito marcante seu traço de valorização dos laços familiares dos pobres argentinos. Quando Juan Duarte morreu, Juana e seus filhos com ele, Eva, Juancito, Elisa, Blanca e Erminda, todos ainda muito pequenos, saíram da zona rural onde moravam para visitar o pai morto e dar-lhe o último beijo. Foram escorraçados do velório pela viúva e pelos filhos legítimos dele. Juana bateu o pé e insistiu que seus filhos tinham o direito de beijar o pai morto. Depois de negociações que evitassem o burburinho, foi-lhe permitido que o fizessem, na condição de em seguida sumirem dali. E foi o que fizeram. Depois disso Juana arruma suas trouxas e se muda com os filhos de Juan para Junin de los Andes, na província de Buenos Aires. Nessa época Eva, como toda adolescente provinciana, sonha em ser artista, ser uma estrela do teatro, do cinema. Eva tinha verdadeira paixão pela atriz norte-americana Norma Shearer, seu modelo de mulher e de artista. Assistia dezenas de vezes seus filmes no cineminha de Junin e jurava para si mesma que ainda teria uma casa com telefones brancos e lençóis de cetim, como Norma em suas películas, sem se permitir, é claro, um milímetro de sentido crítico que lhe permitisse ver que aquilo tudo era apenas de celulóide e nada mais.

Saía das sessões com as as mãos suadas e com os olhos revirados. Mas foi imbuída desta vontade de vencer, de ser Norma, de rolar com meias de seda com costura atrás, cabelos louros cacheados, sobre altos colchões de mola e lençóis de cetim rosa e principalmente de ter uma identidade que a bastardia lhe roubou, que a estimulou a deixar Junin e partir para tentar a carreira de atriz em Buenos Aires. Acompanhada de Agustín Magaldi, cantor de tangos e amigo da família, considerado o Gardel do interior argentino, Eva viajou com uma malinha com suas parcas roupas, talvez apenas com um vestido " de sair " e mais uns trapinhos cuidadosamente lavados e engomados por Dona Juana.

Em Buenos Aires foi morar com Juancito, seu irmão que servia o exército na Capital e já trabalhava numa fábrica de biscoitos. Eva passava o dia a procura de trabalho em rádios, revistas e, principalmente, tentando cavar um chance de trabalhar no teatro e no cinema. Depois de passar fome, se submeter aos assédios de canastrões e cafajestes do mundo artístico que lhe prometiam chances condicionadas a algumas horas nas camas vagabundas de pensões portenhas, Eva acabou por ter a sua primeira chance concreta no cinema, na película La Cabalgata del Circo. Nesse filme, onde obteve um papelzinho secundário, ela teve chance de mostrar ao mundo artístico argentino sua total falta de talento para a carreira de atriz. Mas como o destino sempre se impõe, foi na sua relação com este mundo que ela teve sua grande chance: conhecer um coronel de nome Juan, o mesmo de seu pai, de seu irmão, de sua mãe, de sua parteira e da cidade que motivou o encontro do casal: San Juan. O Coronel se chamava Juan Domingo Perón. San Juan havia sido atingida por um terrível terremoto.

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