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Félix Bressan


Félix Bressan nasceu em Caxias do Sul - RS, em 1964. Entre 1989 a 1996 graduou-se Bacharel e Mestre em Artes Visuais com ênfase em escultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 1995, realizou exposição individual na Galeria Thomas Cohn, no Rio de Janeiro, e no Centro Cultural de São Paulo. Em 1998, expôs novamente na Galeria Thomas Cohn, desta vez em São Paulo, e, na Bolsa de Arte de Porto Alegre.

Dentre as principais coletivas que participou, destacam-se a I e a II Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, Antártica Artes com a Folha, em São Paulo, e "Por Que Duchamp"?, em São Paulo.

Possui obras nos acervos particulares de Abe Hughes, Chico Stefanovitz, Clovis Dariano, Eduardo Medeiros, Gilberto Chateaubriand, Ilse Lang, Iolanda Gollo Mazzoti, Jorge Gerdau Johannpeter, Júlio Giorzi, Justo Werlang e Mitiko Werlang, Kim Esteve, Liba Knijnik, Luiz Calzadilla, Mariza Carpes e Alan Asquith, Marga Pasquali, Paula Ramos, Paulo Fonseca, Paulo Gomes, Sérgio Ribeiro Rosa, Thomas Cohn e nos acervos públicos: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - RJ, Museu de Arte de Brasília - DF, Acervo Itaú Cultural - São Paulo - SP, Acervo RBS - Porto Alegre - RS, Museu de Artes Visuais Ruth Schneider - Passo Fundo - RS. Trabalha e reside em Porto Alegre.

Ao nos defrontarmos com as montagens escultóricas de Felix Bressan, nos deparamos com uma série de materiais e objetos, assim como com resíduos de objetos, instrumentos e maquinário, insolitamente agregados. Pelos processos de decomposição e deformação, os objetos se transfiguram. Reconstruídos com meticulosa articulação, os pedaços resultantes desta obsessiva desconstrução, ou simplesmente coletados, reordenados, transformam-se em novos entes. Um elemento constitutivo em todas as suas peças é, surpreendentemente, o vazio, o invisível. Por meio deste artifício, do jogo com o visível e o invisível, o material e o imaterial, o presente e o ausente, Bressan nos apresenta interrogações, senão revelações. Mais do que lembrança, suas obras são apelos ao olhar e à imaginação.

Outra problemática à qual se liga o seu trabalho é a problemática do objeto”, deflagrada nos inícios do século, pelas pesquisas de diversos artistas e movimentos históricos. Seja com a intenção de fazer arte ou de questioná-la, o objeto foi utilizado em muitas obras como elemento tirado diretamente do real e constituindo-se em outra natureza. Bressan utiliza-se do objeto, seja nas construções alusivas mais claramente ao corpo, seja naquelas em que mistura corpo / máquina / coisas e em outras onde constrói, com um toque de humor e ironia, montagens de ‘coisas” cortadas e novamente reunidas em arranjos que lembram o recurso da anamorfose, recorrente também na história da arte e da construção do conhecimento, da percepção do mundo real pelo olho humano e suas formas de representação. Novamente aí a presença do vazio entre os pedaços cortados dos objetos — ferramentas e instrumentos de trabalho, como prolongamentos da mão humana.

Fonte: Andrea Hofstaetter (Artista Plástica, Mestre em Artes Visuais - UFRGS)

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