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Ferreira de Castro


José Maria Ferreira de Castro, nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis no dia 24 de maio de 1898 e faleceu em Roge, Vale de Cambra no dia 29 de junho de 1974.

Escritor português, aos 12 anos de idade imigrou para o Brasil, onde viria a publicar o seu primeiro romance Criminoso por ambição, em 1916. Durante 4 anos viveu no seringal Paraíso, em pleno sertão amazônico, junto à margem do rio Madeira. Depois de partir do seringal Paraíso, viveu na maior miséria, tendo de recorrer a trabalhos como, colar cartazes, embarcadiço em navios do Amazonas, etc.

Mais tarde, em Portugal, foi redator do jornal "O Século" e diretor do jornal "O Diabo".

Emigrante, homem do jornalismo, mas sobretudo ficcionista, é hoje em dia, ainda, um dos autores com maior obra traduzida em todo o mundo, podendo-se incluir a sua obra na categoria de literatura universal moderna, percussora do neorealismo, de escrita caracteristicamente identificada com a intervenção social e ideológica.

A exemplo da sua ainda grande atualidade pode referir-se a recente adaptação ao cinema, com muito sucesso, da obra A Selva.

Um verdadeiro autodidata, Ferreira de Castro granjeou notoriedade internacional. Obras de ficção: Emigrantes, (1928), A Selva, (1930), Eternidade (1933), Terra Fria (1934), A Lã e a Neve (1947), A Curva da Estrada (1950), A Missão (1954), O Instinto Supremo (1968). Teatro: Sim, uma Dúvida Basta (1994). Ensaio: A Volta ao Mundo (1944), As Maravilhas Artísticas do Mundo, 2 vols. (1959 e 1963).

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