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Fialho de Almeida


José Valentim Fialho de Almeida, autor português, nasceu em Vila de Frades, no Baixo Alentejo no ano de 1857. Filho de um professor primário, a quem ficou a dever os primeiros rudimentos da sua educação, viu-se obrigado, devido a dificuldades econômicas da família, a empregar-se ainda adolescente, como ajudante de farmácia. Com muito esforço, conseguiu completar o curso de medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (1875), mas praticamente nunca exerceu a profissão.

Entregando-se a vida boêmia na capital, estreou cedo na literatura com um volume de Contos (1881). Depois escreveu crônicas fustigando os costumes lisboetas em estilo sarcástico, como as que Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Naturalista, defendeu os pobres, a marginalidade e a boemia. Publicou Os gatos (1889-1893), uma coletânea de suas crônicas, Lisboa galante (1890), Pasquinadas (1890), Vida irônica (1892), O país das uvas (1893) e A esquina (1903).

Fialho de Almeida sempre foi conhecido por seu temperamento inquieto e angustiado e cuja obra foi marcada por um autêntico interesse por traços humanos neuróticos e socialmente repudiados.

A sua vida foi cheia de dissabores e agruras, porque parece que o destino se decidiu a lutar contra ele. No meio de tudo que lhe foi sucedendo, nunca deixou de trabalhar e, no papel, imprimiu páginas de deslumbramento. Os vultos da literatura deram-lhe um lugar de destaque na hoste dos grandes contistas portugueses.

Os seus contos procuram apreender o lado mais impressionante da miséria ou do sofrimento, e o assunto, muitas vezes, são casos mórbidos. As inúmeras crônicas que escreveu são muitíssimo irregulares quanto ao mérito.

Embora a sua escrita se paute pelo mordaz, ele era muito sensível à ternura: deixava-se embalar por sentimentos que se refletem na sua obra, que é de uma beleza extraordinária. Tinha um conhecimento profundo da nossa língua; por isso, a enriqueceu grandemente, introduzindo-lhe novos e arrojados meios de construção, neologismos e nacionalização de termos expressivos.Caracteriza-o um estilo vigoroso, muito exuberante e colorido.

Casado com uma lavradora rica alentejana, passou a última fase da sua vida no Alentejo, dedicando-se à agricultura, e morreu na mesma Vila de Frades em que nasceu.

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