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Franklin Delano Roosevelt


Nasceu em 30 de Janeiro de 1882. foi o 32° presidente dos Estados Unidos da América (1933-1945), realizou quatro mandatos e morreu durante um mandato, foi o primeiro presidente a conseguir mais de dois mandatos, e será o único devido à 22ª Emenda. Durante sua estadia na Casa Branca, teve de enfrentar o período da Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial.

Obteve sua primeira graduação na Universidade de Harvard em 1904 e uma segunda na escola de Direito de Columbia em 1908 antes de se emprego em uma prestigiada empresa de Wall Street. Em uma sexta-feira, Dia de Saint Patrick, 1905, se casou com Anna Eleanor Roosevelt, uma prima distante. Tiveram seis filhos: Anna Eleanor Roosevelt, James Roosevelt, o primeiro Franklin Delano Roosevelt Jr., Elliot Roosevelt, o segundo Franklin Delano Roosevelt, Jr. e John Aspinwall Roosevelt.

Recebendo das urnas um terceiro e inédito mandato, o presidente Franklin Delano Roosevelt decidiu-se a fazer um duro, franco, mas esperançoso comunicado à nação no dia seis de janeiro de 1941. O mundo estava em guerra há dezesseis meses, os Estados Unidos, entretanto, ainda não tinham sido atingidos pelos cavaleiros do apocalipse, porém era previsível que a qualquer momento se vissem arrastados para o meio do conflito que se generalizava. Foi neste cenário de expectativa e de temor quanto ao futuro da América e do mundo que Franklin Delano Roosevelt decidiu lançar-se como o paladino da democracia e da garantia das quatro liberdades. Acima de tudo, o seu adress, o discurso, consagrou-se como um manifesto anti-totalitário.

Eleito pela primeira vez para o quadriênio de 1932-36, Franklin Delano Roosevelt, que herdara a Grande Depressão, resultante da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque de 1929, tornou-se um arauto do otimismo. Além das medidas de emergências que tomou, no sentido de diminuir o colossal desemprego (de 12 a 14 milhões de postos perdidos), ele procurou reforçar a auto-estima dos norte-americanos para fazer com que voltassem a crer nas suas possibilidades e nas do país. Que não desanimassem, assegurava ele em suas "conversas ao pé do ouvido" pelo rádio, pois dias melhores voltariam, e a América seria novamente pródiga com seus filhos. Facilmente reeleito em 1936, além da política do New Deal (o Novo Trato), ele deu ênfase a uma série de medidas intervencionistas para reativar a economia, como a impressionante obra da TVA (Tennessee Valley Authority) no Rio Colorado, o que estava totalmente fora da tradição norte-americana, onde se considerava nocivo o Estado chamar a si iniciativas no campo da produção. Roosevelt travou então batalhas memoráveis com a Suprema Corte de Justiça, bastão do conservadorismo naqueles anos difíceis. Nada, entretanto, era pior do que a conflagração que se iniciara em 1939 na Europa e que se alastrava, terrível, pelos quatro continentes. Até o momento da sua fala ao congresso, a democracia recuava em todas as partes e as nações, uma a uma, vinham sendo ocupadas pelas forças do Eixo, em expansão.

Na primeira parte do seu pronunciamento, o chamado State of the Union Address, Roosevelt alertou os seus concidadãos para o momento extraordinário em que os Estados Unidos viviam. Num rápido sumário histórico, ele enfatizou que, com exceção do que ele chamou de "guerra entre os estados" - a Guerra da Secessão de 1861-5 -, a América, de fato, nunca vira-se insegura quanto ao seu futuro. Hoje, orgulhava-se ele, os 130 milhões de habitantes que a compunham e os 48 estados que a formavam esqueceram-se das suas diferenças em favor da união geral. Nem nas duas guerras contra as nações européias (contra o reino da Espanha, em 1898, e contra o império alemão em 1917-8) e incontáveis outros enfrentamentos menores ocorridos em diversos lugares do mundo, houve sequer uma só ameaça séria à segurança e à continuidade da independência dos americanos. Durante quase um século, de 1815 a 1914, nenhuma outra guerra fora capaz de abalar os alicerces da autonomia norte-americana, nem a dos seus vizinhos (com exceção do interlúdio do imperador Maximiliano no México, em 1864-67, apoiado por tropas de Napoleão III).

Nem mesmo o alastramento do conflito que se acelerou ainda mais no ano anterior (em 1940, Hitler ocupou a Holanda, a Bélgica, a França, e o Japão invadira a Indochina, além de aprofundar-se na conquista da China), era ainda uma ameaça séria à América. Mas o povo americano, observou ele, com o decorrer do tempo, percebeu que a queda da nações democráticas significava um enfraquecimento da democracia como um todo, inclusive da própria democracia em seu país.

O presidente concordava que o Tratado de Versalhes, assinado em 1919, fora injusto e que as democracias fracassaram na época da reconstruções do após-guerra, mas isso não significava aceitar que as tiranias dominassem e se espalhassem por cada um dos continentes. Qualquer pessoa dotada de censo de realidade via que a democracia estava acossada em toda a parte do mundo, assaltada pelas armas e pela propaganda envenenadora, promovida por aqueles que semeiam a discórdia entre as nações que ainda estão em paz. Durante os últimos 16 meses este assalto destruíra um número impressionante de nações independentes, grandes ou pequenas.

Roosevelt contraiu poliomielite aos 39 anos, uma doença que o deixou com grande dificuldade de movimento desde então. Freqüentemente ele utilizava cadeira de rodas, mas fez grandes esforços para esconder esta dificuldade de sua vida do público externo. De fato, só existem duas fotos conhecidas de Roosevelt em uma cadeira de rodas. Mesmo como Presidente, preferia caminhar com a ajuda de um guarda-costas do Serviço Secreto, do que andar de cadeira de rodas. Entretanto, uma estátua de Roosevelt sentado em uma cadeira de rodas foi construída em Washington, DC, em 2001.

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