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Igor Stravinski


Três fases bem distintas - a da música de origem russa, ligada à cooperação teatral com Diaghilev; a do chamado estilo neoclássico, norteada pela revalorização da música européia do século XVIII; e a de adesão ao serialismo weberiano - marcaram a obra de Satravinski, que sustentou e desenvolveu em todas elas os elementos contrastantes de sua experiência, ao mesmo tempo eslava e ocidental.

Igor Feodorovitch Stravinski nasceu em Oraniembaum, perto de São Petesburgo, Rússia, em 17 de junho de 1882. Filho de conhecido cantor de ópera imperial, educou-se em excelente meio cultural e estudou com Rimski Korsakov. Ouvinte entusiasmado de suas primeiras obras, Diaghilev convidou-o a colaborar com sua companhia de balé. Assim Stravinski compôs L'Oiseau de feu (1910; O Pássaro de Fogo), cuja apresentação em Pariz celebrizou-o da noite para o dia.

Novo sucesso, com a mesma companhia, foi Petruchka (1911), mas causou escândalo Le Sacre du printemps (1913; A sagração da primavera), com coreografia de Nijinski, em que a aparenta violação de toda sintaxe musical, a aspereza politonal e polirrítimica e o selvagem acento percussivo pareciam desmantelar tudo o que se consagrava em eoria e harmonia musical. As obras seguintes, no entanto, não prosseguiram nessa direção e sua produção foi dominada por curtas peças instrumentais e vocais baseadas no folclore e idiomas russo e também no ragtime e outras formas musicais populares e danças do Ocidente.

Durante a primeira guerra mundial, Stravinski viveu com a família na Suíça. A revolução russa de 1917 pôs fim as suas esperanças de voltar a trabalhar e viver em sue país na época em que compôs L'Histoire du soldat (1918; A história do soldado), que reúne tango, ragtime, mímica, dança e recitação.

Em 1920, Stravinski radicou-se na França. A adaptação da música de Pergolesi para o balé Pulcinella (1920) despertou seu interesse pelos antigos mestres da música ocidental. Os temas russos deram lugar a um estilo neoclassicista, em linguagem peculiar e pouco ortodoxa. Tendo perdido suas propriedades na Rússia, passou a ganhar a vida como intérprete, ao piano ou como regente, e com esse fim escreveu a maior parte das peças compostas nas décadas de 1920 e 1930. Em 1926, uma reconversão religiosa teve notável efeito em sua música e se evidencia em grandes obras como o oratório profano Oedipus Rex (1927) e a cantata Synphonie des psaumes (1930; Sinfonia dos salmos), peça sacra baseada em textos bíblicos.

Em 1934, Stravinski adquiriu a nacionalidade francesa. Em 1938, morreu sua filha mais velha e, no ano seguinte, sua esposa e sua mãe, poucos meses antes da eclosão da segunda guerra mundial, que o induziu a fixar residência nos Estados Unidos. Tornou-se cidadão americano em 1945. Embora as obras de seu primeiro período americano, ao qual pertencem uma sinfonia em três movimentos (1942-1945 ) e a ópera The Rake's Progress (1951; A carreira do devasso), constituam depuradas sínteses de suas concepções neoclássicas, uma profunda crise criativa se instalava, que foi superada pela adesão às experiências atonais e ao serialismo da escola de Viena. Mostra disso foram os Movements (1959; Movimentos) para piano e orquestra , as Variations (1960; Variações) para orquestra, e o Requiem (1966). Stravinski morreu em Nova York. Em 6 de abril de 1971.

Fonte: Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações LTDA, 1997. Rio de Janeiro - São Paulo.

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