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Joana D'Arc


Entre 1420 e 1430, na França, uma adolescente chamada Joana D’Arc, afirmou ouvir desde os 13 anos, vozes que acreditava vir de Deus, devido às crenças cristãs de seu tempo. Isso era comum no século XIV, época em que surgiram centenas de profetas e visionários espalhados pela França, e em sua maioria, mulheres.

Segundo sua biografia escrita pelos franceses, as vozes que Joana ouvia seriam de São Miguel, Santa Margarida e Santa Catarina, e traziam instruções divinas para a reconquista da França.

Joana D’Arc nasceu na aldeia de Domrémy-La-Pouselle a 250 km ao leste de Paris. Pertencia a uma pacata família de camponeses. Por volta de 1428, com apenas 16 anos de idade, resolveu sair de casa devido às vozes que dizia ouvir. Essas vozes diziam que Joana iria derrotar os ingleses e coroar o rei francês. Esses feitos foram vistos por alguns como milagrosos e criaram a lenda em torno de Joana D’Arc. Aconteceram bem no meio de uma furiosa campanha militar: a Guerra dos Cem Anos.

Os ingleses estavam invadindo lentamente o território francês no Sul. Joana D’Arc surgiu neste cenário em que a França estava em baixa neste conflito. Nesta época, em março de 1429, Joana estava negociando sua entrada na corte real de Carlos VII. Quando ela entrou na corte, isso demonstrou que ela havia assumido sua missão e isso foi um alívio para Orleans, pois esta cidade era linha de frente do conflito entre ingleses e franceses. Os ingleses precisam tomar a cidade para seguir em frente, pois Orleans era importante e estrategicamente significativa.

O cerco dos ingleses durou sete meses. Alguns historiadores especulam que Carlos VII permitiu que Joana fosse para lá com reforços, pois estava disposto a aceitar qualquer tipo de ajuda. Ela foi bem recebida como se fosse uma manifestação divina da causa francesa. Joana pôs fim ao cerco e isso foi considerado como um verdadeiro milagre. Os historiadores discordam desta versão, mas isso, para a biografia de Joana D’Arc não é de nenhuma importância.

Mas no campo de batalha aconteceu um fato que não pode ser facilmente explicado... Joana D’Arc foi atingida por uma flecha que penetrou 15 cm em seu pescoço, pegando também seu ombro. Foi um ferimento considerado fatal, pois a perda de sangue foi imensa. Mas para o espanto de todos, logo ela estava de volta ao campo de batalha. Mas não há nenhum registro oficial sobre onde exatamente foi o ferimento e o quão ameaçador tenha sido.

Para completar sua missão, Joana D’Arc escoltou Carlos VII, no dia 24 de julho de 1429 (dois meses depois da vitória em Orleans), para ser coroado na catedral em Reims, onde todos os outros reis da França foram coroados. A coroação de Carlos VII legitimou a sua reivindicação pelo trono francês sobre a reivindicação inglesa.

Após a coroação do rei, ao invés de voltar para casa, Joana assumiu novas missões militares, incluindo um ataque imprudente a Paris. Este ataque falhou e Joana D’Arc foi capturada pelos borgonheses, que eram fiéis aos ingleses e acabaram por entregar Joana. Terminava aqui sua carreira militar.

Joana foi levada para Rouen, que estava sobre o domínio inglês, onde foi condenada por heresia pela Igreja Católica. A pena foi ser queimada viva em uma fogueira. Reclusa a espera de sua pena, em seu momento final, Joana se arrependeu e negou ter ouvido as vozes, confessando seus pecados contra Deus e a Igreja. Mas poucos dias depois ela voltou atrás e retirou sua confissão, talvez confiando que Deus a tiraria daquele martírio.

Ela então foi levada em praça pública e queimada viva. Segundo relatos de testemunhas oculares, no momento final ela não pedia por sua vida. Ela simplesmente chamava por Jesus em voz alta enquanto as labaredas subiam.

Ao final de tudo, historicamente, Joana D’Arc não libertou a França como a lenda sugere, pois a Guerra dos Cem Anos só terminou em 1453.

Em 1455 Joana foi julgada por um novo tribunal da Inquisição que a consideraram inocente e a elevaram à categoria de mártir. Em 1920, ela foi canonizada por causa de milagres ocorridos no século 19, e não por seus feitos militares ou pelo seu papel de porta-voz divina. Em 1926 tornou-se uma das padroeiras da França.

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