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João Cabral de Melo Neto


João Cabral de Mello Neto nasceu em Recife, Pernambuco, em 1920. Trabalhou como funcionário do Departamento de Estatística, em 1940. Poeta e diplomata, ingressou no Itamaraty em 1945. Em 1947, vai à Barcelona, ocupando-se da divulgação da cultura brasileira. Foi cônsul na Inglaterra (Londres e Liverpool), França (Marselha), Espanha (Madrid, Sevilha e Barcelona) e Suíça (Genebra). É, também, membro da Academia Brasileira de Letras.

João Cabral, considerado o melhor poeta brasileiro desse período do Modernismo, inicia sua obra poética na esteira de Drummond e de Murilo Mendes. Mostra-se interessado em afastar o sentimentalismo de seus versos, lutando vivamente para "purificar" a poesia recebida das primeiras gerações modernistas. Todo seu trabalho está marcado pela preocupação formal. Em alguns poemas se encontram imagens surrealistas que exigem certa iniciação para seu pleno entendimento.

As influências exercidas sobre sua obra são, num primeiro momento, originárias do espírito francês, notadamente, Mallarmé e Valéry. Segue-se a influência espanhola, reforçando sua modernidade através de Jorge Guillén e até do italiano Montale. Finalmente, no terceiro momento, concentra os dois períodos anteriores, unidos por temas nacionais. Sua linguagem se entrega à sintaxe precisa, salpicada da vivência nordestina.

Tais características concorrem para o rigor técnico e o ritmo impecável de seus versos, cumprindo o percurso da poesia brasileira pós-experimentalismos de 22. Sua poética é auto-explicativa e sua principal temática é a reflexão do fazer poético em que a linguagem aparece reduzida ao essencial. Morte e Vida Severina, "auto de Natal pernambucano", é, segundo Alfredo Bosi, "o seu poema longo mais equilibrado entre rigor formal e temática participante".

Fonte: USP

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