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Júlio Verne


Verne nasceu em Nantes, França, no estuário do Líger, em 8 de fevereiro de 1828, e veio a falecer em 24 de março de 1905, em Amiens, França, terra de sua esposa Honorine Morel, aos seus 77 anos. Nunca viajou muito, fez apenas algumas curtas viagens no seu iate Saint-Michel e rápidas visitas à Inglaterra, à Escócia e a outras localidades; contudo percorreu o mundo inteiro em seus livros, indo da África ao centro da Terra, do Pólo Norte ao Brasil, e até ao espaço sideral. Curiosidade: quando Verne tinha 11 anos, em 1839, um colega da escola lhe disse que se engajara na tripulação de um veleiro de três mastros, o Coralie, que seguia para a Índia, mas iria desistir da viagem. Verne viu que era sua chance, ainda mais que estava apaixonado por uma prima e decidiu buscar para ela um colar de coral nos Mares do Sul. Contudo, Pierre, o severo pai de Júlio, fez com que o filho desembarcasse na primeira escala do navio, ainda em solo francês. Com exceção de uma viagem de navio aos Estados Unidos e outras duas por países europeu, Verne nunca mais viajou realmente.

Júlio Gabriel Verne Allotte (seu nome completo) começou sua brilhante carreira literária após seu pai, Pierre Verne, desiludir-se com a sua trajetória de advogado. Para fugir à mediocridade que o cercava, tentou ingressar no teatro, já que seu sonho era escrever poemas e peças de teatro, com escasso êxito, e também foi tentar a sorte com a música, até achar definitivamente seu rumo. Em 1848 compôs, em cooperação com Michel Carré, dois libretos para operetas, e, em 1850, uma comédia em verso, de parceria com Alexandre Dumas, filho. Só descobriu, porém, seu verdadeiro gênero literário, ao escrever algumas narrativas de viagens. Seu primeiro grande sucesso, Cinco Semanas em Balão, foi recusado em quinze editores, que não viam no livro de Verne mais que uma tentativa frustrada de predizer o futuro. Até que, apresentado por Alexandre Dumas, filho, Verne conhece Pierre Jules Hetzel, o editor mais influente de Paris, que assina um provável contrato de risco com Verne: o de escrever dois livros por ano; o que acabou se tornando um gigantesco sucesso.

Júlio Verne é, sem sombra de dúvida, um dos mais imaginativos e populares escritores de todos os tempos, deixando como herança para a humanidade sua obra. Foi influenciado por Jonathan Swift, com seu livro Viagens de Gulliver, Daniel Defoe e seu Robinson Crusoé, Poe e sua obra deliciosamente macabra, dentre outros, e inspira jovens espíritos. Verne previu, dentre outros, inúmeros inventos, a televisão ('foto-telefoto'), antes do rádio; o helicóptero, antes do avião; o FAX; o dirigível; o cinema falado; o gravador; a iluminação a néon; as calçadas rolantes; os diamantes sintéticos; o ar condicionado; os arranha-céus; os mísseis teleguiados; os tanques de guerra; os submarinos (com propulsão elétrica); os telescópios gigantescos; os veículos anfíbios; os grandes transatlânticos; o avião; a caça submarina; o aproveitamento da luz e da água do mar para gerar energia; o uso de gases como armas de guerra; o fuzil elétrico, silencioso e o explosivo definitivo, capaz de fazer voar o mundo.

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