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Lasar Segall


Artista completo, Lasar Segall experimentou todas as formas de expressão de sua época. Pintor, desenhista, gravador e escultor, foi um mestre do Expressionismo e um dos introdutores do Modernismo no Brasil, vindo a ser um símbolo para toda uma geração.

Nascido em 21 de julho de 1891, em Vilna, capital da Lituânia, na época sob o domínio do Império russo, foi discípulo de Antokolski, um dos mais importantes escultores russos do século XIX. Com 15 anos, porém, instalou-se em Berlim e freqüentou a rigorosa Academia Imperial de Belas Artes de Berlim, de onde foi afastado em 1909 por expor na Freie Sezession (Secessão Livre), onde ganhou o prêmio Max Lieberman em um período no qual sua obra esteve fortemente influenciada pelo impressionismo.

A partir daí se transferiu para Dresden, onde passou a freqüentar a Academia de Belas Artes como aluno-mestre, desfrutando de total liberdade de criação. É também aí que aconteceu sua primeira exposição individual.

Em 1913, Segall veio pela primeira vez ao Brasil, expondo em São Paulo e Campinas, onde percebeu-se já em sua obra uma forte influência do expressionismo do grupo Die Brücke (A Ponte), de Dresden. No ano seguinte Segall seria internado em um campo de concentração, experiência que iria representar mais tarde em suas obras inspiradas pela Segunda Guerra.

No início dos anos 20 Lasar Segall instalou-se definitivamente no Brasil, naturalizando-se depois de casar com Jenny Klabin, em 1925. A partir daí passou a ser uma das peças centrais do Modernismo, atuando como um contraponto alemão às influências francesas. E neste período que começaram a surgir temas brasileiros em sua obra, e as formas passaram a ganhar contornos menos angulosos e tensos - mas sem perder a característica expressionista. Mário de Andrade chamou este período de 'fase da contemplação'. As personagens são agora mulatas, negros, marinheiros e prostitutas. Teve grande atuação sob a vida cultural paulista neste momento, fundando a Sociedade Paulista de Arte Moderna (SPAM), em 1932. Era amigo e conselheiro de algumas das figuras mais importantes do Modernismo, como Mário de Andrade, Geraldo Ferraz e Gregori Warchavchik - que projetou a casa onde Segall viveu até sua morte. Além disso, passou a dar aulas e iria influenciar toda uma geração de gravadores brasileiros.

Com a aproximação da Guerra, porém, seu trabalho retornou aos temas trágicos. Lasar Segall dizia que a obra devia ser despida de requintes estilísticos se quisesse expressar o sofrimento humano de maneira profunda, e é isso que podemos ver nas séries como Navio de Emigrantes e Pogrom.

No final de sua vida volta aos temas brasileiros, pintando as séries 'Erradias' e 'Florestas'. Em 1951 tem lugar uma grande retrospectiva no MASP, seguida de salas especiais nas I e III Bienais de São Paulo e uma sala póstuma na IV, que foram as primeiras de uma série de exposições que resultariam, mais tarde, na criação do Museu Lasar Segall, instalado na casa em que viveu, no bairro da Vila Mariana.

Conheça as obras do artista

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