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Marcel Duchamp


Marcel Duchamp nasceu em 1887, em Blainville, perto de Roen, (a mesma cidade em que nasceu Joana D’Arc), França. Todos os irmãos de Duchamp também foram artistas de renome. Marcel Duchamp foi primeiramente bibliotecário, ganha-pão que lhe forneceu a liberdade para explorar seu precoce e revolucionário talento. “Bem, sentado, pensava no que queria, e dava com prazer informações ou conselhos a quem viesse pedir, gentilmente”.

A primeira grande escola e influência de Duchamp veio através dos Impressionistas. Já em 1912 realiza Nu Descendo a Escada onde já é possível perceber a radicalização de seu estilo. Nu Descendo a Escada (exposto em Nova York, em 1913) causou impacto considerável e transformou Duchamp num artista, repentinamente, famoso.

O ano de 1919 é criada a sua obra de maior ressonância junto ao público, a reprodução do retrato de Gioconda L.H.O.O.Q, que adornou com bigodes finos. Subversivo até a última ponta do bigode. O universo artístico nova-iorquino que na época andava meio fraco das pernas, apoderou-se com grande vontade de todo o magnetismo desse jovem artista e Marcel Duchamp que não era bobo nem nada, percebeu que tinha pela frente um campo ideal para suas experiências e não vacilou em trocar a Europa pela América do Norte tão ávida de novos rumos nas artes e no design. Mas é bom lembrar que Duchamp era um homem de espírito anti-conformista e não deu bolas aos contratos que surgiram pós-Nu Descendo a Escada. “Não, obrigado, prefiro a minha liberdade”, respondeu o artista. Para sobreviver e pagar o pão e a cerveja de cada dia, passou a lecionar francês (a dois dólares a hora) para artistas nova-iorquinos ou a qualquer um que se interessasse pela língua. E dessa época o seu relacionamento com Francis Picabia.

De 1915 a 1923 executou uma obra com três metros de altura, o primeiro quadro construído em chapa de vidro transparente, que servia de apoio a pedaços de folha de estanho recortados e pintados, fixados ao vidro por meio de verniz aderente.

Um detalhe curioso, mas não surpreendente. Afinal estamos falando de um homem que além de ser um dos mais importantes artistas do século foi também um artista de profundo espírito libertário. Marcel Duchamp gostava de se vestir de mulher. Costumava dizer que ao se travestir fragmentava e redimensionava a sua virilidade (que diga-se de passagem, era bem famosa. Duchamp era uma espécie de garanhão romântico. Diz a lenda que Duchamp ficou impressionado até mesmo pela escultura brasileira Maria Martins) e ao se aprofundar no universo feminino, desequilibrava-se. Para o artista o que valia era o desconhecido. Em contrapartida nesses anos 20 conhecidos com “anos loucos”, Duchamp preconizou o movimento punk que surgiria décadas depois: cortou o cabelo curtíssimo e desenhou uma estrela! Marcel Duchamp não dormia no ponto! Nessa mesma época ao lado do fotógrafo Man Ray, publica um único número da revista dadaísta “New York Dada”. Negando a Arte, recusando-se a levá-la a sério e preferindo jogar xadrez com os amigos, Duchamp em sua brilhante trajetória construiu uma desconcertante invenção da arte. Justapôs o universo psicológico com o cotidiano, de objetos encontrados ao acaso, um acaso magnificamente pensado, investigado, sofrido e vivido. A desarticulação total do objeto e suas várias interpretações no olhar da única pessoa que realmente interessa: o olhar do espectador. Pois através do olhar do observador a Arte se faz plenamente e sem nenhum tipo de questionamento. Ela – a Arte – se basta. Morre e nasce em si mesma.

Marcel Duchamp faleceu em outubro de 1968, na cidade de Neuilly-sur-Seine, na França e está enterrado no Cemitério de Rouen, em Rouen, França.

Conheça as obras do artista

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