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Munch


Edvard Munch nasceu no dia 12 de dezembro de 1863 em Loten, na Noruega, e foi o segundo filho homem do Dr. Christian Munch e de sua mulher Laura Cathrine. Munch tinha três irmãs (Sophie, Laura e Inger) e um irmão, Andreas. Em 1864, a família mudou-se para a cidade de Christiania (hoje chamada Oslo). No ano de 1868, a mãe de Munch morreu de tuberculose. A irmã dela, Karen Bjolstad, assume o governo das atividades do lar. Sophie morreu em 1877, aos quinze anos, vítima, também, da tuberculose.

Munch começou a estudar engenharia em 1879. Mas um ano depois desiste dos estudos e decide ser pintor. Estudou arte e em agosto, freqüentando a Academia de Desenho de Oslo, vendeu dois quadros e pintou o seu primeiro auto-retrato.

Em 1882 alugou um estúdio em Oslo conjuntamente com seis outros estudantes de arte. Christian Krohg supervisionava o trabalho deles. Um ano depois, exibiu pela primeira vez na Exposição de outono de Oslo. Visitou a Academia de Pintura Plein Air, de Frits Thaulow, em Modum.

Estabeleceu contato com o Movimento Artístico e Literário Boêmio de Christiania: Jaeger, Krohg, Jensen-Hjell. Conheceu Milly Thaulow e ganhou a primeira bolsa de estudo. No ano de 1885, expôs na Exposição Mundial de Antuérpia. Em Paris estudou no Salon e no Louvre. Foi influenciado por Manet. Passou o verão em Borre e o outono em Oslo. Iniciou três obras da maior importância: A Criança Doente, O Dia Seguinte e Puberdade. A Criança Doente escandalizou o público na Exposição de Outono de Oslo.

A sua primeira exposição individual, em Oslo (de 110 obras), suscitou o interesse de alguns quadrantes. Passou o verão em Asgardstrand onde começou a passar os verões. Ganhou uma bolsa de estudo estatal. Em Paris freqüentou a Escola de Arte de Léon Bonnat.

O pai de Munch morreu em novembro de 1889. Mudou-se para St. Cloud, um subúrbio de Paris, e renunciou ao Naturalismo no seu manifesto de St. Cloud. Continuou na escola de arte de Bonnat. Em maio de 1890, de voltou a Oslo, pintou Dia de Primavera, em Karl Johan), em estilo Neo-Impressionista. Passou o verão em Asgardstrand e em Oslo. Ganhou uma segunda bolsa de estudo estatal. Foi para Le Havre em novembro de 1890, onde passou dois meses no hospital. Em janeiro do ano seguinte, foi para Nice e, em abril, para Paris, onde viveu na Rue Lafayette. No final de maio voltou a Oslo. Ganhou a terceira bolsa de estudo estatal. Passou o outono em Nice trabalhando no Friso da Vida.

Regressou à casa na primavera de 1892 e passou o verão em Asgardstrand. Deixou de expor na Exposição de Outono de Oslo. Exibiu em Berlim, mas obteve uma recepção antagônica e chocante por parte da imprensa e do público, a exposição foi encerrada uma semana depois. Entrou em contato com o círculo literário do Porquinho Preto em Berlim: Strindberg, Meier-Graefe, Przybyszewski. Expôs em Copenhagem, Dresden, Munique e Berlim. Trabalhou arduamente no Friso da Vida e pintou O Grito.

Em Berlim fez as primeiras gravuras à água-forte. Foi para Oslo em maio de 1894 e publica a primeira monografia sobre Munch. Continuou o Friso da Vida: Cinzas, Os Três Estágios da Mulher (Esfinge) e Madona. Expôs em Estocolmo e Berlim. Primeiras litografias.

Visitou Paris, em 1895, duas vezes. Foi influenciado por Toulouse-Lautrec, Bonnard e Vuillard. Edição de oito gravuras à água-forte. Passou o verão em Nordstrand e em Asgardstrand. Morreu seu irmão Andreas.Passou a primavera de 1896 em Paris. Xilogravuras e litografias a cores foram editadas pela primeira vez. Expôs no Salon des Indépendants. Ilustrou o programa para Peer Gynt, de Ibsen, e para uma edição de Les Fleurs du Mal, de Baudelaire. A sua exposição no Salon de l’Art Nouveau foi revista por Strindberg.

Voltou em 1897 para Paris. No verão comprou uma casa em Asgardstrand. Faz uma exposição em Oslo (85 quadros) que foi bem acolhida. Em 1898 foi para Copenhaguem, Berlim e Paris. Participou no Salon des Indépen­dants. Fez as ilustrações para um número especial da revista Quickborn, dedicada a Munch e a Strindberg. Passou o verão em Asgardstrand e conheceu Tulla Larsen.

Estadias em Berlim, Paris, Nice e depois em Florença e Roma onde estudou Raphael. Passou o verão em Nordstrand e Asgardstrand. Primeira versão de Raparigas na Ponte. Expôs na Bienal de Veneza e em Dresden. Passou o outono e o inverno em Gudbrands­dalen. Em março de 1900 foi para Berlim e de lá para um sanatório suíço. Completou o Friso da Vida. No inverno de 1901 pintou paisagens em Nordstrand.

Passou o inverno e a primavera de 1902, em Berlim. Exibiu o Friso da Vida completo na Sezession Berlinense. Conheceu o colecionador Dr. Max Linde, autor de um estudo sobre Munch. Em Asgardstrand fez uma tentativa dramática para se separar de Tulla Larsen. Primeiro trabalho fotográfico. Terminou o ano em Berlim. Gustav Schiefler começou a catalogar o trabalho gráfico de Munch.

Primeira exibição na Galeria Cassirer, em Berlim, a partir de 1903. Lindo encarregou-o de executar um friso para o quarto dos seus filhos na sua casa, em Lubeque. Depois viajou para Oslo e Berlim outra vez.

Em 1904, Cassirer (Berlim) adquiriu, em exclusivo, os direitos alemães dos trabalhos gráficos de Munch e Commeter (Hamburgo) fez o mesmo com os seus quadros. Seguem-se numerosas exposições. Tornou-se membro da Sezession Berlinense. Expôs 20 quadros na Sezession Vienense. Participou no Salon dos Indépendants, em Paris. A Academia de Arte Weimar colocou um estúdio à sua disposição. Verão em Asgardstrand. Expôs em Copenhaguem. Passou novembro em Lubeque. Linde recusou o friso.

Expôs retratos na Galeria Cassirer em 1905. Mostra de 75 quadros em Praga, incluindo a primeira sequência do Friso da Vida. Inverno em Bad Ilmenau e Bad Elgersburg (na Alemanha) para acalmar os nervos e combater o seu alcoolismo.

Do inverno até ao verão esteve em Turíngia e Weimar, durante o ano de 1906. Desenhou o cenário para Fantasmas, de Ibsen e Hedda Gabler para o teatro de Câmara de Max Reinhardt em Berlim. Foi-lhe encomendado um friso para o salão oval do Teatro de Câmara.

Terminou, em 1907, o Friso Reinhardt, mas este continuou inacessível ao público e os quadros foram vendidos mais tarde. Abril em Estocolmo. Verão e outono em Warnemünde. Expôs na Galeria Cassirer com Cézanne e Matisse. Conheceu Emil Nolde.

No inverno de 1908, ficou em Berlim, primavera e verão em Warnemünde. Morreu em Norregârd. Expôs com Brücke em Dresden. No outono teve um esgotamento nervoso em Copenhaguem. Passou metade do ano numa clínica. Foi feito Cavaleiro da Ordem Real Norueguesa de Santo Olavo.

Regressou, porém, em 1909, à Noruega em maio e alugou uma casa em Krager. Foi para Bergen em junho, onde Rasmus Meyer comprou um grande número de quadros. Começou o trabalho dos murais para o Grande Salão da Universidade de Oslo. Comprou uma propriedade em Hvitsten, 1910, no fiorde de Oslo. Trabalhou nos murais. Exposição de vulto em Oslo.

Exposição Sonderbund em Colônia no ano de 1912, onde mostrou 31 quadros e foi classificado a par de Van Gogh, Gauguin e Cézanne. Em 1913, alugou a propriedade de Grimsrod na ilha de Jeloya no fiorde de Oslo. Viajou para Berlim, Frankfurt, Colônia, Paris, Londres, Estocolmo, Hamburgo, Lubeque e Copenhaguem. Homenagens pelo seu 50º aniversário.

Passou o inverno em Berlim e Paris, 1914, verão em Hvitsten, Kragero e Jeloya. Depois de uma longa controvérsia os murais do Grande Salão são aceitos.

Comprou a propriedade de Ekely perto de Oslo, em 1916. Publicou, em 1918, o seu panfleto: Friso da Vida. Durante 1920-1921, foi para Berlim, Paris, Wies­baden e Frankfurt.Em 1922 realizou o friso de 12 quadros para a cantina dos trabalhadores da fábrica de chocolate Freia, em Oslo. Exposição importante em Zurique. Apoiou os artistas alemães ao comprar 73 obras gráficas.

Em 1923, tornou-se membro da Academia Alemã de Belas Artes. Em 1926, Edvard Munch viajou para exposições em Munique, Dresden, Copenhaguem, Mannheim e Zurique. Morreu a irmã de Munch — Laura.

Retrospectivas de grande vulto nas Galerias Nacionais de Berlim e Oslo, em 1927. Em 1928 desenhou os murais para a Câmara Municipal de Oslo.

Durante 1930, uma enfermidade ocular tornou o trabalho cada vez mais difícil. Em 1933 passou o verão em Asgardstrand, inverno em Hvitsten e Kragero. Homenagens no seu 70º aniversário. Publicação de monografias sobre Munch por Tens Thiis e Pola Gauguin.

Conseguiu, em 1936, sua primeira exposição em Inglaterra. O seu problema de visão levou-o a parar o trabalho dos desenhos do mural da Câmara Municipal. Os nazistas rotulam 82 das obras de Munch, 1937, em museus alemães de "degeneradas", retiram-nas e vendem-nas.

Aconteceu a invasão alemã da Noruega em 1940, porém Munch recusou-se a ter qualquer tipo de relação com as forças ocupantes. Conseguiu, enfim, a sua primeira exposição nos EUA, em 1942. Em 1943, recebeu homenagens pela passagem do seu 80º aniversário. Grave constipação. No ano de 1944, dia 23 de Janeiro, Munch morreu tranquilamente em Ekely. Deixou a sua propriedade à cidade de Oslo, a qual abriu o Museu Munch em 1963 para celebrar o centenário do seu nascimento.

Fonte: Munch, Ulrich Bischoff.

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