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Olavo Bilac


Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 1865 e faleceu no mesmo local em 1918. Fez o primário no Colégio do padre Belmonte, no Rio de Janeiro, e por insistência do pai começou a estudar Medicina aos 15 anos, abandonando-a no quinto ano. Estudou Direito em São Paulo e sem concluir o curso, retornou ao Rio de Janeiro. Dedicou-se às letras e, em 1902, foi secretário de Campos Sales na viagem à Argentina; em 1906 secretariou a Conferência Pan-americana do Rio de Janeiro; em 1907 foi secretário do Prefeito do Distrito Federal.

Solteiro, levou uma vida quase boêmia, vestia-se com apuro, viajou muitas vezes à Europa, confrontando o progresso dos países e o atraso brasileiro, na tentativa de elevar o nível do país. Dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas e artigos diários para diversos jornais.

Participou ativamente das demonstrações de civismo e conscientemente desempenhou o papel de poeta cívico, promovendo uma campanha em prol do serviço militar obrigatório. Foi abolicionista e republicano, ficou preso por 6 meses na fortaleza de Laje, durante o governo de Floriano Peixoto; livre, exilou-se em Minas Gerais. Autor da letra do Hino à Bandeira, escreveu poemas infantis e livros didáticos e, em 1913, foi eleito o primeiro "príncipe dos poetas brasileiros".

Olavo Bilac é o poeta mais popular do Parnasianismo, destaca-se pelo devotamento ao culto da palavra e ao estudo da língua portuguesa. Os recursos estilísticos que mais emprega são: a repetição de palavras, o polissíndeto e o assíndeto (separados ou conjugados), suas metáforas e comparações são claras.

Um de seus temas preferidos é o amor, associado, geralmente, à noção de pecado, cantado sob o domínio do sentimentalismo, fugindo às características parnasianas, como se pode observar nos 35 sonetos de Via Láctea. As estrelas têm presença marcante em seus versos, ora aparecem como confidentes, ora como testemunhas ou conhecedoras do mistério da vida.

A criança, também, recebe atenção, dedica-lhe quadras infantis em que o mundo juvenil aparece idealizado, destituído de misérias, ressaltando o aspecto doméstico, patriótico e nobre. Por isso, acaba sendo aclamado "o poeta da criança". Outros temas prediletos são a guerra e a pátria. O patriotismo é cantado ternamente, a ponto de assumir a forma de propaganda do progresso e bem estar nacional. A preocupação com temas nativistas se manifesta em O Caçador de Esmeraldas e é bem executada em Tarde (1919), notadamente, nos poemas Pátria, Música Brasileira, Pesadelo e Iara.

Seus versos contêm uma poesia pobre em imagens, mas rica em sentimento, voluptuosidade e morbidez, o que parece justificar sua fulgurante consagração. Poesias (1888), seu primeiro livro, traz o poema Profissão de Fé, esmero em metrificação, servindo de exemplo do verso parnasiano.

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