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Pedro Alexandrino Borges


Pedro Alexandrino Borges nasceu em São Paulo, na região da Rua Líbero Badaró, no ano de 1856 e faleceu no mesmo local em 1942. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, quando trabalhou com o decorador Claude Paul Barandier na Catedral de Campinas. Nessa época, auxiliou também o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes.

Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura de João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, foi discípulo de Almeida Júnior, em São Paulo, depois de cursar a Academia Imperial de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.

De 1887 a 1888, como bolsista, estudou desenho com José Maria Medeiros e pintura com Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Entre 1890 e 1892, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios, em 1895 e 1896.

Em 1897, como pensionista do Estado de São Paulo, viajou a Paris em companhia de Almeida Júnior, com bolsa de estudo, e freqüentou o ateliê de René Chrétien e a Académie Fernand Carmon, lá permanecendo nove anos, estudando com Carmon, Chrétien e Vollon, e com ele estudou a partir de 1899. De 1899 a 1907, participou dos salões de Paris. Freqüentou também o Ateliê Lauri e estudou com o pintor Monroy.

Retornou ao Brasil, estabelecendo-se em São Paulo e lecionando desenho e pintura. Em São Paulo, expôs no Liceu de Artes e Ofícios, em 1905, 1910, 1912, e chegou a obter, em 1922, a grande medalha de ouro, no Salão Nacional de Belas-Artes.

Foi professor de Tarsila do Amaral, que com ele se iniciou no desenho, e de Aldo Bonadei, entre outros.

Conhecido pintor de naturezas-mortas, sua obra assume, de certa forma, o caráter de retrato de uma sociedade. Convencionalmente, as naturezas-mortas eram solicitadas como complemento necessário na decoração de salas de jantar da burguesia.

Os objetos que, em geral, compõe suas telas são porcelanas estrangeiras, cristais finos, frutas importadas e queijos europeus. Só excepcionalmente, em início de sua carreira, peças ou frutas lembram o país rústico em que vivia.

Além da evidente desordem de uma pincelada mais solta, a luz incide por igual, vinda do exterior, sem qualquer dramaticidade sobre os arranjos compositivos, assim como os objetos escolhidos visam destacar as qualidades e consistências diversas dos materiais.

Conheça as obras do artista

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