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Rafael França


Nasceu em Porto Alegre, em 1957, e iniciou seus primeiros contatos com a arte em cursos do Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Em 1978, visitou uma exposição retrospectiva do trabalho gráfico da artista plástica gaúcha Regina Silveira, na Pinacoteca do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o que marcou sua trajetória, pois levou-o a procurar a artista em São Paulo, onde ela residia, e a tomar-se seu aluno de gravura.

Realizou sua formação universitária entre 1978 e 1982, na Escola de Comunicação (ECA) da USP, em São Paulo, onde foi aluno de Julio Plaza, Carmela Gross, Walter Zanini, entre outros. Na universidade desenvolveu uma vasta gama de pesquisas e experiências no campo dos meios de reprodução gráficos, chegando até as novas mídias, como vídeo-instalações.

De 1979 a 1982 passou a integrar o grupo 3NÓS3, juntamente com Hudinilson Jr. e Mário Ramiro, dando início a seus experimentos com vídeo nas intervenções urbanas que realizavam na cidade de São Paulo. Em 1982, mudou-se para Chicago, Estados Unidos, a fim de aprofundar-se na arte tecnológica, marcando o fim do grupo 3NÓS3. Participou de eventos, conferências e exposições nos Estados Unidos e finalizou seu mestrado com um trabalho de vídeo-instalação e performance.

Além de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior, participou da 16ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1981, com Arte postal, e da mostra de vídeo-arte da 19ª Bienal, em 1987, com o vídeo intitulado Sem medo da vertigem.

Em 1988, Rafael França começou a sentir os primeiros sintomas da doença, após contrair o vírus da Aids. Em 1990 foi o curador da representação brasileira da 3ª Bienal de Vídeo de Medellín, Colômbia. No início de maio de 1991, finalizou a pós-produção do seu último vídeo, Prelúdio de uma morte anunciada. No dia 8 de maio, aos 33 anos, faleceu em sua residência em Chicago, vitima de problemas decorrentes da Aids. Após, foram encaminhados ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, por Regina Silveira, Geraldo Rivello e Marcelo Araújo, as obras em papel, a coleção de fitas de vídeo e o arquivo pessoal de Rafael França. Em 1992, o vídeo Prelúdio de uma morte anunciada integrou a mostra Speaking out: film and video about Aids no Museum of Modern Art, em Nova Iorque.

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