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Sá de Miranda


Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente entre 1481 e 1485. Era filho de um cônego da cidade onde nasceu. Estudou e doutorou-se em Leis na Universidade, então ainda em Lisboa. Durante a juventude, freqüentou a Corte, participando nos serões do Paço e em torneios poéticos.

Por volta de 1521 iniciou uma viagem por Itália, tomando contacto com o meio literário renascentista. Antes de sua viagem à Itália, já colaborava no Cancioneiro Geral, de Garcia Resende.

Quando regressou a Portugal em 1527, depois de um convívio com escritores e artistas italianos que iriam influenciá-lo grandemente, trouxe, fruto dessa viagem, uma nova estética, introduzindo o soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas. Foi um dos primeiros a utilizar as formas clássicas. Dando assim o início ao Renascimento.

Além de composições várias poéticas, escreveu a tragédia Cleópatra, as comédias Estrangeiros e Vilhalpandos, e algumas Cartas em verso, sendo uma delas dirigida ao rei D. João III, de quem era amigo. Foi introdutor em Portugal do teatro à maneira clássica

A constante busca da perfeição tornou sua poesia muito elíptica e bastante difícil. Entretanto, o iniciador do Renascimento em Portugal nunca abandonou as formas poéticas tradicionais. Alguns de seus mais belos poemas foram compostos na medida velha.

Faleceu no ano de 1558, na Tapada, em Amares, na quinta para onde se retirara com sua mulher por não se ter adaptado à vida da Corte.

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