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Saddan Hussein


O presidente deposto do Iraque, Saddam Hussein, nasceu em uma humilde família camponesa do norte do Iraque, o que não impediu sua ascensão ao poder através de um silencioso golpe de Estado.

O ditador, preso na sua cidade natal Tikrit (norte do país), logo passou a governar o país árabe com mão de ferro, uma impiedosa administração que se arrastou durante um quarto de século.

Nascido no dia 28 de abril de 1937 em Owja, região de Tikrit (cidade localizada a 150 km ao norte de Bagdá), em uma família de poucas posses, Saddam ficou órfão de pai pouco depois, de acordo com sua biografia particular.

Informações não confirmadas sempre disseram que o pai do maior ditador do Iraque teria sido assassinado pelo amante de sua mãe. Na falta da figura paterna, Saddam foi criado por um tio e pelo segundo marido de sua mãe, professor de uma escola sunita muito aplicado e que foi implacável na formação do ainda jovem tirano.

O ex-líder iraquiano não teve uma história brilhante nos tempos de escola. Ele tentou entrar na academia militar, mas acabou rechaçado pelos oficiais. Em 1962, Saddam fez alguns cursos na Universidade do Cairo (Egito) e depois na Universidade de Mustanseriya, em Bagdá.

Um ano mais tarde, se casou com um prima e em 1988 contraiu um segundo matrimônio. Teve dois filhos - Udai e Qusai - mortos em julho passado pelas forças da coalizão - e várias filhas em ambos casamentos.

Um dos primeiros militantes do partido Baath, que luta pela unidade árabe e pelo socialismo, Saddam já era considerado um jovem revolucionário educado na fé nacionalista, quando em 1959 participou de um atentado sem sucesso contra Abdel Karim Kassem, o responsável pelo fim da monarquia iraquiana um ano antes.

Ferido e condenado à morte por rebeldia, Saddam fugiu do país - reza a lenda que disfarçado de mulher. Sua biografia oficial conta que o ex-presidente tirou sozinho, com uma faca, uma bala que tinha incrustada em um músculo do corpo.

Após vários anos de vida clandestina, já de volta ao Iraque após a queda de Kassem, o ex-líder sanguinário participou do golpe de Estado que marcou em julho de 1968 a chegada ao poder do Baath. Ele logo se converteria no homem forte do regime - sombra do então presidente Ahmad Hasan al Baker, que renunciaria em 1979, oficialmente por razões de saúde.

Sob sua fanática sede de poder, Saddam assumiu a chefia do Estado com a ambição de converter o Iraque na primeira potência militar do Oriente Médio e transformar-se no grande líder do mundo árabe. Usou os lucros do petróleo para modernizar o país e, apesar da tendência ditatorial, o povo o via como um líder genuíno.

Saddam Hussein não mediu esforços para acabar com qualquer resistência e chegou a usar gás tóxico contra civis durante uma rebelião curda.

O ditador iraquiano foi aliado dos Estados Unidos para atacar o Irã do aiatolá Khomeini em uma guerra que durou oito anos (1980-1988). O conflito contou ainda com a ajuda estratégica de Inteligência militar americana por satélite e com o apoio financeiro do Kuwait e da Arábia Saudita.

Estes dois países árabes participaram da ação motivados pelos temores de que o Irã pudesse vir a dominar a região através da religião e do poderio bélico.

Saddam Hussein se viu obrigado a assinar a paz por causa da escassez de recursos militares - muito reduzidos pela longa campanha. No entanto, o fracasso não impediu Saddam de decidir invadir o Iraque em 1990, o que desencadeou a Guerra do Golfo - o primeiro conflito de alcance mundial depois do fim da Guerra Fria.

De aliado dos Estados Unidos, o Iraque passou assim a inimigo número um dos americanos, que encabeçaram uma poderosa coalizão internacional que acabou com a invasão em poucas semanas.

Já derrotado no Kuwait, Saddam voltou suas atenções para o interior do próprio país e acabou com as revoltas internas curdas e xiitas, mesmo sob certa perda de controle em algumas regiões do norte e do sul do país.

Nos anos em que se seguiram, o ex-presidente continuou governando o país com mão de ferro e concentrado o poder entre os seus familiares. No último dia 20 de maio de 2003, as tropas da coalizão (Estados Unidos e Grã-Bretanha) lançaram uma intervenção militar contra o Iraque, que em apenas três semanas acabou com o regime de Saddam Hussein.

No dia 22 de julho de 2003, seus filhos, os poderosos Udai e Qussai, foram mortos em um esconderijo em Mossul durante uma operação militar da coalizão.

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