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Teixeira e Souza


Antônio Gonçalves Teixeira e Souza nasceu na cidade fluminense de Cabo Frio, em 28 de março de 1812, filho legítimo de comerciante português, Manuel Gonçalves, e mãe negra, Ana Teixeira de Jesus. De família pobre, foi obrigado a abandonar os estudos ainda no início, aos 10 anos, tornando-se carpinteiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em maio de 1825, visando aperfeiçoar-se na profissão. Nesse ano começou a sentir os sintomas da tuberculose.

Em 1830, voltou à cidade natal para tratar-se do peito, retomando os estudos. Dois anos depois, morrem seus quatro irmãos mais velhos, tragédia que o deixou sozinho no mundo, quando tinha 20 anos de idade.

A inclinação literária manifestou-se bem cedo em Teixeira e Souza, apesar de sua precária condição cultural: leitor compulsivo, aos 18 anos fez a primeira experiência na literatura, escrevendo a tragédia Cornélia, jamais representada nos palcos e só publicada em livro dez anos depois, em 1840.

Nesse mesmo ano, Teixeira mudou-se de vez para o Rio de Janeiro. Ocorreu então o feliz encontro que faria dele um escritor: empregou-se na tipografia de Francisco de Paula Brito (1809-1861), fundada em 1831 no Largo do Rocio, atual Praça Tiradentes, lá trabalhando como topógrafo, caixeiro e revisor de provas. O também mulato Paula Brito foi o único editor brasileiro atuante no país durante todo o século XIX, representando a execução numa atividade dominada pelos franceses. E em sua loja, situada ao lado da tipografia, reuniam-se o melhores residentes no Rio, fazendo desse local o centro da vida literária brasileira.

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