Artrópodes: 2. Crustáceos

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Página 3 Pedagogia & Comunicação | Fund. Oswaldo Cruz

O nome "crustáceo" vem em razão desses animais terem um exoesqueleto de quitina endurecido pelo acúmulo de carbonato de cálcio, (do latim, crusta, que significa carapaça dura).

Os crustáceos possuem representantes terrestres, de água doce e marinhos (a maioria é marinha). Existem espécies de vida livre e também algumas que vivem fixas a substratos. Alguns exemplos de crustáceos são o tatu-bola, o camarão, a craca e o caranguejo. São de grande importância a cadeia alimentar, pois servem de alimento aos peixes e outros animais maiores.

Diferem dos outros artrópodes pelo número de antenas (dois pares) e pela respiração. Os crustáceos em geral respiram por brânquias localizadas na base das patas, e só podem viver na água ou em ambientes muito úmidos, como o tatuzinho ou bicho-de-conta.

O sangue é movimentado na cavidade central do corpo por um coração rudimentar. Os músculos são mais diferenciados que nos vermes; O sistema nervoso, ventral, é dividido em um sistema sensorial e um sistema motor, sendo os órgãos controlados por um sistema nervoso simpático (involuntário).

Mais de metade das espécies de crustáceos pertence à subclasse dos malacostracos, que são os crustáceos mais desenvolvidos. O corpo destes é dividido em 19 segmentos, cada um deles apresentando um par de apêndices:

- a cabeça (cinco segmentos) tem dois pares de antenas e três pares de apêndices para alimentação (uma mandíbula, duas maxilas);

- o tórax (oito segmentos) está sempre solidamente ligado à cabeça. Tem três pares de apêndices semelhantes às mandíbulas e cinco pares de apêndices locomotores. Destes, o primeiro pode se transformar em urna pinça, fraca ou forte;

- o abdômen (seis segmentos) varia em tamanho. Pode ser longo, como na lagosta, ou atrofiado, como no caranguejo. Cada segmento possui um par de patas falsas que desempenham papel na reprodução; muitas vezes a fêmea deposita os ovos nesses apêndices. A reprodução é sexuada e a fertilização, externa. O camarão, por exemplo, deposita o esperma no tórax da fêmea e a fertilização dos ovos pode demorar alguns dias.

Os crustáceos são divididos em dois grupos:

Decápodes - São crustáceos que possuem dez patas. Geralmente, as duas patas dianteiras são modificadas e bem desenvolvidas para captura de alimentos.
Os principais representantes dessa classe são os camarões, caranguejos, lagostas e siris.

Isópodes - apresentam numerosas patas e todas semelhantes. O principal representante desse grupo é o Tatuí.

RESPIRAÇÃO Os crustáceos são animais adaptados à vida no ambiente aquático, respirando através de brânquias que geralmente se desenvolvem na base dos apêndices torácicos. Embora a maioria dos crustáceos seja aquática, ha espécies que invadiram o meio terrestre, como é o caso do tatuzinho de jardim (ou tatu-bola), da barata-da-praia (gênero Ligia) e dos caranguejos terrestres ou caranguejoa-fantasma (gênero Ocypode), muito comum nas partes secas das nossas praias e dunas de areia. Estas formas, entretanto, não tem adaptações completas ao meio terrestre, dependendo de brânquias para a sua respiração, que devem ser sempre umedecidas ou matidas úmidas para as trocas gasosas.
EXCREÇÃO A excreção dos crustáceos é feita através de um par de glândulas verdes ou antenas, localizado próximo às antenas e abrindo-se para o exterior atravpes de um poro excretor na base ventral das segundas antenas.
REPRODUÇÃO A maioria dos crustáceos é de sexos separados, embora existam espécies hermafroditas, a fecundação é cruzada, envolvendo copulação. Em geral, as fêmeas de crustáceos incubam seus ovos em apêndices do corpo, como ocorre com as lagostas e caranguejos, ou em sacos ovígeros formados quando os ovos são expelidos, como ocorre em copépodes. Na maioria dos casos, o desenvolvimento é indireto, com larvas livre-natantes, podendo existir mais de um tipo de larva no mesmo ciclo de vida. Em geral, do ovo surge uma larva náuplio, que se transforma em uma larva zoez, mas esse padrão varia muito de grupo para grupo.
Em algumas espécies, como é o caso do lagostim, as fases larvais são suprimidas, sendo que do ovo emerge um jovem: o desenvolvimento, nesses casos, é direto.

Quando adultos muitos dos crustáceos se mostram completamente diferentes de quando nascem, pois nesta fase cobre-se com uma casca grossa . Na sua fase larval, os crustáceos menores servem de alimento para muitos peixes.

O menor crustáceo existente é a pulga-d’água, é tão pequena que mal pode ser vista a olho nu; já o maior deles é o caranguejo.

De uma maneira geral, os crustáceos são carnívoros ou onívoros. Eles alimentam-se de carne, peixe, mexilhão, as carnes magras são muito apreciadas em sua dieta.


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