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DNA: 1. Clonagem

Página 3 Pedagogia & Comunicação | Folha de S. Paulo


Clonagem é o processo de criar um organismo geneticamente idêntico por meios assexuados. Ela tem sido usada por muitos anos para produzir plantas (até cultivar uma planta a partir de um corte é um tipo de clonagem). A palavra "clone" vem do grego "klón", que significa "rebento" ou "broto".

Clones são um conjunto de células ou um organismo cujo conjunto de genes é idêntico ao de outro organismo. Na natureza, a clonagem ocorre em processos como a reprodução assexuada, tanto de animais quanto de vegetais, bem como na formação de gêmeos idênticos (univitelinos).

O tipo de clonagem mais divulgado é a chamada clonagem reprodutiva. Nesse processo, o núcleo de uma célula somática (célula não sexual) de um doador é transmitido para um óvulo receptor, do qual o núcleo foi removido. Esse óvulo é estimulado quimicamente, dando-se início ao processo de divisão celular e de formação do embrião, que é, então, implantado no útero do receptor. O embrião gerado será, portanto, um clone do doador, tendo o mesmo material genético.

A clonagem de DNA consiste na criação de inúmeras cópias de um mesmo gene. Nesse processo, um fragmento de DNA de um organismo doador é transferido para um vetor, que pode ser, por exemplo, um vírus, um cromossomo artificial de uma bactéria ou fungo. Geralmente, o vetor é inserido em uma célula bacteriana, onde passa a ser replicado. Essa técnica é utilizada para multiplicar genes de interesse científico.

A clonagem terapêutica é a técnica que permite a criação de células-tronco embrionárias. Essas células são muito importantes para estudos sobre tratamentos de doenças - como, por exemplo, doenças degenerativas do sistema nervoso - ou de regeneração de tecidos danificados por acidentes ou doenças. Embora os embriões utilizados não passem de 64 células - e, portanto, não apresentam sistema nervoso nem nenhum outro tipo de tecido -, essa técnica ainda gera polêmica, tanto pelo fato da utilização de embriões humanos quanto pela imagem mítica existente acerca da clonagem humana.

Para a criação da Dolly, em 1997, primeira experiência bem-sucedida de clonagem de um mamífero (clonagem reprodutiva), foram extraídas células da mama de uma ovelha e delas retiradas seu núcleo, que contém as informações genéticas. Esses núcleos foram injetados em oócitos - células que dão origem ao óvulo -, os quais tiveram sua função reprodutora reativada. Como só foi usado o DNA de uma fêmea, o resultado foi outra fêmea.

Desde então, os cientistas têm tido sucesso em clonar diversos animais. No ano passado, cientistas dos Estados Unidos clonaram embriões humanos para retirar células-tronco, sem que eles se desenvolvessem.

Muitos cientistas são contra a clonagem humana por ser muito arriscada. A própria Dolly apresentou problemas de saúde que podem estar relacionados ao processo, como envelhecimento precoce.



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