Fisiologia: 1. Músculo

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Prof. Janduí Amorim

A musculatura do animal tem como função promover a sustentação do seu corpo e sua locomoção. Tarefas que são realizadas em ação integrada com o esqueleto nos animais que possuem tal estrutura. Nos animais homeotérmicos (aves e mamíferos) os músculos também assuem importância na geração do calor que é distribuído pelo organismo através da corrente sanguínea.

A célula muscular é amplamente referida como fibra muscular. Sua membrana plasmática é chamada de sarcolema e seu retículo endoplasmático de retículo sarcoplasmático. As proteínas responsáveis por sua capacidade de contração são a actina e a miosina. Além disso, este tipo celular consegue armaenar carboidratos na forma de glicogênio, o qual é quebrado em moléculas de glicose utilizadas como fonte de energia para produção de ATP no processo de respiração celular.

Nos vertebrados há três tipos de fibras musculares: lisa, estriada esquelética e estriada cardíaca. Os dois últimos tipos, quando observados ao microscópio óptico apresentam manchas transversais denominadas estrias, resultantes do ordenamento dos filamentos de actina e miosina.

Fibra Muscular lisa

Apresenta aspecto fusiforme (afilada nas extremidades e larga no meio), é desprovida de estrias transversais e apresenta apenas um núcleo. Ocorre na musculatura visceral, como do tubo digestório, dos vasos sanguíneos e do útero. Sua contração ocorre de forma lenta e involuntária (independente de nosso comando consciente).

Fibra Muscular Estriada Cardíaca

Apresenta-se ramificada e com estrias transversais. Pode possuir um ou dois núcleos e se conecta com outras através de estruturas que aumentam sua adesão, os discos intercalares. Ocorrem no miocárdio (músculo cardíaco) e sua contração é rápida e involuntária.

Fibra Muscular Esquelética

Constitui a maior parte de nossa massa muscular. É uma célula longa e possui muitos núcleos, pois sua alta atividade nos mecanismos de contração e relaxamento para promover nossa sustentação e locomoção exige contínua síntese de metabólitos indispensáveis à sua contínua reparação.

Dentro das fibras musculares estriadas esqueléticas nós encontramos as miofibrilas, fileiras de unidades contráteis chamadas de sarcômeros. O sarcômero é composto de actina e miosina. Considerando-se que as células musculares não se dividem no indivíduo adulto, o aumento de massa muscular mediante exercícios físicos ocorre por aumento de volume de cada fibra e não do número de fibras, já que a produção de actina e miosina para a formação de miofibrilas é proporcional ao trabalho exigido ao músculo.

Rigor mortis é a conseqüência das modificações na constituição química do tecido muscular decorrentes da morte do indivíduo. Caracteriza-se pelo endurecimento dos membros do cadáver, impossibilitando que sejam movimentados por alguém, e deve-se à hidrólise do ATP necessário aos movimentos musculares de contração e relaxamento.

Segundo o fisiologista Huxley, a contração muscular deve-se ao deslizamento entre os miofilamentos de actina e miosina em cada sarcômero na presença de ATP como fonte de energia e dos íons Ca2+ e Mg2+ (observe na figura acima). Com o encurtamento dos sarcômeros, as miofibrilas e, conseqüentemente, as fibras musculares também encurtam. Assim como os neurônios fazem no disparo de um impulso, as células musculares obedecem à lei do tudo ou nada na sua contração: cada célula muscular está sempre totalmente contraída ou totalmente relaxada. Quando contraem, o fazem estimuladas por um impulso elétrico do sistema nervoso. Se o impulso não atinge um limiar mínimo sensível pela fibra muscular ela permanece inerte, mas se o estímulo atinge valor igual ou maior ao do limiar ela contrai de forma máxima. Portanto, o que faz um músculo contrair com maior ou menor intensidade não é o quanto cada uma de suas fibras foi estimulada por um nervo, e sim quantas células o nervo conseguiu atingir com estímulo igual ou superior a um limiar mínimo.

A creatina-fosfato é uma reserva de energia armazenada pela célula muscular para ceder seu fósforo ao ATP por uma via anaeróbica. Como o ATP é a fonte direta de energia para o movimento muscular, este é facilitado.

Tônus muscular é o estado de ligeira contração em que o músculo se encontra normalmente. Se não hovesse tônus na musculatura em geral, os músculos demorariam mais para contrair na realização de um movimento. Ou, na face, ficaríamos com “cara de bêbado”.


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