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Sistemas humanos - Sistema Nervoso: 1. Sistema Nervoso - Introdução

Prof. Janduí Amorim

Desde a retirada rápida de uma mão que toca uma superfície excessivamente quente à manipulação de ferramentas complexas como um torno mecânico. Desde o vôo de uma ave até a contração de um pólipo sob o toque de um mergulhador curioso. Todas as ações e reações de um organismo animal enterozoário (todos os que estudamos no ensino médio, menos os Poríferos, que são Parazoários) diante do universo que o cerca e estimula positiva ou negativamente dependem de mecanismos de controle exercidos por dois conjuntos de órgãos distintos: o sistema nervoso e o sistema endócrino. O primeiro opera através de impulsos nervosos de natureza elétrica dando sinais aos nossos órgãos para que trabalhem de acordo com as nossas necessidades voluntárias (como apertar um botão) e involuntárias (como respirar). O segundo fornece tais sinais involuntariamente, através de hormônios – substâncias lançadas na corrente sanguínea por glândulas endócrinas para desencadearem reações específicas em órgãos específicos. Por exemplo, quando nos deparamos com certas situações de risco, as glândulas adrenais, estimuladas pelo sistema nervoso, liberam no sangue o hormônio adrenalina fazendo com que diversos órgãos cooperem deixando o organismo em prontidão para situações críticas, como de fuga ou luta.

Assim, podemos entender o sistema nervoso como uma conexão entre nosso organismo e o ambiente com o qual nos relacionamos e do qual dependemos para nossa nutrição, reprodução, locomoção etc. Ele é capaz de obter informações do meio ao nosso redor, permitindo-nos elaborar e efetuar respostas e esses estímulos. Dessa forma, um lagarto pode localizar, capturar e devorar um inseto quando estiver faminto, ou fugir em disparada quando se sentir ameaçado.

O neurônio

A célula fundamental do Sistema Nervoso é o neurônio, é capaz de produzir e conduzir impulsos elétricos, neste caso, chamados de impulsos nervosos. Organiza-se em três regiões: a dos dendritos, filamentos relativamente curtos e extremamente ramificados; a do corpo celular, região de maior volume onde se encontra o núcleo da célula; e a do axônio, uma região filamentosa única e alongada que emerge a partir do corpo celular e se ramifica em sua extremidade. O impulso sempre percorre o neurônio iniciando pelos seus dendritos, passando pelo corpo celular e indo em direção ao fim do axônio. Esta última região é envolvida pelas células de Schwann, que produzem ao seu redor a bainha de mielina. A mielina é um lipídio que age como isolante elétrico otimizando a condução do impulso nervoso pelo axônio. Entre uma célula de Schwann e outra existe um curto setor desprovido de mielina com aparência de um estragulamento. Cada um destes setores é denominado um nódulo de Ranvier.

Além dos neurônios, o tecido nervoso possui as chamadas células da glia ou neuróglia. Incapazes de gerar e propagar eletricidade, mas importantes na manutenção das condições adequadas à sobrevivência dos neurônios no tecido, fornecendo-lhes sustentação, nutrição e proteção contra agentes patogênicos.


Esquema do neurônio e de seus anexos como descritos acima

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