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Sistemas humanos - Sistema Reprodutor: 3. Aparelho Reprodutor Masculino

Universidade Católica de Pelotas - UCPel

O aparelho reprodutor masculino é formado pelos testículos, ductos excretores (genitais) , glândulas acessórias e pênis.

Os órgãos constituíntes contribuem para a formação primária, a reprodução. E ainda para a produção e o transporte de espermatozóides, a secreção de fluídos e a deposição de sêmen no trato feminino. O órgão copulador também transporta urina para o ambiente externo.

Os testículos são dois e localizam-se fora da cavidade abdominal, pois precisam ser mantidos a uma temperatura inferior (aproximadamente 2°C) à temperatura corporal. Alojam-se dentro da bolsa escrotal, que é uma estrutura revestida por pele com uma camada rica de músculo liso. Os testículos são envolvidos por uma cápsula chamada albugínea, de tecido conjuntivo, rico em fibras colágenas. Cada testículo se divide em 250 lóbulos testiculares. Cada um destes apresenta de um a quatro túbulos seminíferos imersos em tecido conjuntivo frouxo, contendo vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais, também conhecidas como células de Leydig. Os testículos têm a importantíssima função de produzir espermatozóides e hormônio sexual masculino.

Espermatozóide é a célula reprodutora masculina formada por uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A fecundação, principal objetivo do espermatozóide, ocorre no momento que esse entra no óvulo, formando o embrião.
A cabeça forma o maior volume do espermatozóide, essa constitui o núcleo, onde se encontra o material genético. Esse material faz com que as características do filho sejam semelhantes às do pai. A cauda ou flagelo proporciona ao espermatozóide a capacidade de locomoção.

Os ductos genitais e as glândulas acessórias fabricam secreções que, juntamente com a contração da musculatura lisa, impelem os espermatozóides para o exterior. Além disso, essas secreções auxiliam na nutrição dos espermatozóides. Em conjunto, essas secreções e os espermatozóides compõe o sêmen ou esperma.

Os túbulos seminíferos consistem em uma túnica de tecido conjuntivo, uma lâmina basal e uma camada interna, constituída pelo epitélio seminífero ou germinativo, que é onde ocorre a espermatogênese e a espermiogênese. Neste epitélio germinativo é que se encontram as células de Sertoli e as células da linhagem espermatogênica.

As células de Sertoli têm forma piramidal; são alongadas; apóiam-se sobre a membrana basal do túbulo seminífero; possuem citoplasma claro, pouco delineado, e muito irregular; apresentam núcleo alongado, com cromatina finamente dispersa e nucléolo bem distinto. Essas células têm a função de produzir um fluido que, através de sua correnteza, leva os espermatozóides; de dar suporte e coordenar a nutrição dos espermatozóides em formação, por meio da regulação da passagem dos nutrientes trazidos pelo sangue; e de fagocitar e digerir os restos de citoplasma que se desprendem das espermátides.

Durante a puberdade, no testículo, as células de Leydig ou células intersticiais, que estavam quiescentes, tornam-se arredondadas ou poligonais, com núcleo central e citoplasma com gotículas de lipídios. Essas células são responsáveis pela produção da testosterona, o hormônio sexual masculino.

Os espermatozóides produzidos nos testículos são transportados pelos ductos epididimário e deferente. Internamente, o ducto epididimário é revestido por epitélio pseudo-estratificado, formado por células basais arredondadas e por células prismáticas. Tal epitélio é apoiado numa lâmina basal envolvida por tecido conjuntivo frouxo e fibras musculares lisas. Essa musculatura lisa, através de contrações peristálticas, ajuda no transporte dos espermatozóides em direção ao canal deferente, e também auxilia no processo da ejaculação.

O ducto deferente é um túbulo reto que liga o epidídimo à uretra prostática. Possui uma mucosa pregueada e revestida por epitélio pseudo-estratificado prismático com estereocílios; uma lâmina própria de tecido conjuntivo, com muitas fibras elásticas; uma camada muscular bastante desenvolvida, formada por uma camada média circular e duas camadas longitudinais (interna e externa); e uma camada adventícia de tecido conjuntivo. Em sua porção terminal, o ducto deferente apresenta uma dilatação, a ampola, onde o epitélio fica mais espesso e onde desemboca a vesícula seminal. Na porção intra-prostática esse ducto denomina-se ducto ejaculatório e apresenta mucosa igual à da ampola sem, no entanto, a camada muscular.

As vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais constituem as glândulas acessórias do aparelho reprodutor masculino.

A função das vesículas seminais é de secretar substâncias ativadoras dos espermatozóides, como diversas proteínas, prostaglandinas, frutose, inositol e citrato. Elas são em número de dois e apresentam uma mucosa pregueada, com um epitélio simples ou pseudo-estratificado prismático, com células cheias de grânulos de secreção. Possui uma lâmina própria abundante em fibras elásticas e é circundada por uma camada muscular lisa, que apresenta uma lâmina interna de fibras circulares e outra externa de fibras longitudinais. As secreções das vesículas seminais são acumuladas dentro da glândula e expelidas na ejaculação, graças à contração da musculatura lisa. A quantidade de secreção dessas glândulas varia conforme a testosterona.

A próstata produz e armazena o líquido prostático, que é expelido na ejaculação. Ela é formada por 30 a 50 glândulas tubuloalveolares ramificadas, cujos ductos desembocam na uretra prostática. Envolvendo a próstata, existe uma cápsula fibroelástica rica em músculo liso, que envia septos que entram na glândula. Na próstata identificamos três zonas distintas. A zona mais interna apresenta um epitélio pseudo-estratificado e é formada pelas glândulas da mucosa. Na zona intermediária ou de transição encontram-se as glândulas da submucosa, onde freqüentemente ocorre a maioria dos processos de hiperplasia benigna, causando dificuldades na micção. E, a zona periférica é a mais volumosa e é formada pelas glândulas principais, apresentando um epitélio mais regular. Esta zona, no entanto, destaca-se por ser o maior local de origem dos tumores malignos (câncer) de próstata. Sem significado conhecido, muitas vezes encontram-se dentro da luz prostática diversos pequenos corpos esféricos de menos de ¼ de milímetro de diâmetro que, em geral, se calcificam. A testosterona influencia também nas secreções da próstata. A falta desse hormônio causa a regressão da glândula.

As glândulas bulbouretrais são formações pares, situadas atrás da uretra membranosa, onde desembocam. Elas têm o tamanho de uma ervilha e são glândulas túbuloalveolares com células do tipo mucoso. Entre os septos que separam seus lóbulos, há músculo liso e esquelético. Sua secreção é clara e funciona como lubrificante.

O pênis é formado principalmente por três massas cilíndricas de tecido eréctil e pela uretra, envolvidas externamente por pele. Dorsalmente localizam-se duas dessas massas, que são os corpos cavernosos do pênis. A outra massa envolve a uretra peniana e, por isso, chama-se corpo cavernoso da uretra. Em sua porção terminal, ele dilata-se para formar a glande. A túnica albugínea do pênis, uma resistente membrana de tecido conjuntivo denso, envolve os três corpos cavernosos. Estes são formados por espaços venosos revestidos por endotélio.

O prepúcio é uma prega retrátil da pele do pênis que contém tecido conjuntivo e, em seu interior, músculo liso. Glândulas sebáceas podem ser encontradas na pele que reveste a glande e na dobra interna do prepúcio. As glândulas mucosas de Littré são encontradas ao longo da uretra peniana.


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