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Viroses: 06. Parotidite (Caxumba)

Laboratório Merck e Schering do Brasil

A parotidite (também chamada de caxumba ou papeira) é uma infecção viral contagiosa que causa um aumento doloroso das glândulas salivares. É uma infecção viral (vírus da família Paramyxoviridae, gênero paramyxovirus) das glândulas salivares (geralmente a parótida), sublinguais ou submandibulares, todas próximas aos ouvidos.

É transmitida através da inalação de gotículas que contêm o vírus e que flutuam no ar procedente de espirros ou da tosse ou através do contato direto com objetos contaminados por saliva infectada. A infecção também pode afetar outros órgãos, sobretudo em adultos.

A parotidite é menos contagiosa que o sarampo ou a varicela. Em áreas superpopulosas, a parotidite ocorre durante todo o ano, porém é mais freqüente no final do inverno e no início da primavera. Podem ocorrer epidemias quando pessoas propensas vivem juntas em condições de aglomeração. Embora a doença possa ocorrer em qualquer idade, a maioria dos casos ocorrem em crianças com 5 a 15 anos de idade. A sua ocorrência em crianças com menos de 2 anos é incomum. Uma infecção pelo vírus da parotidite geralmente confere imunidade permanente.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas começam 14 a 24 dias após a infecção. Calafrios, cefaléia, inapetência, mal-estar generalizado e febre baixa podem ocorrer 12 a 24 horas antes que uma ou mais glândulas salivares comecem a aumentar de volume. Contudo, 25 a 30% das pessoas não apresentam esses sintomas. O primeiro sintoma da infecção de uma glândula salivar é a dor durante a mastigação ou à deglutição, particularmente quando a pessoa deglute líquidos ácidos (p.ex., sucos de frutas cítricas [laranja, limão etc.]). As glândulas são dolorosas à palpação. Neste estágio, a temperatura geralmente aumenta (39,4 a 40 oC) As glândulas salivares tornam-se mais volumosas em torno do segundo dia.

O médico investiga a possibilidade de parotidite quando uma pessoa apresenta glândulas salivares aumentadas de volume. O diagnóstico é muito provável quando isto ocorre durante uma epidemia de parotidite. Em outras ocasiões, pode ser necessária a realização de certos exames para que sejam descartadas outras causas possíveis. Exames laboratoriais podem identificar o vírus da parotidite e seus anticorpos, mas eles são raramente necessários para o estabelecimento do diagnóstico.

Prognóstico e Complicações

A maioria das crianças com parotidite recupera- se completamente sem problemas, mas, em raros casos, os sintomas podem piorar novamente após aproximadamente 2 semanas. As complicações podem envolver outros órgãos além das glândulas salivares, particularmente nas pessoas que são infectadas após a puberdade.

As complicações podem ocorrer antes, durante ou após o aumento das glândulas salivares ou podem ocorrer sem que as glândulas salivares sejam afetadas.

Aproximadamente 20% dos homens que contraem a infecção após a puberdade apresentam orquite (inflamação dolorosa de um ou de ambos os testículos). No processo de cura, pode ocorrer atrofia do testículo afetado. Em raros casos, o testículo é lesado de forma permanente. Uma outra complicação rara é a ooforite (inflamação de um ou de ambos os ovários) na mulher. A ooforite causa uma dor abdominal discreta e, raramente, infertilidade.

A parotidite pode causar uma encefalite (inflamação cerebral) ou uma meningite (inflamação das membranas que revestem o cérebro) viral, causando cefaléia, rigidez cervical (do pescoço), sonolência, coma ou convulsões. Aproximadamente 5 a 10% das pessoas com parotidite apresentam meningite. A maioria delas recupera-se completamente. Uma em cada 400 a 6.000 pessoas com parotidite apresenta encefalite. Uma pessoa que a apresenta tem uma maior probabilidade de apresentar uma lesão nervosa ou cerebral permanente (p.ex., surdez ou paralisia dos nervos faciais). Geralmente, este tipo de lesão afeta apenas um dos lados do corpo.

A pancreatite (inflamação do pâncreas) pode ocorrer mais no final da primeira semana. Esta complicação pode causar náusea e vômito leves a intensos, juntamente com dores abdominais. Esses sintomas desaparecem em aproximadamente uma semana e o indivíduo recupera-se completamente.

A inflamação pode afetar vários outros órgãos. Por exemplo, quando ela afeta os rins, o indivíduo pode eliminar grandes volumes de uma urina diluída. A inflamação articular pode causar dor em uma ou mais articulações.

Prevenção e Tratamento

A vacinação contra a parotidite é rotina na infância. A vacina contra a parotidite é geralmente administrada pela via intramuscular combinada com as vacinas contra o sarampo e contra a rubéola.

Após o início da infecção, ela tem que seguir sua evolução. Como a pessoa pode apresentar dor ao mastigar, pode ser necessário o consumo de alimentos moles. Os alimentos e líquidos ácidos (p.ex., sucos de frutas cítricas) fazem com que a glândula salivar secrete saliva, o que pode ser doloroso. Para a cefaléia e para o mal-estar, podem ser usados analgésicos (p.ex., acetaminofeno e ibuprofeno). A aspirina não é administrada a crianças ou adolescentes porque ela pode aumentar o risco de síndrome de Reye.

Os meninos ou homens com orquite devem fazer repouso ao leito. O escroto pode ser sustentado por uma fita adesiva protegida com algodão, formando um tipo de ponte entre as coxas. Pode ser feita aplicação de bolsa de gelo para diminuir a dor.

Quando a pancreatite causa náusea e vômito intensos, pode ser realizada a administração intravenosa de líquidos.


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