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Viroses: 08. Rubéola

PDAMED | Portal da PM de Minas Gerais

Doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória. É uma doença geralmente benigna mas que pode causar malformações no embrião em mulheres grávidas.

O vírus da rubéola é um membro da família Togaviridae, do gênero Rubivirus (imagem ao lado), com genoma de RNA unicatenar (simples) de sentido positivo (serve de mRNA para síntese protéica diretamente).

A transmissão é por contacto direto, secreções ou pelo ar. O vírus multiplica-se na faringe e nos órgãos linfáticos e depois dissemina-se pelo sangue para a pele. O período de incubação é de duas a três semanas.

A infecção, geralmente, tem evolução benigna e em metade dos casos não produz qualquer manifestação clínica. As manifestações mais comuns são febre baixa (até 38ºC), aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, manchas (máculas) cor-de-rosa (exantemas) cutâneas, inicialmente no rosto e que evoluem rapidamente em direção aos pés e em geral desaparecem em menos de 5 dias. Outros sintomas são a vermelhidão (inflamação) dos olhos (sem perigo), dor muscular das articulações, de cabeça e dos testículos, pele seca e congestão nasal com espirros.

O vírus da rubéola só é realmente perigoso quando a infecção ocorre durante a gravidez, com invasão da placenta e infecção do embrião, especialmente durante os primeiros três meses de gestação. Nestas circunstâncias, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e mal-formações congênitas (cataratas, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, microcefalia com retardo mental ou espinha bífida). Uma infecção nos primeiros três meses da gravidez pelo vírus da rubéola é suficiente para a indicação de aborto voluntário da gravidez.

Contagiosidade
A rubéola é menos contagiosa do que o sarampo e muitas crianças nunca chegam a ser contagiadas. Não obstante, a rubéola é grave, sobretudo para as mulheres grávidas. Uma mulher infectada durante as primeiras 16 semanas (particularmente as primeiras 8 ou 10 semanas) de gravidez pode abortar, dar à luz um bebé morto ou ter um bebé com deficiências congénitas. Entre 10 % e 15 % das mulheres adultas jovens nunca tiveram rubéola, pelo que podem correr o risco de ter filhos com graves deficiências congénitas se forem infectadas no início da gravidez.

As epidemias ocorrem em intervalos irregulares durante a Primavera. As maiores epidemias ocorrem de 6 em 6 ou de 9 em 9 anos. Nos países desenvolvidos actualmente o número de casos é menor que nunca. Um único ataque de rubéola imuniza a pessoa por toda a vida.

Sintomas

Os sintomas começam entre o 14º e o 21º dias depois da infecção. Nas crianças, a doença começa com um período de 1 a 5 dias de mal-estar ligeiro, com inflamação de gânglios do pescoço e da nuca e, por vezes, dor nas articulações. A garganta não está inflamada, mas fica vermelha no princípio da doença. Nos adolescentes e nos adultos, estes sintomas precoces podem ser muito ligeiros ou até não aparecer em absoluto. Também aparece uma erupção ligeira que dura aproximadamente 3 dias: começa na cara e no pescoço e estende-se rapidamente para o tronco, os braços e as pernas. À medida que aparece, a pele avermelha-se, sobretudo na cara. Aparecem manchas rosadas no céu da boca, que depois se fundem até formarem uma placa vermelha que se estende para a parte posterior da boca.

Tratamento

Como acontece com muitas outras doenças virais não existe um tratamento específico para a rubéola, que é uma doença auto limitada, ou seja, que evolui espontaneamente para a cura ao fim de alguns dias. O tratamento tem apenas como objectivo o alívio dos sintomas presentes (controlo da febre se esta for elevada e alívio das dores articulares, se estão presentes). O paracetamol, que tem simultaneamente efeito sobre a febre e a dor, pode ser utilizado para esse fim.

A vacina contra a rubéola é uma das imunizações sistemáticas da infância. A vacina costuma ser injectada no músculo juntamente com as vacinas da parotidite e do sarampo.

Os sintomas da rubéola quase nunca são tão graves ao ponto de requerer tratamento. Uma infecção no ouvido médio pode ser tratada com antibióticos, mas nenhum tratamento pode curar a encefalite.

Prevenção

Para diminuir a circulação do vírus da rubéola, a vacinação é muito importante, a qual é recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contacto com a doença (vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação.


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