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A gripe aviária


Também chamada de Influenza Aviária, doença foi identificada pela primeira vez na Itália, há cerca de 100 anos. Acreditava-se que a gripe só infectava aves até que os primeiros casos humanos foram detectados em Hong Kong, em 1997. Na época, todas as aves - em torno de 1,5 milhão - foram mortas em três dias. Especialistas acreditam que a medida foi decisiva para conter a epidemia.

Todas as aves são suscetíveis à gripe, mas algumas espécies como os patos, são mais resistentes e aves como frangos e perus são particularmente vulneráveis. Eventualmente, porcos também podem ser infectados.

O ser humano pode pegar a doença por meio de secreções dos sistemas respiratório e digestivo das aves infectadas ou por um contato direto com a ave. A contaminação pode ocorrer também indiretamente, através da condução do vírus por meio de veículos de transporte, bebedouros, água, comedouros, ração, gaiolas, roupa, calçados e botas. O vírus consegue sobreviver por um longo período nos tecidos e nas fezes das aves mortas, particularmente sob baixas temperaturas. Além disso, o contato com carne não cozida das aves (incluindo sua preparação) podem provocar a infecção. Na epidemia de 1997, todas as 18 pessoas infectadas conviviam com os animais em mercados ou fazendas.

Existem 15 diferentes variações do vírus, sendo considerada mais agressiva o H5N1, que pode infectar humanos que tiveram contato com aves doentes, causando uma doença muito severa. De todos os vírus que cruzaram a barreira das espécies, essa variante foi a que causou o maior número de casos entre homens e mulheres.

Diferentemente da gripe normal, que provoca infecções no aparelho respiratório, a gripe aviária segue um curso clínico que se caracteriza por uma deterioração rápida e morte na maioria dos casos, causando pneumonia viral e falência múltipla dos órgãos. Desde que reapareceu, em 2003, mais de a metade das pessoas que contraíram a doença morreram.

A doença pode propagar-se de um país para outro por meio do comércio internacional de aves domésticas vivas. As aves migratórias e as aves aquáticas migratórias podem carregar o vírus por longas distâncias e eliminá-los nas fezes.

Sintomas

Em seres humanos, a gripe aviária se caracteriza pelos seguintes sintomas: febre, tosse, dor de garganta e muscular (que aparecem também em gripes normais), conjuntivite, pneumonia, dificuldade de respiração, pneumonia viral e outras complicações severas que ameaçam a vida do doente.

Medidas de Controle

As principais medidas de controle são a rápida destruição de todas as aves infectadas ou expostas à doença, o descarte adequado das carcaças, quarentena e desinfecção rigorosa das granjas. As restrições ao transporte de aves domésticas vivas, tanto no próprio país como entre países, também é importante.

No Brasil, a vigilância em relação à gripe aviária está implantada desde o ano 2000 e unidades de saúde/pronto atendimento e laboratórios estão em sentinela para qualquer sintoma da doença. Para dar suporte a esse sistema, desenvolveu-se um sistema de informação, o SIVEP - Gripe, com transmissão de dados on line , garantindo assim a disponibilização dos dados em tempo real. Para o diagnóstico laboratorial são realizados testes específicos em amostras de secreção nasofaríngea, coletada por aspirado nasofaríngeo e/ou swab combinado.

Medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aos países afetados pela gripe aviária

1- Utilização de equipamento adequado para proteção pessoal dos abatedores e transportadores de aves:

- roupas de proteção, de preferência macacões e aventais impermeáveis ou roupas cirúrgicas com mangas longas e aventais impermeáveis;
- luvas de borracha, que possam ser desinfetadas;
- máscaras N95 de preferência 1 ou máscaras cirúrgicas 2;
- óculos de proteção;
- botas de borracha ou de poliuretano que possam ser desinfetadas ou proteção descartável para os pés.

2- Lavagem freqüente das mãos com água e sabão. Os abatedores e transportadores devem desinfetar suas mãos depois de cada operação.

3- A limpeza do ambiente deve ser realizada nas áreas de abate, usando EPI (equipamentos de proteção individual) descritos anteriormente.

4- Todas as pessoas expostas a aves infectadas ou a fazendas sob suspeita devem ser monitoradas pelas autoridades sanitárias locais e recomenda-se, além da vacina
contra o influenza, o uso de antivirais para o tratamento de suspeitas de infecções respiratórias causadas pelo vírus.

5- É importante que comuniquem imediatamente ao serviço de saúde o aparecimento de sintomas tais como dificuldade de respirar, conjuntivite, febre, dor no corpo ou outros sintomas de gripe. Pessoas com alto risco de complicações graves de influenza (imunodeprimidos, com 60 anos e mais de idade, com doenças crônicas de coração ou pulmões) devem evitar trabalhar com aves infectadas.

6- Devem ser coletados, para investigação do vírus da influenza, os seguintes espécimes clínicos de animais (inclusive suínos): sangue e post mortem (conteúdo intestinal, swab anal e oro-nasal, traquéia, pulmão, intestino, baço, rins, fígado e coração).

Fontes: Veja on-line | Embrapa

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