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Plutão não é mais um planeta


Reunidos em Praga, capital da República Tcheca, em meados de agosto de 2006, 2.500 astrônomos da União Astronômica Internacional (International Astronomical Union, IAU, em inglês), estão redefinindo a maneira pela qual compreendemos o Sistema Solar. Após longas e intensas controvérsias, excluíram Plutão da categoria de planeta. Em 2003, quando foi descoberto um corpo celeste maior e mais distante que Plutão (a pedra de gelo UB313, apelidada de Xena), a comunidade científica internacional discute se estes astros são ou não planetas. Isso por que, assim como Plutão, Xena pertence ao cinturão de Kuiper, uma região misteriosa além de Netuno que contém milhares de cometas e objetos planetários.

Com a decisão votada no plenário da XXVI Assembléia Geral da entidade, se reduz o número de planetas no Sistema Solar de nove para oito: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Desde que foi descoberto pelo cientista americano Clyde Tombaugh, em 1930, Plutão era considerado o menor, mais frio e mais distante planeta do Sistema Solar. Estima-se que a temperatura superficial média do planeta chegue a 215 graus abaixo de zero.

A descoberta de sua única lua em 1978, Caronte, permitiu a determinação de seu diâmetro observando-se ocultações entre os dois objetos. Quando Plutão percorre sua própria órbita, que equivale a 247 anos, cinco meses e cinco dias terrestres, consegue penetrar na órbita de Netuno. Desta maneira, fica mais perto do Sol do que seu vizinho durante 20 anos. Apenas a sonda Pioneer 10, da Nasa, lançada ao espaço em 1973, foi capaz de ultrapassar sua órbita, em 1993.

Tradicionalmente, um corpo celeste, sem luz própria, que gira em torno de uma estrela, era considerado um planeta. Em Praga, chegou-se a um novo conceito, que leva em conta outros elementos. No caso de Plutão, ele é considerado muito pequeno e sua órbita em relação ao Sol sofre influência da órbita de Netuno, além de não ser paralela à dos outros oito planetas do sistema solar.

Ceres já foi considerado um planeta e depois foi renomeado à categoria de asteróide. Plutão é alvo de discussões há anos. Muitos astrônomos o consideravam muito pequeno para ser um planeta, mas esse argumento do tamanho era considerado insuficiente por outros cientistas e Caronte é tido como um satélite de Plutão.

O estabelecimento das novas definições deve mudar ainda mais o mapa do Sistema Solar, pois que cerca de 50 corpos celestes semelhantes a Plutão e Xena não foram enquadrados na categoria de asteróides, mas de um terceiro grupo que talvez venha a se chamar de planetas-anões.

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