dcsimg

Pernambuco: 2. Aspectos Geográficos, Físicos e Humanos

  • Data de publicação
Colaboração

Pernambuco é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Situado a centro-leste da região Nordeste, Pernambuco tem uma áres de 98.281 km2 mais os 18,2 km2 do arquipélago de Fernando de Noronha que, em 1988, foi reincorporado ao seu território. Limita-se, ao Norte, com o Ceará e a Paraíba; a Oeste, com o Piauí; ao Sul, com Bahia e Alagoas; a Leste, com o Oceano Atlântico.

Sua capital é a cidade do Recife, e a sede administrativa é o Palácio do Campo das Princesas).

Número de municípios: 184.

Está dividido em três grande regiões geoeconômicas: Litoral/Mata, Agreste e sertão.

Clima

No Litoral/Mata, o clima é tropical úmido, com chuvas de outono a inverno, numa média histórica situada entre 1.500 a 2.000 milímetros anuais; na área de caatinga, ou Sertão, (que corresponde a dois terços do território estadual) predomina o clima tropical semi-árido, com baixa pluviosidade (média de 600m anuais de chuva) concentrada no verão, mas sujeita a irregularidades que acabam provocando secas prolongadas. Na faixa de transição entre a Zona da Mata e o Sertão, a pluviosidade fica entre 650 a 1.000 milímetros anuais.

Pernambuco tem, pelo menos, sete tipos diferentes de clima. Os climas secos (áridos, semi-áridos, secos e subsecos) representam 81,2% do total, enquanto os outros 18,8% são constituídos pelos climas úmidos.

Quando não há seca prolongada, ou seja, quando o período chuvoso é considerado normal, as chuvas em Pernambuco obedecem o seguinte calendário:

Litoral, Mata e Agreste - chove de abril a agosto
Sertão - chive entre novembro e março

Mas, isso não significa que que as chuvas são uniformes, ou seja, que chove exatamente na mesma época em todo o Sertão ou em todo o Agreste. Em cada uma dessas regiões, ocorrem diferentes microclimas, simultaneamente. Portanto, é bom ficar atento aos diferentes climas registrados nos municípios ou regiões pernambucanos.

Polígono das Secas

Pernambuco tem um total de 87.317 km2 (que é a soma das regiões Sertão e Agreste) localizados no chamado Polígono das Secas, que, como o nome já diz, é a região nordestina sujeita a secas periódicas. Essa área corresponde a 88,84% do território pernambucano. A parte mais crítica é a região Oeste do Estado (onde estão municípios como Afrânio, Santa Filomena, Terra Nova e Floresta), que tem as menores e mais irregulares precipitações pluviométricas: a média anual não supera os 500 milímetros, com o registro de um elevado número de anos em que as chuvas não alcançam os 200 milímetros anuais e, muitas vezes, ocorrendo num curto período de 05 a 10 dias.

Rios

Pernambuco dispõe de 13 grandes bacias hidrogáficas, mais seis bacias de pequenos rios litorânoes e sete dos chamados pequenos rios interiores. Os rios afluentes do São Francisco (que divide o Estado com a Bahia), como o Pajeú, Moxotó e outros, têm regime temporário. Os rios que nascem no Planalto da Borborema (como o Capibaribe, Beberibe, Ipojuca etc.) são perenes nos seus médios e baixos cursos. O principal rio pernambucano é o Capibaribe, que corta, inclusive, a capital Recife (foto ao lado).

Economia

Desenvolvimento insuficiente - Na República, até as décadas de 30 e 40, Pernambuco mantém o perfil social, econômico e político herdado em grande parte da colonização. Na Zona da Mata e no litoral predominam a monocultura canavieira tradicional e as atividades mercantis; no agreste e no sertão, mais vulneráveis à seca, permanece a agropecuária de subsistência.

A modernização acelerada do país, a partir dos anos 50 e 60, provoca poucas mudanças em Pernambuco. Os contrastes e conflitos internos da região acentuam-se. Em 1956 surgem as Ligas Camponesas, movimento em defesa da reforma agrária e dos direitos do homem do campo. Como todo o nordeste, o estado passa a contar com os recursos da Sudene. Recebe também investimentos da política de incentivos fiscais dos governos militares nos anos 70, sobretudo para a agroindústria do açúcar e do álcool e para alguns setores industriais, como o têxtil e o turístico. O desenvolvimento da indústria, porém, é insuficiente para absorver a mão-de-obra liberada pelo campo, o que impulsiona a migração para outras regiões do país.

Localizado no litoral do Nordeste, Pernambuco é um dos maiores centros turísticos do país. Com inúmeras praias e uma arquitetura que mostra a presença holandesa nos tempos do Brasil Colônia, Recife e Olinda são as cidades mais visitadas. O centro histórico de Olinda foi transformado em patrimônio da humanidade pela Unesco, mas corre o risco de sair da lista em razão do mau estado de conservação. O Carnaval e o Recifolia - Carnaval fora de época - atraem grande número de foliões. Destacam-se ainda a Festa de São João, em Caruaru, e o espetáculo da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, ambas no agreste. Em seus 187 km de costa situa-se uma das praias mais procuradas do Nordeste, o balneário de Porto de Galinhas, no sul. Outra atração é a ilha de Fernando de Noronha, a 340 km do litoral brasileiro. Na culinária tradicional têm destaque a buchada de carneiro e a de bode, o sarapatel, a carne-de-sol com macaxeira e a moqueca de frutos do mar.

Alterações no perfil econômico - A cana-de-açúcar, que durante séculos dominou a agricultura de Pernambuco, começa a dar lugar a plantações de rosas, gladíolos e crisântemos. Cidades como Garanhuns, Chã Grande e Paulista passam a se dedicar à floricultura por causa da decadência das grandes usinas de açúcar. Gravatá, a 83 km da capital, Recife, já é o segundo maior pólo floricultor do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

Além das flores, vêm crescendo as lavouras de café e as plantações de seringueiras. A fruticultura irrigada, produz, em 1999, 100 mil toneladas de frutas, como uva, manga, melancia e banana. O pólo principal fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco. Aumenta também a criação de cavalos e de gado bovino de leite e de corte. Pernambuco é ainda o quarto maior produtor nacional de ovos e o sexto de frangos de corte.

Apesar da lucratividade dessas atividades agropecuárias, a cana-de-açúcar ainda desempenha papel importante na economia do estado. Pernambuco tem a segunda maior produção de cana do Nordeste, atrás de Alagoas, e a safra de 2000 apresenta incremento de quase 20% em relação a 1999. Porém, esse aumento não reverte o fato de Pernambuco estar mudando seu perfil econômico e deixando de ser um estado agrícola: nos últimos anos, o setor cresce menos que a média nacional e perde investimentos para o Ceará.

Além da agricultura oficial, há cultivo clandestino de maconha. A maior parte das plantações fica na divisa com Bahia e Alagoas, o "polígono da maconha". De acordo com o governo federal, o lucro com a produção ilegal da erva chega a ser 100 vezes maior do que o conseguido com as culturas tradicionais.

O estado está se transformando em um grande centro de serviços. Um dos setores que crescem mais rapidamente é o de varejo. Como exemplo, a rede de supermercados Bompreço lidera o ranking das maiores empresas regionais por vendas e apresenta, na última década, um aumento médio de 7,5% ao ano. Só a Suape, que administra um complexo industrial e portuário, perto do Recife, cresce mais: 8,5% ao ano, em média.

Em 2005 a Petrobrás firmou acordo com a empresa Petróleos de Venezuela (PDVSA) para a construção de uma refinaria no complexo industrial e portuário de Suape, o mais completo pólo para a localização de negócios industriais e portuários da região nordeste brasileira. Orçado em US$ 2,5 bilhões a refinaria processará 200 mil barris de petróleo por dia a partir de 2001 e é estimado que o empreendimento gere cerca de 230 mil empregos diretos e indiretos.

Granito e calcário - Pernambuco se destaca na extração de recursos minerais, respondendo por 95% da oferta de gesso do país. Rico em granito e calcário, o subsolo vem permitindo o desenvolvimento das mineradoras.

O estado é o segundo em produção industrial do Nordeste, depois da Bahia. As principais empresas são as alimentícias e as dos setores químico, de materiais elétricos, comunicações, metalúrgica e minerais não metálicos. Seu pólo de informática, na região do Recife, está entre os cinco mais importantes do Brasil. Porém, no primeiro semestre de 2000, a indústria apresenta queda de 3,3% no faturamento, que segundo a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), apresenta queda de 11%. A massa salarial paga pelo setor pernambucano de transformação diminui em 3%.

Agricultura e pecuária

O setor agrário caracteriza-se pela monocultura da cana-de-açúcar (principal produto agrícola do estado) cultivada nos solos tipos massapê da Zona da Mata; o Agreste caracteriza-se pela policultura de gênero alimentícios, como feijão, mandioca, milho e banana; no Vale do São Francisco, atualmente a região mais promissora do Estado, há o cultivo de cebola, uva para produção de vinho e outras frutas para exportação. Em nível regional, Pernambuco tem um dos mais importantes rebanhos, com 2,1 milhões de cabeças (bovinos); 1,5 milhão (caprinos); 700 mil (ovinos); 600 mil (suínos). A pecuária leiteira está concentrada no Agreste e os rebanhos caprino/ovino no Sertão.

População

Em 2001, a população pernambucana é de 7.910.992 milhões de habitantes (6.052.142 milhões dos quais concentrados na área urbana e 1.858.850 residentes na área rural), com uma densidade demográfica (média de habitantes por km2) de 72,04h. O Sertão apresenta baixa densidade, com média de 26h/km2. É o segundo Estado mais populoso do Nordeste.

Cidades mais populosas: Recife (1.421.947 hab.), Jaboatão dos Guararapes (580.397 hab.), Olinda (368.643 hab.), Paulista (262.072 hab.), Caruarau (253.312 hab.), Petrolina (218.336 hab.), Cabo (152.836 hab.), Camaragibe (128.627 hab.) Vitória de Santo Antão (121.269 hab.), Garanhuns (117.587 hab.).

A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: Undefined offset: 1

Filename: subjects/article.php

Line Number: 60

>> AINDA SOBRE Pernambuco

Comentários

Siga-nos:

Confira no Passeiweb

  • O primeiro voo do Homem no espaço

    Em 12 de abril de 1961 o homem decolava, pela primeira vez, rumo ao espaço. Em 2011, no aniversário de 50 anos deste fato, ocorreram comemorações no mundo inteiro e, principalmente, na Rússia.
  • Tsunami

    Tsunami significa "onda gigante", em japonês. Os tsunamis são um tipo especial de onda oceânica, gerada por distúrbios sísmicos.
 

Instituições em Destaque

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e receba as últimas notícias do Vestibular além de dicas de estudo:
 
 
 
-

Notícias e Dicas - Vestibular

Cadastre-se na nossa newsletter e receba as últimas do Vestibular e dicas de estudo: