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Pernambuco: 5. Região: Sertão e São Francisco Pernambuco

Colaboração

É a maior região natural do Estado, ocupando 70% do território pernambucano. Está dividida em seis microrregiões: Araripina, Salgueiro, Pajeú, Moxotó, Petrolina e Itaparica (veremos logo abaixo). No geral, tem sua economia baseada na pecuária e plantio de culturas de subsistência.

É a região mais castigada pelas secas que atingem o semi-árido nordestino, com precipitação média anual entre 500 e 700 milímetros. Em Itaparica está localizada uma hidrelétrica do sistema Chesf e em Petrolina fica o maior pólo de produção de frutas do Estado, cultivadas com água irrigada do Rio São Francisco e destinadas à exportação.

Araripina

Microrregião localizada no semi-árido pernambucano, formada por 10 municípios, tem área de 11.792 km2. Predominam, em quase toda sua extensão, condições ecológicas desfavoráveis, com elevadas temperaturas, chuvas escassas e mal distribuídas, rios temporários e vegetação xerófila, tendo como atividades fundamentais as culturas de subsistência e a pecuária extensiva.

Apenas na parte setentrional da microrregião, onde está a Chapada do Araripe, as temperaturas são mais amenas e os níveis pluviométricos mais elevados, o que porporciona uma produção agrícola mais diversificada.

O grande destaque da Chapada do Araripe é a sua produção de gipsita cujas jazidas principais estão nos municípios de Araripina (foto acima), Ipubi, Trindade, Bodocó e Ouricuri, de onde saem 95% de todo o gesso consumido no Brasil. A cidade mais importante da microrregião é Araripina, onde estão instaladas várias indústrias de beneficiamento de gipsita.

A segunda mais importante cidade é Ouricuri que, além de mais populosa, dispõe de oferta de serviços diversificados e ocupa posição estratégica em relação à malha viária estadual, ligando-se por boas rodovias aos municípios de Araripina, Salgueiro e Petrolina, este último é o principal ponto de escoamento da produção de gesso do Araripe.

Salgueiro

Situada no Sertão Central do Estado, essa microrregião tem área de 8.834 km2, é formada por 07 municípios e apresenta clima semi-árido, com temperaturas elevadas, chuvas escassas e mal distribuídas, rios temporários e vegetação xerófila. Sua atividade econômica é baseada na pecuária extensiva e lavouras de subsistência.

A cidade mais importante é Salgueiro (foto ao lado), por ser a mais populosa; dispor de um pequeno grupo de indústrias de beneficiamento de couro; e por estar situada no centro da região sertaneja, onde se cruzam dois importantes eixos rodoviários (a BR-116 sentido Nortr/Sul e a BR-232 sentido Leste/Oeste), sendo passagem e ponto de convergência de pessoas e mercadorias oriundas do Sudeste para Fortaleza e outras cidades nordestinas.

O segundo município mais importante da microrregião é São José do Belmonte, onde situam-se reservas de minérios de ferro.

Vale do Pajeú

Formada por 17 municípios, tem extensão territorial de 8.663 km2 (correspondente a 8,78% do território estadual), situada no Sertão pernambucano. Predomina, em quase toda região, o clima semi-árido, sendo exceção a pequena área de microclima de altitude, onde está situado, por exemplo, o município de Triunfo.

Comparada às demais microrregiões sertanejas, tem atividade agrícola mais desenvolvida (por conta de condições ecológicas favoráveis), sendo o espaço da microrregião ocupado, predominantemente, pela pecuária (caprinocultura e bovinocultura) e pelas culturas de subsistência.

Nas áreas de brejo, a atividade agrícola é mais diversificada, incluindo a produção de frutas. A atividade industrial é pouco representativa, predominando unidades de pequeno porte. O comércio, embora seja pouco representativo em relação à receita do Estado, é importante para a microrregião, apresentando receita superior aos demais setores da economia local.

A principal cidade da microrregião é Serra Talhada (foto acima), por ser a mais populosa e pelos serviços existentes. Outras duas cidades importantes são Triunfo (por conta do clima) e São José do Egito, esta última considerada o berço da poesia popular nordestina.

Sertão do Moxotó

Tem extensão territorial de 8.929 km2, é formada por 07 municípios e o clima predominante é o semi-árido, com temperaturas elevadas, chuvas escassas e mal distribuídas, rios temporários e vegetação xerófila.

A economia da maioria dos municípios da microrregião é pouco representativa, baseada em atividades agropecuárias e cultivo de lavouras de subsistência. A cidade mais importante é Arcoverde (foto ao lado), que concentra quase metade da população urbana de toda a microrregião, e é um representativo centro comercial do interior do Estado.

Em Arcoverde também estão sediadas várias entidades federais e estaduais; existe um razoável número de indústrias e a cidade funciona, ainda, como expressivo centro médico e educacional do Sertão.

O crescimento de Arcoverde deve-se a sua posição geográfica: situada a meio caminho entre o Recife e o estremo Oeste do Estado, a cidade tornou-se ponto de passagem e convergência de pessoas e mercadorias para várias áreas do território pernambucano.

Petrolina

Situada na região do São Francisco pernambucano, é formada por 08 municípios e, como as demais microrregiões sertanejas, ocupa o semi-árido, tem clima quente e seco, chuvas escassas e mal distribuídas. A grande diferença é que o seu território é banhado pelo Rio São Francisco, o que dá à microrregião uma condição privilegiada.

Tem extensão territorial de 15.009 km2. A base da economia da microrregião é a agricultura, irrigada e de sequeiro. As áreas de sequeiro são oculpadas pelas culturas de subsistência, além da pecuária extensiva.

A agricultura irrigada (desenvolvida nas áreas ribeirinhas, de solos úmidos e férteis) utiliza moderna tecnologia para produzir cebola, feijão, tomate, melão, melancia, uva, alho, manga e outras culturas. Tem um importante setor industrial (de transformação de produtos não metálicos e de produção de alimentos), sendo que o município de Petrolina (foto acima) concentra quase que a totalidade das indústrias instaladas na microrregião.

É também em Petrolina onde estão concentrados mais de 60% de toda população urbana; comércio e serviços da microrregião. Dotada de aeroporto para grandes aeronaves, com vôos comerciais regulares utilizados inclusive para a exportação de produtos agrícolas, Petrolina se beneficia ainda de sua posição geográfica: equidistante de três capitais nordestinas (Recife, Fortaleza, Salvador), mantém intenso intercâmbio comercial.

Itaparica

Formada por 07 municípios, tem área de 9.714 km2, está localizada no semi-árido, tem clima quente e seco, com temperaturas elevadas, chuvas escassas e mal distribuídas. Sua vantagem é que, assim como o sertão de Petrolina, quase toda a microrregião é banhada pelo Rio São Francisco (com exceção apenas do município de Carnaubeira da Penha), o que possibilita o cultiva de culturas irrigadas em grandes faixas de terra.

Nas áreas de sequeiro, a principal atividade econômica é a pecuária extensiva, de pouca rentabilidade. Os mais representativos centros urbanos são Belém de São Francisco, Floresta e Petrolândia. A microrregião tem base econômica notadamente rural, destacando-se a produção de cebola em Belém do São Francisco.

O setor industrial é pouco diversificado, com pequenas indústrias que utilizam tecnologia de baixo nível. Na microrregião existe uma hidrelétrica do Sistema Chesf, a Hidrelétrica de Itaparica, e o setor de serviços apresenta diversificação de atividades, sobretudo nos gêneros de alimentação, hospedagem e atividades ligadas aos serviços públicos. O comércio tem pouca representatividade, está estreitamente ligado às atividades agrícolas da região.

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