Região Centro-Oeste: 1. O Pantanal Matogrossense

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Pantanal.com | Ambiente Brasil

No início da colonização do Brasil, a região pantaneira era ocupada por índios. Acredita-se que espanhóis vindos pela Bolívia iniciaram a colonização da área, por volta de 1.550, antes dos portugueses.

A partir da segunda metade do século XVI, os bandeirantes paulistas alcançaram a região, em busca de pedras preciosas e índios como mão-de-obra escrava. A hostilidade da região deu origem a muitas lendas e histórias contadas até hoje pelos caboclos chamados pantaneiros. Entre elas, há a história do Minhocão, uma poderosa cobra, provavelmente identificada como uma sucuri, que derrubava barrancos e gritava. Outros contos envolvem onças e seres sobrenaturais.

Uma das ultimas regiões a ser ocupada e desenvolvida no Brasil, o Pantanal abriga hoje um Parque Nacional, além de muitas fazendas, principalmente de gado.

O Pantanal Matogrossense é uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do Planeta integrando-o ao acervo dos patrimônios da humanidade. É a maior extensão úmida contínua do planeta. Hidrograficamente, todo o Pantanal faz parte da bacia do rio Paraguai constituindo-se em uma imensa planície de áreas alagáveis. Quando do período das cheias justifica a lenda sobre sua origem, que seria um imenso mar interior - o mar de Xaraés.

O clima é tipo quente no verão, com temperatura média em torno de 32°C e frio e seco no inverno, com média em torno de 21°C, ocorrendo ocasionalmente, geadas nos meses de julho e agosto. A união de fatores tais como o relevo, o clima e o regime hidrográfico da região favoreceram o desenvolvimento de numerosas espécies animais e vegetais que povoam abundantemente toda sua extensão.

O Pantanal entretanto não é um só. Existem 10 (dez) tipos de pantanal na região com características diferentes de solo, vegetação e drenagem, são eles:

  • Nabileque - 9,4 %;
  • Miranda, 4,6%;
  • Aquidauana, 4,9 %;
  • Abobral - 1,6 %;
  • Nhecolândia - 17,8 %;
  • Paiaguás - 18,3 %;
  • Paraguai - 5,3 %;
  • Barão de Melgaço - 13,3 %;
  • Poconé - 12,9 %;
  • Cáceres - 11,9 %.
A beleza proporcionada pela paisagem pantaneira fascina pessoas de todo o mundo fazendo com que o turismo se desenvolva em vários municípios da região. O desenvolvimento de um pensamento ambientalista e social para o pantanal matogrossense tem levado vários pesquisadores a discutirem o impacto da ocupação humana neste ecossistema.

Dentre os principais problemas ambientais destaca-se:

  • a pesca predatória;
  • a caça de jacarés;
  • a poluição dos rios da bacia do Paraguai;
  • os garimpos do Estado de Mato Grosso
  • a poluição das águas pelo mercúrio;
  • a hidrovia Paraguai-Paraná.
Tais questões tem sido alvo de uma extensa discussão e algumas ações ambientais por parte dos órgãos ambientais e da comunidade tem coibido tais agressões.

Fauna

650 espécies (no Brasil estão catalogadas 1580) - pica-pau, arara-azul (a arara-azul é uma das aves brasileiras em via de extinção, ameaçada tanto pela caça como pelo desaparecimento do seu habitat. A ave também aparece no Norte e Nordeste. Existem aproximadamente cerca de 4.000 no país e nos últimos 20 anos, mais de 15 mil araras foram retiradas do Brasil. Como é muito barulhenta, a arara-azul parece muito presente e foi difícil para os moradores do Pantanal vê-la como uma ave em extinção. Hoje, os fazendeiros e os peões ajudam a impedir o comércio das aves ), tuiuiú (chega a medir 1,10 m), tucano, periquito, cafezinho, garça-branca (ave migratória que, na época de reprodução se reúne em grandes bandos), jaburu, beija-flor (pesa 2 gramas), secós (espécie de garça de coloração castanha), jaçanã, ema (pesa cerca de 30 kg), seriema, papagaio, colhelheiro, cardeal, gavião-fumaça, carcará, curicaca, quero-quero, joão-pinto, carão, surucuá, Gavião-Caramujeiro, Tucanaçu.

Tuiuiú (Jabiru mycteria) - Família Ciconiidae. É a ave-símbolo do Pantanal. Também chamada de jaburu. Da ponta do bico aos pés chega até 140 cm de comprimento.
Tucanuçu (Ramphastos toco) - Família Ramphastidae. São os maiores tucanos do Brasil, medindo 55 cm. Seu corpo é predominantemente preto, com garganta branca, ventre vermelho e patas azuis. O bico, alaranjado, é quase do tamanho do corpo.
Gavião-Caramujeiro (Rosthramus sociabilis) - Família accipitridae. São gaviões de médio porte, medindo cerca de 40 cm. Possuem corpo preto com faixa branca na cauda. O bico é laranja e preto, com uma longa ponta em forma de gancho.
Curicaca-Pantaneira (Theristicus caudatus) - Família Threskiornithidae. Ave do grupo dos íbis, com coloração geral cinza-chumbo, olhos e patas vermelhos e uma faixa branca na fronte. O bico é longo e recurvado para baixo, funcionando como uma pinça que é utilizada para retirar da lama os pequenos animais de que se alimentam. Encontrada frequentemente no solo, em áreas alagadas, ao contrário da outra curicaca bem comum no Pantanal, que é típica de locais mais secos. Fazem os ninhos com gravetos. O nome "curicaca" é onomatopéico, ou seja, dado pelo som que a ave produz ao cantar.

Este patrimônio ecológico, habitado por inúmeras espécies de mamíferos, répteis, e aves e peixes, tem uma vegetação exuberante e é traduzido em movimento de formas, cores e sons, mostrando-se um belo espetáculo. A fauna é bastante rica e diversificada. Porém, há muitas espécies ameaçadas de extinção: capivara, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, lobinho, veado-mateiro, entre outros.

São cerca de 230 espécies de peixes, destacando-se a piranha, o pintado, o pacu, o curimbatá e o dourado. O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante, pesa até 120 kg, e chega a 1,5 metros de comprimento, e o maior peixe do mundo, está na Amazônia - o pirarucu que atinge 3 metros do comprimento e 200 kg.

O jacaré-do-pantanal, é quase inofensivo ao ser humano, atinge 2,5 metros de comprimento e alimenta-se de peixes. O jacaré-açu atinge 6 metros de comprimento. Pode mudar de cor para se camuflar e só ataca quando ameaçado.

A sucuri-amarela-do-pantanal mede até 4,5 metros, alimenta-se de peixes, aves e pequenos mamíferos. Raramente ataca pessoas. A sucuri amazônica mede até 10 metros e é capaz de engolir uma capivara adulta.

Flora

Na região do Pantanal existem vegetações de três regiões distintas: amazônica, cerrado e chaco (paraguaio e argentino). Durante a seca, que coincide com o inverno, os campos se tornam amarelados e a temperatura pode chegar a 0ºC, influenciada pelos ventos que chegam do sul do continente.

A vegetação do Pantanal não é homogênea e há um padrão diferente de flora de acordo com a altitude. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, aparece nas alturas intermediárias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como o angico, ipê e aroeira. Nas altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas (da famólia dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras.


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