Idade Antiga: 1. Introdução

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Equipe Passeiweb

Idade Antiga, ou Antiguidade, foi o período que se estendeu desde o surgimento da escrita (4000 a.C. a 3500 a.C.) até a queda do Império Romano do Ocidente (476 d.C.) e início da Idade Média (século V).

A Idade Antiga se caracteriza pelo surgimento das primeiras civilizações. É resultado da evolução social, organizacional e tecnológica do homem impulsionada, notadamente, após a revolução agrícola do período Neolítico (pré-História), no qual o homem se fixou de vez à terra e começou o processo de domínio da natureza.

As Primeiras Civilizações

As primeiras civilizações surgiram em sua maioria (exceto fenícios e gregos) nas beiras de grandes rios (sociedades hidráulica), em lugares onde a terra era fértil. Isto, pois uma grande quantidade de comida permite um grande aumento populacional. Dá-se o nome de civilização ao povo que domina a escrita, vive em cidades (possuindo casas, templos, palácios, túmulos etc.) e cuja sociedade é hierarquizada, ou seja, existem governantes e subordinados.

As primeiras cidades situavam-se: na Mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates); no atual Egito (às margens do rio Nilo); na atual Índia (às margens do rio Ganghi e Indo); e na atual China (às margens do rio Amarelo e Azul).

Importância dos rios

Sabe-se que as primeiras civilizações surgiram às margens de grandes rios, pois estas eram férteis acarretando um excedente de produção e possibilitando, assim, um aumento populacional. Mas por que as margens destes rios eram férteis? No período de cheia, o rio aumenta seu volume inundando suas margens. Com isto, ele deposita húmus (material orgânico, como plantas e animais, decomposto) nas mesmas. Assim, quando o rio volta ao seu volume normal (fim do período de cheia), suas margens estão naturalmente fertilizadas pelo húmus.

Entretanto, não podemos afirmar que os rios foram os únicos responsáveis pelo crescimento destas civilizações. Assim como as enchentes eram uma benção, pois fertilizavam as margens, elas também destruíam a lavoura e as construções ribeirinhas (construções às margens do rio). Logo, temos que destacar, como de fundamental importância, a inteligência, criatividade, cooperação, capacidade de organização e dinamismo dos referidos povos. Foi através do desenvolvimento de técnicas hidráulicas que estes homens dominaram os rios.

Técnicas hidráulicas são invenções capazes de aumentar a produtividade do rio. São exemplos de técnicas hidráulicas desenvolvidas: a construção de diques para evitar inundações, a criação de canais para ampliar a área de plantio e a criação de represas para armazenar água visando sua posterior utilização no período de seca.

Diversos povos se desenvolveram na Idade Antiga:

- Civilizações de Regadio ou Civilizações Hidráulicas: as mais antigas civilizações da História, surgiram entre 4000 a.C. e 2000 a.C., às margens dos rios Tigre e Eufrates, com destaque para o Egito, "a dádiva do Nilo" e para os povos da Mesopotâmia, que floresceram entre o Rio Tigre e o Rio Eufrates. Os Chineses (Rio Amarelo e Rio Azul) e os Indianos (Rio Ganges e Rio Indo) também fazem parte deste grupo.

- Civilizações Clássicas - Grécia e Roma antigas, se defenciavam das outras posteriores e anteriores, pelos fatores culturais. Os Persas, que foram os primeiros a constituir um grande império. Os Hebreus, a primeira civilização monoteísta. Os Fenícios, os senhores do mar e do comércio; além dos Celtas, Etruscos, Eslavos e outros.

A maioria das civilizações da Antiguidade desenvolveu-se no chamado Crescente Fértil, região propícia para o cultivo que vai do rio Nilo até o Golfo Pérsico. Algumas sociedades, porém, que apareceram posteriormente e não contaram com o poder fertilizador de grandes rios viveram de atividades pastoris do comércio (fenícios, cretenses) e de conquistas militares (assírios, hititas e persas).

Possuíam características comuns, como a escrita, a arquitetura monumental, a agricultura extensiva, a domesticação de animais, a metalurgia, a escultura, a pintura em cerâmica, a divisão da sociedade em classes e a religião organizada.

De modo geral, a forma de governo da maioria das sociedades era a Monarquia teocrática e hereditária, as instituições monárquicas do Egito e da Mesopotâmia - representadas respectivamente pelo faraó e pelo patesi - influenciavam os chefes de Estado das demais civilizações. Num primeiro momento, estabeleceram-se politicamente em cidades-estados. Posteriormente, por meio de guerras, construíram Impérios como o Babilônico, o Persa e o Assírio.

A religião era politeísta e o deus Sol, um dos mais importantes. As exceções eram os hebreus, único povo monoteísta da Antiguidade, e os persas, que acreditavam na existência de duas forças divinas - o bem e o mal. A arquitetura era monumental, com edifícios religiosos e governamentais de grande porte. Essas civilizações deixaram importantes contribuições, como o alfabeto, a Bíblia, as pirâmides, as técnicas de irrigação, os conhecimentos de astronomia, de astrologia, os sistemas de pesos e medidas e os calendários lunares e solares.

As principais civilizações foram a suméria, a acadiana, a babilônica, a assíria, a egípcia, a fenícia e a persa. Apesar de estar no Ocidente, os cretenses tinham características comuns aos outros povos da Antiguidade oriental.

Pode-se dizer que a Idade Antiga encerra-se com o início do período Cristão (século I) e foi marcada por guerras de posse pela terra e poder. No Egito, por volta de 280 a.C., era criado o primeiro farol da história em Alexandria (o Farol de Alexandria), considerado uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, cujo fogo iluminava o Porto orientando as embarcações à noite no mar. Neste mesmo período, o mel era associado a outras especiarias na conservação de múmias e utilizado no tratamento de queimaduras.

Na Grécia Antiga acendiou-se uma tocha dando início aos jogos da cidade de Olímpia. Hoje este ritual faz parte da abertura dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Conta a Mitologia grega, que Prometeu, o criador da raça humana, roubou o fogo dos Deuses para dá-lo aos homens, despertando a ira de Zeus que tirou-lhe a imortalidade castigando-o durante trinta anos. Este ato representou para o homem poder e castigo na convivência com o fogo.

O fogo também era utilizado na iluminação de castelos e ruelas; o sol, fonte maior de calor, servia de guia para o calendário e relógio solar, inspirando a invenção da roda no século II, Império babilônico; e na China era inventada a pólvora e o papel.

O Crescente Fértil - Veja o mapa

É uma região do Oriente Médio compreendendo os atuais Israel, Cisjordânia e Líbano bem como partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, do Egito e do sudeste da Turquia. O termo "Crescente Fértil" foi criado pelo arqueólogo James Henry Breasted, da Universidade de Chicago, em referência ao fato de o arco formado pelas diferentes zonas assemelhar-se a uma Lua crescente.

Irrigada pelo Jordão, pelo Eufrates, pelo Tigre e pelo Nilo, a região cobre uma superfície de cerca de 400.000 a 500.000 km2 e é povoada por 40 a 50 milhões de indivíduos. Ela estende-se das planícies aluviais do Nilo, continuando pela margem leste do Mediterrâneo, em torno do norte do deserto sírio e através da Península Arábica e da Mesopotâmia, até o Golfo Pérsico.

A zona oeste em torno do Jordão e da parte superior do Eufrates viu nascerem os primeiros assentamentos agrários conhecidos, há 11.000 anos. Os assentamentos mais antigos conhecidos atualmente localizam-se em Iraq ed-Dubb (Jordânia) e Tell Aswad (Síria), seguidos de perto por Jericó. As mais antigas cidades, estados e escritos de que se tem notícia apareceram mais tarde na Mesopotâmia. Essas descobertas permitiram apelidar a região de "Berço da Civilização".


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